quinta-feira, 12 de abril de 2018

PRETORIANO


Autor: Simon Scarrow

Título original: Pretorian




Sinopse: A cidade de Roma em 50 d.C. é um lugar perigoso. A traição espreita a cada esquina e um obscuro movimento republicano, conhecido como os libertadores, cobre a cidade com os seus tentáculos. Teme-se que a próxima conspiração surja do coração da própria Guarda Pretoriana. Sem saber em quem pode confiar, o Secretário Imperial Narciso convoca a Roma dois dos seus homens mais corajosos e leais: os veteranos Macro e Cato.
Incumbidos da tarefa de infiltrarem a Guarda Pretoriana, Cato e Macro enfrentam um duro teste para ganharem a confiança dos seus camaradas. E quando finalmente estão prestes a descobrir os segredos da conspiração, surge um velho inimigo que os poderá denunciar, com consequências fatais. Será uma corrida contra o tempo para salvarem as próprias vidas antes que consigam revelar os nomes dos traidores que pretendem derrubar o Império?




Novamente regresso à Saga da Águia, a famosa saga de Simon Scarrow que gosto de ir lendo aos poucos. Tal como já disse algumas vezes, se tentasse ler esta saga de seguida, acredito que não conseguiria retirar todo o proveito que ela me pode oferecer. Assim, a cada dois ou três meses, tento regressar às aventuras de Cato e Macro, e por isso aqui estou eu de novo.

Como esperava, Scarrow mantém a sua escrita igual, rápida, focada nas ligações entre personagens e no que é a vida de um romano. Sempre apreciei bastante como Scarrow consegue explorar a vida e os hábitos dos romanos sem baixar o ritmo do livro, quer seja ao explorar a vida de um soldado em campanha ou em Roma.

Outro aspeto que me agrada em toda a saga e também neste livro é o cinzento de algumas personagens. Existe sempre a sensação de que a grande maioria das personagens tenta cumprir os seus objetivos, mas acima desses está quase sempre a sobrevivência, levando a grandes jogos de poder. Aliás, esta saga tem muito mais de jogos de bastidores e política do que de guerra sangrenta. E com isso a saga avança, sempre focada em Cato e Macro, na amizade, no choque de personalidades e no sentido de dever que os dois partilham.

A tudo isto junta-se o ligeiro toque da espionagem, muito presente no Império Romano, e que Scarrow usa com mestria. Claro que existem momentos forçados e alguns momentos mais óbvios, e também é verdade que é difícil sentir grande apreensão pela segurança de algumas personagens, mas a história é sempre viciante e gosto muito de ler sobre esta civilização.

Uma vez mais, Scarrow oferece um livro rápido, viciante e que me deixou com vontade de ler o próximo. Esta pode não ser a melhor saga sobre o Império Romano, mas é das mais agradáveis de ler. Sem criar obras primas, Scarrow consegue ligar o leitor às personagens, e com isso criou a sua legião de fãs espalhados por todo o mundo. Eu, continuarei a ler os próximos livros, esperando que a qualidade se mantenha.

Luís Pinto 


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