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domingo, 17 de novembro de 2013

URTH DO NOVO SOL


Autor: Gene Wolfe

Título original: The Urth of the New Sun



Ler esta saga de Gene Wolfe, que acaba neste livro, é o mesmo que ler o livro Inception (A Origem - análise aqui ao livro), e fazer tal comparação com um filme tão fantástico, já é um grande elogio. 

A saga "O Livro do Novo Sol", composta por 5 livros, é, sem dúvida, uma das melhores sagas que já li, mas é também uma das mais difíceis e confusas, sendo um verdadeiro desafio que sabe bem enfrentar. Existiram, pelo menos 3 momentos, em que após longa reflexão, acreditei já ter percebido tudo o que este mundo era, mas depois, voltavam a aparecer novas dúvidas e quanto mais pensava, mais construía, e mais questões se levantavam enquanto respondia a outras.

A genialidade do livro está em não nos dar todas as respostas. Em termos de enredo tudo fica explicado, mas em relação ao mundo que Wolfe nos mostra, muito fica por explicar, tal como na própria vida. Este livro leva-nos, facilmente, a questionar qual a nossa importância num tão vasto universo, qual o sentido da vida que é algo tão frágil, o que existe depois da morte ou até se enquanto seres vivos estaremos destinados a fazer algo marcante no universo.

O ponto fulcral está no facto de o autor nos dar tudo isto com uma escrita genial, capaz de nos esclarecer e confundir ao mesmo tempo, e com esta ginástica mental, que sempre foi feita com a maior vontade, pois a história é realmente boa, profunda, viciante e com significado, vamos continuando, e no meu caso, com grande prazer. A parte que mais me agarrou foi a constante noção de que aos poucos tudo faria sentido e no fim, Gene Wolfe não falhou.

Apesar de no anterior livro (e claramente o melhor da saga) a história parecer ter chegado a um fim, este livro vem dar uma noção sobre o que poderá acontecer no futuro, não deixando apenas a ideia que a história acaba na última página e a partir daí nada acontece. Por outro lado, vi um final onde a minha vontade enquanto leitor pedia mais, pois estamos perante um mundo tão original e fantástico, que é difícil aceitar qualquer fim.

Este 5º e último livro não é o melhor da saga, pois muito dificilmente poderia bater o anterior, mas é também um excelente livro. Um bom ritmo, nem sempre constante, novas personagens e uma nova visão sobre alguns dos temas mais importantes da saga, onde destino, sacrifício e morte continuam a ser os temas onde o autor explora a nossa incompreensão do universo e do que é a própria vida.

Não irei falar sobre a história ou personagens para não revelar nada. O que posso dizer é que esta saga é realmente muito boa, e dentro do seu género é do melhor que já li, e porquê? Por tudo: história, mundo, personagens, escrita, Gene Wolfe eleva todos os parâmetros a um grande nível. Uma saga que deve ser lida por qualquer um que goste de fantástico, e mesmo não sendo o vosso género, aconselho uma vista de olhos, porque este é um daqueles trabalho que saí das próprias barreiras do género, e oferece algo mais.

Luís Pinto

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

A CIDADELA DO AUTARCA


Autor: Gene Wolfe

Título original: The citadel of the Autarch


Este 4º livro, da fantástica saga que nos trouxe Severian, é simplesmente fantástico e um dos melhores livros que alguma vez li no género.

Tentando ver toda a saga como um livro, estamos perante uma das narrativas mais estranhas que alguma vez li, e que aliada a um complexo e sempre surpreendente mundo, cria uma experiência singular, diferente do tudo o que já li. 

Este 4ºo vários momentos, de várias ideias e questões que estavam no ar. É a resposta de várias dúvidas e o murro surpreendente no leitor que pensa ter percebido tudo o que havia a perceber. A genialidade de Wolfe está, muitas vezes, na capacidade de nos enganar e de nos levar a questionar qual é a  verdade do que está a acontecer, qual é o objetivo da narrativa e qual será o desfecho para determinada situação que ao início parece insignificante, mas que se torna importante.

O que este livro tem de bom é tudo: Severian é uma personagem fantástica e um narrador ainda melhor, pois consegue criar uma mistura de sensações num leitor que, como eu, se poderá sentir perdido em alguns momentos. A beleza desta história está no facto de nos obrigar à concentração que tornará esta leitura ainda melhor. Claro que existem outras personagens interessantes e muito bem construídas, mas não irei revelar nenhum nome para não retirar alguma surpresa a quem ainda não tenha lido os livros anteriores.

Outro aspeto realmente marcante é todo o mundo criado pelo autor. A cada passo a sua complexidade aumenta mas também a coesão. É deveras impressionante como o autor consegue aumentar a complexidade e ao mesmo tempo tornar o mundo deste enredo mais lógico e mais fácil de se perceber quando começamos a ligar todos os pontos. Torna-se, principalmente com este 4º livro, em algo difícil de ser alcançado e por isso digo que estamos perante um dos melhores mundos alguma vez criados.

Apesar de alguma questões ainda ficarem por explicar no próximo livro, a verdade é que este livro consegue explicar quase tudo. Tal facto era algo que não esperava, tal é a complexidade deste mundo que o autor consegue ver de forma tão simples e que nos explica por entre linhas. O ritmo do livro não é constante, e nota-se o porquê quando olhamos o enredo, no entanto nada irei revelar, devendo apenas dizer que apesar da primeira parte do livro parecer mais forte em alguns momentos, todo o livro nos obriga a continuar a ler assim que começamos a sentir que algumas verdades serão reveladas. E tudo culmina num final de grande impacto e que fica na nossa memória.

Gene Wolfe continua a tocar em aspetos marcantes, como a morte, o significado da vida e os sacrifícios que fazemos enquanto respiramos, e acredito que seja impossível a um leitor (que tenha feito o esforço de compreender tudo o que esta saga nos dá) não se sentir marcado com a forma singular que Severian vê o mundo e a humanidade.

Falta apenas um livro para acabar e já me decidi a voltar a ler a saga, e mais cedo do que possam imaginar. Acredito plenamente que uma nova leitura trará ainda mais ao de cima toda a genialidade do autor. O feito de Gene Wolfe é notável até agora e basta apenas saber com vai acabar. Dentro de dias análise ao último livro e uma visão mais global sobre toda a saga! No entanto façam um favor a vocês, comprem esta saga!

Luís Pinto

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A ESPADA DO LICTOR


Autor: Gene Wolfe

Título original: The Sword of the Lictor


Este é o terceiro livro da saga "O Livro do novo Sol" e novamente Gene Wolfe consegue fazer melhor do que no livro anterior. Faltando ainda dois livros para o fim desta saga, não me irei adiantar muito nesta opinião, falando apenas do essencial.

Tal como nos livros anteriores, Gene Wolfe continua com a sua narrativa complexa e profunda, levando o leitor a questionar e a montar todos os acontecimentos na sua cabeça. Severian é um narrador único, capaz de criar ligações no leitor mesmo quando nos obriga a posicionar todos os detalhes essenciais para percebermos tudo o que está a acontecer. Wolfe mantém a forma estruturada dos anteriores livros, ficamos sempre com a sensação que quando voltarmos a ler esta saga tudo será ainda melhor, e aos poucos as respostas vão aparecendo.   

Curiso ainda estarmos perante um livro que quase não tem enredo. A narrativa deste livro serve mais para explicar, respondendo a várias perguntas, levando-nos também a conhecer melhor Severian. Torna-se quase estranho que um livro que avança tão pouco em comparação com os outros, consiga ser uma leitura tão intensa e tão boa. Gene Wolfe mergulha-nos nas questões mais importantes da saga e explora, novamente, as várias condicionantes da morte e também deste mundo. A forma como responde a certas perguntas, e como com as suas respostas avança na história, está incrivelmente bem conseguida. Mas não fiquem com a ideia errada: o livro tem enredo avança na história, mas este avançar não é o mais importante nestas páginas.

Até agora cada livro desta saga é melhor do que o anterior. Este não foge à regra. Um livro intenso que apresenta personagens novas e que consegue aprofundar algumas das personagens mais bem criadas que li nos últimos tempos dentro do género. Em relação ao mundo, novamente está fantástico. A imaginação de Wolfe está bem assente num mundo bem sustentado, com lógica, com um ambiente único, e principalmente com uma filosofia inerente que para mim faz a grande diferença nesta saga.

Como disse no início, não me vou alongar nesta opinião. Aos poucos esta saga está a tornar-se em algo realmente fabuloso e daqui a alguns dias terei a opinião ao 4º livro. Por agora apenas me resta afirmar que estamos perante uma leitura única de grande qualidade e em vários sentidos.

Luís Pinto

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A GARRA DO CONCILIADOR


Autor: Gene Wolfe

Título original: The Claw of the Conciliator


Vencedor dos prémios Nebula, Locus e nomeado para o Hugo Award, este 2º livro da saga "O Livro do novo Sol" é ainda melhor do que o primeiro.

Fazer uma análise a cada livro desta saga não é fácil para mim, pois a complexidade da narrativa e, principalmente, do enredo, não nos deixa definir onde acaba a ação/influência de um e começa o outro. Tudo está ligado e, tal como disse antes, esta é uma saga em que cada livro seguinte torna o anterior melhor pois muito vai ser explicado e vários acontecimentos ganharão um significado que antes não éramos capaz de perceber.

Este é um livro mais forte, mais sombrio, com momentos onde a força das descrições tentam alcançar o leitor, e torna-se cada vez mais difícil parar. Sendo assim, e a juntar a outros momentos onde a moralidade é posta em causa, ficamos perante um livro adulto, em tudo melhor do que o anterior e acredito que quem chegar aqui, não conseguirá deixar a saga a meio.

Gene Wolfe é um caso raro. O que se nota no primeiro livro é confirmado neste: Wolfe destrói muitos dos conceitos narrativos, principalmente do género fantástico, oferecendo uma saga singular e que obriga o leitor a estar atento. Esta necessidade de atenção que pode frustrar o leitor por momentos mas no fim, quando percebemos tudo, fica uma enorme satisfação. Lembro-me que quando acabei este 2º livro já tinha a certeza que um dia voltarei a esta saga, tentando absorver novos significados, talvez até, olhando para algumas decisões de forma diferente.

Neste campo das decisões, Severian torna-se cada vez mais um personagem memorável, graças às suas virtudes, mas principalmente graças aos seus defeitos. Enquanto narrador cria uma estranha ligação com o leitor e que no meu caso me levou a ponderar até que ponto tomaria as mesmas decisões.Outra questão interessante, e talvez das que dá mais qualidade ao livro é a forma como o autor explora o tema "morte". Por vezes, alguns autores esquecem-se que a morte condiciona cada passo de tudo o que fazemos, mas Gene Wolfe não o faz, transmitindo uma atmosfera forte misturada com o peso das decisões.

Novamente não me quero adiantar muito. O enredo é muito bom, o mundo construído também, e quanto mais avançamos melhor percebemos a base que sustenta esta história. A narrativa de Wolfe não é fácil mas o nosso esforço é compensado, e para já estou a adorar a saga, que se torna cada vez mais consistente e adulta. Como disse antes, é um livro mais negro, mais forte e que eleva esta saga a um novo patamar. O final é muito bom, novamente, e como já li o livro seguinte posso ainda afirmar que o melhor está para vir.

Luís Pinto

terça-feira, 8 de outubro de 2013

A SOMBRA DO TORTURADOR


Autor: Gene Wolfe

Título original: The Shadow of the Torturer


Este é o início da saga "O Livro do novo Sol", uma das sagas mais premiadas do género fantástico e, claramente, uma das mais aclamadas.

A história conta-nos a vida de Severian, um rapaz aprendiz de torturador num tempo longínquo em que o Sol está a morrer. No início não é fácil percebermos a base deste mundo mas o enredo também não nos obriga a necessitarmos de todos os detalhes para percebermos o que vai acontecendo, sendo até causador de várias surpresas (e por isso também não falarei sobre a base deste mundo). Com isto existe sempre a sensação que tudo pode acontecer sem o prevermos e tal dá uma excelente atmosfera ao livro. 

A juntar a esta atmosfera está a escrita de Wolfe, como sempre detalhada, cheia de significados e que pede ao leitor que leia a sua obra lentamente. Escrevo esta opinião já tendo lido 3 livros desta saga e posso garantir que muito do que aparece neste livro e parece não ter grande significado, realmente tem, e se não tivesse lido os livros de seguida não teria percebido como todos estes acontecimentos estão ligados. Simplesmente fantástico!

Olhando para as personagens, Severian, que apesar de não demonstrar sentimentos, o que pode afastar alguns leitores, tem uma personalidade com a qual simpatizei de imediato e que faz um excelente contraste com este mundo. Existem outras personagens de grande qualidade e nota-se que o autor gosta de explorar cada uma, mesmo que por vezes seja preciso a nossa atenção para o percebermos. Aliás, muita da qualidade deste livro está no facto de o autor conseguir colocar tanto significado quando menos se espera. Existe um momento, quase no fim, onde o autor tenta explorar a vida e a personalidade de um torturador, e pelo meio coloca tantos significados que é difícil não ficar abismado com as suas comparações. 

O enredo é bom, e para mim, neste género, é um dos aspetos mais importantes. Sempre rápido, sempre com significado, fiquei "agarrado" até ao fim e algumas vezes os acontecimentos surpreenderam-me. A parte final está muito bem conseguida e o final acaba de tal forma que é impossível não passar de imediato para o próximo.

Agora, o que faz este livro tão bom? Em primeiro lugar o que faz este enredo tão bom são os próximos livros, que explicam bastante do que aconteceu neste primeiro volume. Mas, olhando simplesmente a este, o que torna este livro bom é tudo. É o ambiente, o enredo, as personagens, a ideia base, a originalidade e a forma como o autor com uma narrativa ao mesmo tempo simples (porque a história é simples) mas também complexa (pela forma sublime como é exposta), consegue explorar certos conceitos e levar-nos a pensar. E aqui está um grande feito do livro: quanto mais pensamos, melhor percebemos que estamos a perceber muito pouco e reparamos que também Severian não tem noção de tudo o que acontece, e esta ligação entre personagem e leitor é intensa em certos momentos, principalmente quando Severian demonstra ser um personagem cheio de falhas e, consequentemente, muito mais realista.

Sendo o primeiro livro de uma saga, não me irei adiantar mais. Gene Wolfe é um autor que nos obriga a pensar, a estar atentos e a recordar o que lemos em páginas anteriores. Aqui não basta ler por ler sempre em frente. Aqui tudo se torna ainda mais intenso ao estarmos perante um mundo consciente de uma possível extinção. Na minha opinião, o que me agarrou a esta narrativa não foi a escrita em si, mas todo o efeito que ela (escrita) tem na história e na minha forma ler.

Este é o início de uma saga que foi largamente imitada no futuro e que mereceu os prémios que venceu. Por agora não me adianto mais, mas dentro de dias existirá nova opinião. Para já fica a garantia que se trata de uma saga muito recomendada.

Luís Pinto

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

SOLDADO DA NÉVOA


Autor: Gene Wolfe

Título original: Soldier of the Mist



Soldado da Névoa constitui uma brilhante incursão do fantástico mundo histórico da Grécia, em 479 a. C., quando os deuses viviam na Grécia.
Latro, um mercenário vindo do norte, é ferido durante uma batalha e vê-se separado dos seus companheiros. Perde a memória e é forçado a viver o contexto de um eterno presente, redescobrindo todos os dias os farrapos da sua identidade e a natureza do mundo que o rodeia, apenas com a ajuda de um relato que se esforça por escrever todos os dias. Mas, como recompensa pelo seu infortúnio, Latro recebe o dom de poder ver e falar com todos os deuses, fantasmas e demónios que habitam na Terra.

Gene Wolfe é conhecido pela sua narrativa complexa e que nunca nos mostra tudo. Nesse aspeto, este livro é ideal para o seu estilo, pois estamos perante um soldado que a cada dia terá de ler o que escreveu no dia anterior para saber o que fez e reconhecer as pessoas que o rodeiam. Nós, leitores, passaremos pela mesma confusão.  

Este é o grande trunfo do livro: a forma como o autor nos deixa "às escuras" com esta situação, pois muitas vezes, também nós não sabemos que personagem é aquela que fala com Latro e da qual ele não se lembra. Para além disso, existem todos os momentos que Latro não escreve e dos quais nós rapidamente sentimos falta, pois percebemos que houve um salto temporal e notamos as diferenças, quer seja um novo personagem que aparece ou uma mudança no local.

Com esta falta de informação, o leitor tem sempre uma certa desconfiança. Eu, pelo menos, senti que por vezes o narrador poderia não estar a ser totalmente correto, quer seja porque quer, ou porque está enganado, e é em tudo isto que o livro se sustenta. A narrativa torna-se, aos poucos, num puzzle onde somos incapazes de ver tudo o que acontece, e enquanto tentamos ligar os vários bocados, Latro fará o mesmo na procura de saber quem é, de onde vem e como se poderá curar.

A juntar ao seu problema de memória, Latro ganha a capacidade de falar com os Deuses que vivem na Grécia e, para mim, este é o momento em que a história começa a ganhar interesse, pois torna-se difícil perceber se será tudo uma coincidência ou um ato divino, e se o for, qual será o seu propósito. 

Com uma imagem fantástica da Grécia e da sua mitologia, Wolfe leva-nos numa história que nem sempre é fácil mas onde a narrativa é sublime em certos momentos. Este é um livro que requer alguma concentração para percebermos tudo o que está a acontecer desde o primeiro momento, e no meu caso, tenho a sensação que perdi alguns pormenores importantes no início do livro, mas que não são necessários para a compreensão total da história. Sim, porque no fim Wolfe junta as peças e percebemos o que aconteceu durante todas estas páginas e que até então nos falhou.

Destaque ainda para as mulheres que aparecem neste enredo. Notei, quase por acaso, que todas elas apresentam papéis peculiares e com uma importância que não se percebe de imediato, mas gostei da forma como o autor explorou certos temas num espaço reservado a soldados.

Apesar de este não ser a obra máxima do autor (eu apenas li este e não posso argumentar tal facto), esta obra ganhou o Prémio Locus e prima pela originalidade. Nota-se as características que tornaram o autor famoso e fiquei com muita curiosidade de ler as suas obras mais famosas. No entanto acredito que este livro será tão bom quanto a atenção que o leitor dê ao enredo. Um leitor que esteja atento e que tente sentir a confusão de Latro, terá aqui uma excelente história, onde muito se repete e muito não se percebe. A sua escrita é confusa mas coerente e encaixa perfeitamente no fim e a forma como descreve locais e personagens demonstra que estamos perante um grande autor. Um livro muito original.

Luís Pinto