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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

O PRESIDENTE DESAPARECEU


Autor: James Patterson & Bill Clinton




Sinopse: O Presidente dos EUA desapareceu.
O mundo está em choque!
Mas a razão do seu desaparecimento é ainda pior do que seria de supor.
Com pormenores que só um Presidente como Bill Clinton pode conhecer e o suspense que apenas um autor como James Patterson seria capaz de criar, O Presidente desapareceu é o thriller mais empolgante e surpreendente dos últimos anos.





James Patterson, o autor que mais vende no mundo e que escreve livros à velocidade da luz, recorre muitas vezes a parcerias com outros escritores ou conhecedores de assuntos específicos. Neste livro, Patterson junta-se ao ex-Presidente americano Bill Clinton para criar um thriller que consiga ser credível dentro da vida de um Presidente e cheio de detalhes da vida dos bastidores da política.

Patterson é famoso pelos seus thrillers frenéticos sempre apoiados numa base simples e bem executada: capítulos pequenos, cheio de ação, sem detalhes desnecessários, e com grande foco no objetivo final. Pelo meio, o rigor de oferecer algo ao leitor em cada capítulo para que exista a sensação de progressão. 

Tendo esta fórmula sempre presente, Patterson cria um enredo interesse, que facilmente cativa porque queremos perceber o que aconteceu. No entanto, rapidamente percebemos que este livro é muito mais um livro político do que de ação. Nota-se o quanto o peso da intriga política molda este enredo, com jogos de bastidores que levam a ação para segundo plano. é tudo muito mais um jogo de interesses e palavras, em que cada personagem tem o seu próprio objetivo num jogo de sobrevivência política.

Com detalhes muito interessantes do que poderá ser o meio onde um Presidente vive, o enredo apenas peca pela velocidade demasiado rápida, que por vezes deixa algumas pistas, porque existem detalhes importantes, que na altura parecem insignificantes, mas que percebemos terem impacto no futuro, porque o livro abrandou para o explicar.

Tirando estes detalhes, o livro é bem construído, com alguns momentos mais forçados, principalmente em diálogos que fogem a certos caminhos mais óbvios simplesmente para prolongar o suspense. No entanto, e globalmente, este é um dos melhores livros que li de Patterson, principalmente por se focar tanto na intriga política, deixando para trás a ação mais usual. Se gostam de thrillers, se querem ver explorados alguns detalhes interessantes sobre a vida e um Presidente, este é um livro interessante que em nenhum momento tenta ser uma obra prima do género, mas que agarra, tal como este autor sempre conseguiu. 


Luís Pinto



sexta-feira, 29 de abril de 2016

PRIVATE: LAS VEGAS


Autor: James Patterson

Título original: Private Vegas




Sinopse: Dois suspeitos de crimes violentos, que mantinham mulheres presas num quarto de hotel, são apanhados em flagrante pela polícia. Como são importantes diplomatas estrangeiros, gozam de imunidade e não podem ser julgados. Jack Morgan envolve-se no caso, para tentar salvar outras mulheres que cruzem o caminho dos criminosos.




Regresso novamente a um livro de James Patterson e irei fazer uma crítica ao ritmo que o autor nos habituou. Patterson continua a manter o seu estilo. Aliás, para quê mudar? Capítulos curtos, focados apenas no essencial do enredo ou das personagens, a cada página algo acontece que nos empurra para as páginas seguintes. 

Apesar de este não estar entre os meus livros favoritos do autor, gostei bastante da ideia base. Aqui sabemos quem são os culpados e vemos uma luta entre as forças políticas, as burocracias e os jogos de poder, interesses e favores que apenas os mais poderosos conseguem alcançar. É, obviamente, uma poderosa crítica social que apenas não é mais marcante porque o autor não abranda para explorar melhor a ideia.

O enredo não é surpreendente mas é viciante como sempre. Por vezes é previsível, por vezes forçado, por vezes consegue surpreender. As personagens são interessantes, com pontos de vista coerentes e Jack Morgan é aquela que mais ganha na sua evolução. No entanto, gostava de ver o autor abrandar ligeiramente e aprofundar certos temas, trauma, medos, objetivos. Claro que a fórmula resulta e mesmo não sendo um livro que marca, consegue fazer exatamente o que promete: ser viciante, entreter e tornar-se numa boa leitura de verão. Não é dos melhores livros do autor, mas tem tudo o que os seus fãs apreciam. Se não conhecem Patterson, existem outros livros por onde podem começar, se já são fãs e quiserem mais umas páginas frenéticas, então este é mais um livro que gostarão.

E é assim, com esta crítica ao ritmo dos livros de JP, que fico a aguardar o próximo do leitor.

Luís Pinto

quinta-feira, 7 de maio de 2015

PRIVATE: Los Angeles


Autor: James Patterson

Título original: Private L.A.




Sinopse: Quatro homens são misteriosamente assassinados numa praia de Malibu, junto a um bairro de multimilionários. Jack Morgan, líder da Private, a conceituada agência internacional de investigação criada para proteger os mais poderosos, chega ao local do crime com o objetivo de ilibar um dos seus clientes e descobrir o verdadeiro assassino.
Mas eis que, a meio da investigação, Jack recebe um telefonema inesperado: Thom e Jennifer Harlow, o casal mais famoso de Hollywood, desapareceram sem deixar rasto, juntamente com os seus três filhos. Por entre revelações incríveis e descobertas chocantes, é missão da Private encontrar a família desaparecida, antes que a notícia chegue aos media e aterrorize o público.
Com dois casos tenebrosos para resolver, perseguições, assassínios, explosões mortíferas e alta velocidade, Jack, Justine e os restantes elementos da Private não terão mãos a medir para provar, mais uma vez, que são os melhores, os mais rápidos e os mais inteligentes.


James Patterson é dos autores com mais livros falados aqui no blog, e porquê? Porque depois de começar um livro seu, dentro de dois ou três dias o livro está lido, e a viagem foi alucinante, como sempre.

E é nessa viagem alucinante que Patterson consegue ser diferente de todos os outros, pois domina a sua fórmula como ninguém. Aliás, todos os livros de Patterson têm uma base narrativa e que não vale a pena tentar explorar numa análise mais profunda, pois o leitor já sabe o que esperar. Capítulos curtos, apenas descrito o essencial, ritmo muito elevado e personagens cativantes rodeiam uma ideia base que será o catalisador da investigação. Aqui acontece exatamente o mesmo, mas, uma vez mais, mesmo conhecendo o estilo do autor, começamos a ler, e a acelerar. 

Patterson não quer ser recordado por escrever obras primas, nem por ser um autor que ensina algo ao leitor. Aqui o que temos é entretenimento puro, como um intenso filme de ação. E é por isso, que no meio de outras leituras mais complexas, acabo sempre por voltar a Patterson, porque me sabe bem ler algo rápido que me agarra por dois ou três dias. Patterson nunca receberá um Nobel, mas bate recordes todos os dias, e para isso existe uma razão.

Neste livro temos dois casos principais, que se misturam com a vida familiar dos personagens, e apesar de ter gostado mais de um caso do que do outro, a mistura está bem conseguida, pois existem ligações que ajudam a explorar, mesmo que de forma muito suave (pois o ritmo não pode baixar), o meio em que se passa este enredo. Neste caso o autor explora o que pode ser a vida, e em alguns casos a mentira, de algumas celebridades e milionários. Mas, o destaque vai para Morgan, personagem principal que aqui se desenvolve bastante com algumas revelações interessantes que ajudam a sustentar o seu comportamento durante o enredo. Destaque ainda, uma vez mais, para a facilidade com que Patterson explora os motivos dos maus da fita, ficando claro no final o porquê de tudo o que aconteceu.

Em cada livro Patterson mostra um pouco mais dos seus personagens, e aqui faz um trabalho interessante sem baixar o ritmo. É cada vez mais fácil gostar de Jack Morgan, perceber a sua forma de pensar e os seus motivos. Pelo meio, tentamos fazer a nossa própria investigação, que neste caso teve momentos óbvios e outros que me surpreenderam. O resultado final foi uma leitura rápida, entusiasmante e que desanuvia como poucos. Se são fãs do autor, então este é mais um livro a ler... e será mais uma viagem sem parar.

Luís Pinto


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

EU, ALEX CROSS


Autor: James Patterson

Título original: I, Alex Cross




Sinopse: Um crime macabro. Alex Cross acaba de prometer à família que irá estar mais presente nas suas vidas quando recebe a notícia chocante de que a sua sobrinha foi barbaramente assassinada. Determinado a descobrir o criminoso, depressa percebe que ela estava envolvida num esquema de acompanhantes de luxo que concretizavam as fantasias dos homens mais poderosos de Washington, DC. E ela não foi a única vítima.
Um assassino infiltrado no poder. A caça ao assassino leva o detetive e a sua companheira, a detetive Bree Stone, a entrarem num mundo a que só os mais ricos e poderosos têm acesso. À medida que se aproxima da verdade, Alex Cross descobre segredos que poderão fazer tremer o mundo inteiro. Uma coisa é certa: quem está nesse círculo restrito tudo fará para manter os seus segredos bem guardados.



Este foi uma das minhas leituras favoritas deste autor. "Eu, Alex Cross" é mais pessoal do que a maioria dos livros de Patterson e oferece uma mistura do melhor que o autor já nos ofereceu. Curiosamente, é estranho sentir que este livro poderia ser ainda mais rápido, pois tens sub-enredos que pouco oferecem à narrativa principal e à construção de personagens. Mas, podendo ser já uma intro para próximos livros (pois o autor raramente "enche" os seus livros), não o posso criticar até ver o que estes sub-enredos irão oferecer no futuro. 

Aqui Patterson mistura vários temas. A política tem agora um peso maior no enredo e mistura-se nos problemas pessoais das personagens principais. O que Patterson tenta alcançar neste livro é a demonstração que certos acontecimentos podem acontecer a qualquer momento. A vida é mesmo isso... de repente algo pode acontecer. Aqui Patterson tenta colocar Cross nessa situação, em que o "controlo" da sua vida lhe foge devido ao aglomerar de alguns acontecimentos. 

Como sempre, o autor prende-nos com a mesma fórmula, e continua a resultar. A verdade é que facilmente conseguimos identificar os aspetos essenciais desta fórmula vencedora: capítulos curtos em que no final de cada fica a vontade de ler o próximo, ritmo elevado, sem parar para descrever algo que não seja fundamental, e ainda alguns saltos entre "bons" e "maus" para que seja possível perceber o porquê, levando a que não seja necessário receber toda a informação no fim. O problema é que apesar de a fórmula estar estudada, muito poucos a conseguem reproduzir com qualidade, mas Patterson é o mestre do seu peculiar género. 

Com a fórmula usada, Patterson explora o mundo secreto que apenas o dinheiro consegue comprar e manter, criado de imediato uma aura de secretismo na narrativa, pois estamos a ver a descrição de um mundo ao qual não temos acesso, dando ao autor a liberdade para criar, e a nós a liberdade de especular sobre as possibilidades. A isto Patterson alia uma trama mais próxima de Cross e o livro torna-se, tal como o livro anterior, num enredo mais pessoal, ideal para se explorar a família de Cross e os traumas do detetive. 

Tudo o resto que possa aqui analisar apenas irá estragar as surpresas que o autor nos reservou nestas páginas. Intenso, mesmo que mais lento do que os outros livro da série, este é o mais pessoal dos enredos e aquele em que conhecemos melhor Alex Cross, porque é nos piores momentos que nos revelamos realmente, e Cross não é exceção. Mais um livro dentro do nível que James Patterson nos habituou e um dos que gostei mais, principalmente porque ao ir conhecendo o personagem principal, vou apreciando melhor as suas decisões, os seus medos, levando-me a apreciar mais o enredo.

Luís Pinto

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

ALEX CROSS - A CAÇA


Autor: James Patterson

Título original: Cross Country




Sinopse: O detetive Alex Cross é chamado ao local do pior crime a que alguma vez assistiu. Uma família inteira foi assassinada de forma brutal e impiedosa, e uma das vítimas era uma antiga paixão sua.
O mesmo tipo de crimes sucede-se, mantendo um padrão semelhante: a morte de famílias inteiras, cujos corpos são depois objeto de uma crueldade violenta. Alex Cross e a sua namorada atual, Brianna Stone, mergulham neste caso e enredam-se na teia do mortífero submundo de Washington DC. Aquilo que descobrem é tão chocante que mal conseguem compreendê-lo: os assassinos pertencem a um gangue altamente organizado, encabeçado por um diabólico senhor da guerra conhecido como Tigre. Quando o rasto deste temível assassino desemboca em África, Alex sabe que tem de segui-lo. Desprotegido e só, Alex é torturado e perseguido pelo gangue do Tigre.



Novamente regresso a mais um livro de James Patterson. O seu estilo continua o mesmo e nós voltamos a ler sem parar, sem conseguir fechar o livro antes da última página.

Este livro deixou-me uma sensação estranha, porque acredito que li um dos melhores livros do autor, mas não foi dos que mais me agradou. Começando pela qualidade do livro em si, Patterson cria um enredo que explora bastante as suas personagens principais, principalmente Cross, tornando este livro mais pessoal, mas também mais profundo. A isto alia-se o facto de o autor fugir da sua "zona de conforto" e levar o enredo até África, onde nos irá mostrar algumas das atrocidades feitas em alguns países.

De uma forma geral, devido a esta singular e forte visão, "A caça" é um dos livros mais sombrios da saga, sendo claro que o autor levou Cross a África, não pelo enredo em si, mas para mostrar muito do que lá acontece. Devido a este forçar, é perceptível que alguns momentos são originados por uma coincidência que levará alguns leitores a não gostarem tanto desses momentos forçados, mas a realidade africana consegue prender de tal forma a nossa atenção que esses momentos são deixados para trás.

Todavia, com esse forçar, o enredo perde um pouco a sua capacidade de nos surpreender, pois forca-se mais em África e nas personagens do que na trama. Como já o disse, tal aumentou a qualidade do livro, mas perde um pouco na capacidade de nos surpreender, pois começamos a adivinhar o que aí vem. Tal facto apenas não é mau porque os momentos que Patterson nos dá aqui são de grande intensidade, originando mais um livro rápido, com escrita direta e capítulos curtos que não nos deixam descansar.

O objetivo, bem delineado e estruturado, passa, principalmente, por nos dar uma noção de uma realidade violenta que sabemos que existe, mas que rapidamente nos esquecemos. A realidade de alguns países africanos choca e leva-nos a pensar durante algum tempo sobre as brutais diferenças entre nascer, por exemplo em Portugal, e em países como a Nigéria. Mas, enquanto sociedade, acabamos por esquecer desde que o problema não esteja à nossa frente, e é isso que Patterson faz neste enredo: leva o problema à civilização ocidental, abrindo alguns olhos.

Após ter lido tantos livros do autor, começa a ser fácil adivinhar algumas surpresas caso estejamos atentos. Patterson é vítima do seu próprio ritmo, pois ao apenas escrever sobre o fundamental, por vezes questionamos o porquê de o autor ter escrito aquilo, e depois adivinhamos o porquê. No entanto, por mais que nos seja possível adivinhar algo das páginas seguintes, a verdade é que é impossível parar de ler. Patterson vende o que vende porque consegue praticar a perfeição de uma fórmula vencedora. Os seus livros não são obras primas, não o tentam ser, mas conseguem agarrar o leitor até ao fim, raptando-nos do nosso mundo, vivendo qualquer enredo com grande intensidade. Se gostam do autor, já sabem o que esperar, e mesmo não tendo sido dos que mais gostei, acredito que é, provavelmente, o Alex Cross com mais qualidade que li até agora.

Luís Pinto

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

INVISÍVEL


Autor: James Patterson & David Ellis

Título original: Invisible




Após ter lido vários livros de Patterson, existe a sensação que o autor, usando a mesma fórmula, consegue sempre entreter e viciar. Com ideias base distintas, mas uma forma muito similar de as executar, neste caso Patterson volta a dar a perspectiva do herói e do vilão, mas é também um livro onde volta às descrições mais fortes e chocantes, elevando o enredo para um nível mais alto de tensão para o leitor. No entanto, devido a uma fórmula idêntica a cada livro, também existe o receio que comece a ser fácil perceber o que está nas páginas seguintes. Por vezes já me aconteceu, mas não aqui. E aquele que pode parecer pela capa apenas mais um livro de um autor que gosto de ler, foi mais do que isso. Este foi, provavelmente, a melhor leitura que tive deste autor. Um livro que os fãs irão adorar.

Então, o que me fez gostar mais deste livro? É difícil explicar o porquê sem revelar momentos do enredo, mas, sem dar spoilers, acredito que a grande diferença esteja no vilão. Patterson, aqui em conjunto, com Ellis, oferece um olhar detalhado e perturbador da mente deste serial killer, culminando em dois factos interessantes:

O primeiro é que torna-se óbvio, desde o início, que o leitor vai ficar agarrado à história devido à forma como este homem pensa, e ao desprezarmos as suas ações, continuamos a ler, tentando perceber onde irá falhar, quais os seus objetivos, quando irá parar, que vida tem para além de matar pessoas. Esta análise psicológica é sempre apetecível quando nos deparamos com uma mente tão diferente, e neste caso os autores oferecem-nos essa possibilidade desde o início e rapidamente percebemos que está aqui a base do livro. 

O segundo facto é que ao lermos o ponto de vista do vilão, temos a sensação que algo não está a ser contado de forma verídica. A cada instante acreditei que o vilão não nos oferecia um olhar honesto e isso aumenta ainda mais as questões que se vão levantando na investigação que faço enquanto leitor. 

A tudo isto junta-se o já habitual, e bem executado, conjunto de pequenos capítulos, sempre em ritmo elevado, onde acontece sempre algo que nos empurra para a página seguinte, resultando num livro que se lê de seguida numas tardes de verão. No entanto, apesar de termos um ritmo sempre elevado e uma narrativa totalmente focado apenas no que é essencial, gostei da forma como os autores exploraram algumas personagens, oferecendo um dos melhores conjuntos de personagens que já li num livro de Patterson. Não mencionando nomes, o que se destaca nestas personagens são as suas falhas e o facto de não se sentir que o investigador tem de ser mais inteligente do que o vilão para o conseguir apanhar. 

Sendo um dos livros mais violentos no aspeto gráfico, com Patterson a querer chocar o leitor para que este nunca sinta qualquer tipo de compaixão pelo vilão, Invisível é um livro que agarra o leitor desde o início. Consegue ser, ao mesmo tempo, um dos livros mais viciantes de Patterson, mas também um dos que tem mais qualidade. Sinceramente, acredito que este seja o livro que mais gostei do autor, devido a vários fatores, mas principalmente pelo vilão. Claro que tem momentos forçados, e outros que deviam ser explicados com mais calma, mas este é um livro para se ler rapidamente, oferecendo ao leitor uma necessidade de manter uma leitura rápida até ao culminar do enredo, aproximando a nossa leitura da adrenalina das personagens.

Falar deste livro sem revelar detalhes não é fácil, pois muito do que torna este livro interessante está em pormenores que vamos recebendo do enredo. Todavia, o que devo dizer aqui é que este é um livro que os fãs de Patterson devem ler, pois na grande maioria dos fatores essenciais a um thriller, está acima da média que o autor nos costuma oferecer e, se em muitos caso senti que os livros de Patterson resultam devido a uma fórmula narrativa, este resulta graças a mais fatores, e o vilão é o momento mais alto do livro. Gostam de thrillers? Gostam de Patterson? Então acredito que este livro é o vosso livro de verão.

Luís Pinto


domingo, 6 de julho de 2014

A AMANTE


Autor: James Patterson & David Ellis

Título original: Mistress




Sinopse: O jornalista Ben Casper é paranoico e obsessivo. E a maior e mais compulsiva das suas fixações é Diana, a bela mas inacessível mulher dos seus sonhos. Quando ela é encontrada morta, após uma queda da varanda do seu apartamento, as autoridades não hesitam em considerar que é um suicídio. Mas Ben conhecia bem Diana e sabe que ela nunca se mataria. Convence-se de que a amiga foi assassinada e embarca numa aventura arriscada para conseguir prová-lo.
O jornalista descobre, porém, que ela levava uma vida dupla, e à medida que outras pessoas envolvidas na vida de Diana morrem em circunstâncias questionáveis, torna-se evidente que alguém não quer que a verdade venha ao de cima. E, a menos que Ben desista da sua investigação, ele pode ser o próximo a «sair de cena»...



Não fugindo ao seu estilo vencedor, Patterson oferece-nos um livro de ritmo elevado, proporcionado por capítulos curtos, apenas com as descrições necessárias e constante foco no que faz avançar a história, não só no enredo propriamente dito, mas também nas construções das personagens.

Patterson é um autor de ideias base. Em cada livro existe uma ideia que sustenta todo um enredo e aqui não foge à regra. Depois basta implementar o seu estilo. Neste caso, e pela primeira vez nos livros que li do autor, a base é o personagem principal: um homem obcecado pela sua musa, uma mulher que, aparentemente, comete suicídio. A sua obsessão, leva-o a acreditar que conhece a sua musa o suficiente para saber que nunca cometerá suicídio. E parte à investigação.

Este é um dos livros mais difíceis de ler de Patterson, simplesmente porque dificilmente teremos qualquer tipo de simpatia pelo personagem principal. A sua obsessão está feita para nos repelir, levando-nos a questionar os seus atos, as suas ideias, e claro, a questionar até que ponto ele estará certo. Este é o ponto fulcral... se não gostamos da personagem principal, como podemos acreditar que está correto? Como iremos torcer por ele?

Como consegue Patterson afastar-nos deste personagem? Tornando-o irritante e sem qualquer tipo de moral. A narrativa empurra-nos para o interior da mente deste homem, com a sua forma "ilógica" de pensar (bastante bem conseguida), apoiada em ideias e factos que nos demonstram até onde chega o seu desequilíbrio. Pelo meio vemos como este homem tenta apoiar as suas decisões tendo como base ações de outras personalidades que admira, como por exemplo JFK. Esta tendência levou-me a perceber até que ponto a mente deste homem distorcia a realidade para apoiar as suas ações, e nesse momento a dúvida instalou-se, porque comecei a questionar até que ponto a narrativa também estaria distorcida pelo personagem. Estaria eu a ler o que estava realmente a acontecer?

Este é mais um livro interessante de Patterson que não se distingue dos outros por ter mais ou menos qualidade, pois a maioria dos livros do autor estão no mesmo patamar, mas distingue-se pela personagem principal que é a base do livro. Ao contrário de outros de Patterson, aqui a investigação é o motor, mas não é a base. A base é este homem pelo qual não sentimos simpatia mas que queremos saber se está certo ou não. E é esse personagem que fará gostarem mais ou menos do livro. Se forem fãs de Patterson e se quiserem uma experiência diferente, tendo como base uma mente perturbada, então este livro será mais uma leitura compulsiva.

Luís Pinto

quarta-feira, 21 de maio de 2014

NYPD Red - À margem da Lei


Autor: James Patterson 

Título original: NYPD Red 2


Sinopse: A NYPD Red enfrenta agora o seu inimigo mais perigoso de sempre.
Há um serial killer à solta em Nova Iorque, perseguindo e assassinando criminosos que conseguiram escapar à Justiça. À medida que o número de vítimas deste justiceiro por conta própria aumenta, cada vez mais nova-iorquinos o apoiam.
O detetive Zach Jordan e a sua parceira Kylie MacDonald são destacados para o caso quando mais uma pessoa, uma mulher ligada à campanha eleitoral de um dos candidatos à Câmara de Nova Iorque, é assassinada. Zach e Kylie têm de descobrir quais são as verdadeiras motivações deste assassino, uma vez que por detrás deste último crime se escondem segredos da ordem da vida pública e privada. No entanto, Kylie tem agido de forma estranha, e Zach teme que o que quer que se esteja a passar com a sua parceira possa pôr em risco o maior caso das suas carreiras.




Este é o 2º livro da saga "NYPD Red" de James Patterson, o autor que consegue ter um êxito mundial a cada livro que lança. Após um primeiro livro interessante, mas que não conseguia estar ao nível de outras obras do autor, este 2º livro é superior ao seu anterior em todos os aspetos.

Patterson sabe há muito tempo que a sua fórmula funciona: capítulos curtos, poucas descrições, saltos entre personagem principal e vilão, ritmo sempre crescente. Tudo isto está presente na grande maioria dos policiais de Patterson, e aqui volta a acontecer. O resultado é, novamente, um livro viciante e de leitura compulsiva. Em relação aos outros livros está sempre a diferença da base do enredo, e aqui a ideia é bastante interessante.

Estamos perante um vilão que mata outros criminosos, e sem baixar o ritmo, o autor tenta explorar este conceito de um ponto de vista mais global, dando ao povo a hipótese de defender este assassino, mas também de dar ao próprio vilão a oportunidade de mostrar os seus motivos e ganhar a simpatia dos leitores. E é este vilão o grande trunfo do livro, pois existe uma boa exploração do conceito que é matar apenas criminosos, levantando as questões de justiça social e até que ponto a justiça deverá enfrentar este homem, mas, principalmente, da forma como o povo vê um homem que faz algo que muitos consideram justiça, principalmente aqueles que de alguma forma estão ligados a actos que as vítimas cometeram.

Pelo meio deste ritmo sempre elevado, o autor oferece algumas pistas e desta vez é mais fácil perceber o final do livro e a identidade deste "justiceiro", mas o que realmente surpreende é o motivo, o seu passado e o que deu resultado a esta mente que acredita no que faz. E é esta construção que dá coesão ao enredo.

Nos restantes fatores do livro, Patterson não foge ao que sempre fez e, por exemplo, volta a existir um aprofundar de algumas personagens, principalmente com a inclusão de histórias secundários no enredo que ajudam a conhecermos melhor as atitudes, motivos e passado das personagens principais da saga. Mas tudo isto sem nunca baixar o ritmo. Patterson sabe que é o ritmo que torna a sua escrita viciante, e o resultado é mais um livro que se lê "de seguida".

Devido às questões morais que levanta, este foi um dos livros que mais gostei deste autor. Quando a fórmula se mantém, a diferença está em tudo o que envolve o vilão, e eu gostei bastante da construção que este enredo faz. Não é um dos mais surpreendentes nem dos mais marcantes já escritos por Patterson, mas é dos que tem mais qualidade.

Luís Pinto

quinta-feira, 3 de abril de 2014

PRIVATE: Principal suspeito


Autor: James Patterson

Título original: Private #1 suspect


Este é o 2º livro da saga Private e, novamente, é Jack, personagem principal, que oferece a este livro o carisma que o distingue de outros livros do autor. 

A fórmula é a já conhecida, com capítulos curtos e sempre algo a acontecer a cada página, Patterson dá sempre destaque ao que é importante e aumenta o suspense a cada instante, levando o leitor a não conseguir parar de ler. Patterson não será o mais brilhante dos escritores, mas a capacidade que tem em agarrar o leitor é algo que deve ser admirado, e que muitos tentam copiar.

Uma vez mais Patterson cria um enredo com várias investigações e Jack é o centro na maioria das páginas. No entanto existe aqui uma maior dispersão do que é normal nos livros do autor, e Jack não é tão influente em todos os casos. Pelo meio está o continuar da construção da personagem e do seu passado, revelando traumas e explicando algumas das suas decisões, e sendo coerente na grande maioria do livro, Jack é o maior trunfo desta saga.

Patterson continua com a sua escrita rápida, não abrandando o ritmo com detalhes pouco importantes, e oferecendo pistas ao leitor durante algumas ocasiões, para que também nós consigamos fazer uma investigação, tanto sobre os crimes, como em relação a Jack. Pelo meio outras personagens ganham algum relevo, tornando-se mais importantes do que no livro anterior e ajudando nos vários caminhos que este enredo tem.

Em relação ao enredo, o principal neste género de livros, pois sem ele não existe a capacidade de ficarmos viciados até ao fim, Patterson não sai do seu estilo. Existem várias surpresas e todas as perguntas importantes acabam por ter resposta. Infelizmente, devido à dispersão que várias investigações causam, fica a sensação que o autor poderia ter explorado mais alguns temas e dado mais respostas. Todavia percebe-se que tal iria baixar o ritmo do livro, e isso é algo que o autor não fará, pois alma está sempre do ritmo. 

Seria impossível, para mim ler consecutivamente livros de Patterson, devido ao seu estilo muito particular, mas sabe bem, entre leituras mais complexas, começar um livro que sabemos que nos irá viciar e que acabaremos num instante, querendo saber como tudo termina. Neste caso, os fãs do Patterson ficarão, novamente, agradados. Não é dos melhores livros que já li do autor, mas continua a ser uma leitura viciante do início ao fim, e quando começamos os seus livros é isso que queremos. E Patterson não falha. Se gostam do autor, este é mais um livro lido à velocidade da luz. Venha o próximo.

Luís Pinto

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

NYPD Red


Autor: James Patterson & Marshall Karp


Sinopse: A NYPD Red é uma unidade especial da polícia de Nova Iorque, encarregada de proteger os interesses dos cidadãos mais ricos e poderosos de Manhattan.
Quando um produtor de cinema mundialmente famoso é envenenado no primeiro dia de um festival de cinema de Nova Iorque, a unidade NYPD Red é a primeira a ser chamada. A este crime hão de seguir-se o assassínio de um ator no local de filmagens e a explosão de um cocktail molotov durante um dos eventos do festival. O detetive Zach Jordan e a sua nova parceira e ex-namorada, a detetive Kylie MacDonald, são destacados para o caso. O assassino planeou cada homicídio e cada fuga até ao último pormenor, como se do guião de um filme se tratasse. E concebeu um final explosivo que irá arrasar Nova Iorque e Hollywood. Mais um policial explosivo
!


Após ler vários livros deste autor levanta-se sempre a pergunta se a fórmula continuará a resultar para mim. Nesta caso Patterson é, como sempre, fiel ao seu estilo, mesmo quando em parceria com outro autor, como neste caso. Os capítulos são curtos, a ação intensa desde o início e não existe tempo para descrever para lá do que é estritamente necessário. Todos aqueles que já leram este autor, sabem o que esperar, no entanto este é, provavelmente, o livro policial que mais se afasta da intensidade cheia de reviravoltas que estamos habituados. 

Esta diferença está ligada ao facto de estarmos perante o primeiro livro de uma saga, e faltar uma ligação às personagens principais. Patterson neste livro aposta numa intriga com menos surpresas e tenta deixar o leitor constantemente na ignorância em relação às duas personagens principais. Este facto é ainda mais óbvio visto que temos uma visão muito mais abrangente em relação ao vilão, e com este contraste é fácil perceber que as duas personagens principais têm muitos segredos que os condicionam mas que nós não sabemos, e com isto fica sempre a vontade de continuar a ler.

O enredo é bom apesar de não ser o melhor que já li do autor, a verdade é que mesmo já tendo lido vários, esta fórmula de narrativa rápida continua a "agarrar-me" quando intervalados com outros livros, e sem dúvida que Patterson é o mestre a usar esta fórmula. O enredo está bem explorado, com alguma crítica social e que tenho pena de o autor não ter explorado mais, mas claro, tal abrandaria o ritmo do livro, e sabemos que Patterson quer o ritmo sempre no topo. Sendo o primeiro livro de uma saga, é preciso notar que existem algumas coincidências que parecem forçadas mas também é verdade que fica a sensação que não sabemos tudo o que está no passado de Zach e Kylie, e por isso torna-se difícil, para já, perceber se o autor forçou certos momentos. 

O final é o momento mais surpreendente e de longe o melhor, devido a vários fatores mas principalmente devido ao facto de ser o único momento em que sentimos que o vilão se pode safar. Após ler o livro fica a ideia que esta estratégia do autor foi muito bem conseguida. Os diálogos são interessantes mas também aqui o autor aposta no ritmo alto em vez de aprofundar certos assuntos. E tudo o resto é o que Patterson nos habituou e não irei explorar mais situações para não revelar nada num livro onde cada detalhe é importante. É verdade que a revelação no início do vilão pode retirar a nossa vontade de investigar, ma neste livro é necessária para termos uma personagem bem explorada, e o vilão ganha com isso.

No geral, este não é o melhor livro do autor nem seria o livro que eu recomendaria a quem quisesse começar a ler Patterson. No entanto este é mais um livro impossível de ficar a meio para quem goste do género. A história é interessante, o ritmo elevado e o vilão a grande personagem e que mais qualidade oferece ao enredo. Não sendo fantástico, sofre por ser o início de uma saga e por explorar pouco o passado/segredos das personagens principais, ficando a vontade de ler o próximo livro. Para todos os fãs do autor, este é mais um livro a ser lido.

Luís Pinto 


quinta-feira, 4 de julho de 2013

PERIGO DUPLO


Autor: James Patterson

Título original: Double Cross


Ao fim de ler vários livros de Patterson, já sabemos que a sua fórmula resulta para quem gostar de thrillers rápidos. O autor brinda-nos, novamente, com um conjunto de pequenos capítulos que oferecem sempre algo de interessante ao enredo, e mesmo que ainda não estejamos "agarrados" à história, esta montagem leva-nos a continuar, pensando "só mais um capítulo".

Desta vez Alex Cross terá de enfrentar dois problemas. Um contra um ex-colega, outro contra um serial killer que está a deixar a cidade em pânico. Olhando para o livro como um todo, este poderá não estar ao nível do livro anterior em termos de qualidade, mas está perto. A grande diferença está no facto de este livro ser muito menos "pessoal" em relação a Alex e ao focar-se mais na "busca" perde-se algo. Num livro tão rápido, nunca há tempo para se criar uma personagem num só livro, e então espera-se que em cada um se aprenda um pouco mais sobre as personagens principais, e neste aprendemos pouco sobre Alex, pois é, essencialmente, um livro sobre Craig.

Outro fator importante é o facto de o autor ser refém da sua própria escrita. Com tão pouco "tempo", o enredo apenas nos dá o essencial, logo, qualquer personagem que apareça mais do que duas vezes, terá de ser importante em algum momento, e assim, por vezes se estraga uma revelação. No entanto, Patterson consegue sempre surpreender em algum momento, e este, um dos livros mais negro que li do autor, traz algumas surpresas.  

Falando ainda do enredo, existem dois pontos que me desagradaram: em primeiro lugar existe um momento forçado em que Alex não leva a sua arma, que não encaixa no perfil da personagem, e ainda o facto ( e este enquanto informático custa-me um pouco a aceitar) de um qualquer assassino conseguir apagar o seu rasto na internet sem que os génios do FBI o encontrem. E isto parece forçado porque não temos tempo para conhecer melhor a personagem e saber o porquê de ser tão bom com computadores.

Como em qualquer livro da saga, este não necessita que os anteriores sejam lidos, apesar de achar o que anterior (Alex Cross) é muito importante para a leitura de qualquer um na saga. No entanto, senti que falta saber o passado de algumas personagens e que esse conhecimento tornaria este livro melhor. Por outro lado, e agora olhando apenas a este livro, o enredo peca por não nos dar a base do assassino. Sabemos o seu motivo mas não se nota qual o seu objetivo lógico nem a forma como se tornou naquilo que é, e, uma vez mais, o autor é refém do seu próprio ritmo. Quem sabe, talvez num próximo livro!

Num livro mais virado para a amizade e menos para as preocupações familiares que estavam presentes no livro anterior, este é um livro para os fãs do autor. Muito fica em aberto para a saga continuar e isso poderá levar alguns leitores a desejar um maior clímax, mas sinceramente, tal foi o que gostei mais no livro: o facto de não ficar tudo definido e nem sempre acabar como queremos.

Perigo Duplo é mais um livro que se lê sem parar. É aquilo que os fãs querem e este será mais um livro que irão gostar. Eu leio-os sem parar e fico à espera dos próximos! Se são fãs de Patterson, este é mais um livro para se ler!

Luís Pinto

quarta-feira, 12 de junho de 2013

CONFISSÕES DE UMA SUSPEITA DE ASSASSÍNIO


Autor: James Patterson & Maxine Paetro

Título original: Confessions of a Murder Suspect


Narrado na primeira pessoa, este livro dá-nos as confissões de uma rapariga acusada de matar os pais. Olhando de um ponto de vista mais lógico e matemático, apenas existem quatro possíveis situações para este livro, condicionados por duas questões: "a narradora está a dizer a verdade ou está a mentir", combinado com "a narradora matou ou não matou". Posto isto, tornou-se fácil querer ler este livro, pois acreditei que o autor me tentaria enganar.

Como sempre, Patterson pega numa ideia base e desenvolve-a, mas, ao contrário do que é habitual com este autor, esta ideia base apenas se percebe no fim. Até lá, somos levados numa viagem alucinante e que por vezes parece irreal, sendo necessário ir vendo como algumas peças, que no início pareciam forçadas, acabam por encaixar. Sendo o primeiro livro de uma saga, muito fica por explicar, mas, mais do que querer saber algumas respostas sobre as personagens, queremos saber quem matou o casal, e Patterson sabe que é "aqui" que prende os leitores.

As personagens são agradáveis, sem que nenhuma se destaque. Claro que é Tandy quem conhecemos melhor, por ser a narradora, mas não foi a personagem que mais gostei. No entanto, como quase sempre, Paterson agarra-nos pelo enredo e não por nos fazer preocupar com alguma personagem em particular. Todavia, existem alguns tópicos interessantes sobre a vida destas, mas que o autor não explora totalmente, talvez por estarmos perante um início de saga. No entanto esses tópicos levam-nos a pensar e fica a sensação que há pernas para andar nos próximos livros, dependendo se os autores quererão desenvolver mais alguns traumas.

Como na maioria dos bons policiais, a linha entre suspeito/culpado/inocente é muito pequena e faz parte da sociedade onde vivemos. Existem preconceitos, estereótipos, e tal como as personagens, também o leitor terá a tendência de tirar conclusões apressadas. a questão é: estaremos certos ou o final será uma surpresa? No meu caso o final foi uma surpresa, pois não o adivinhei, mas mais importante: é um final que levanta algumas questões delicadas sobre os nossos objetivos enquanto membros de uma sociedade, mas também enquanto humanos que querem ser felizes. Afinal, ao olhar o que melhor conseguimos retirar da vida, devemos viver para nós ou para os outros? No entanto, nem aqui os autores baixam o ritmo da leitura, e senti que uma ideia tão boa deveria ser melhor explorada... quem sabe no próximo livro, que se for tão propício a flashbacks como este, então teremos algumas personagens a "regressar" até este final.

Como nos vem habituando, Patterson (aqui em colaboração com Paetro) traz-nos um livro para se ler sem parar. É dinâmico, é bem montado e é surpreendente no fim. A forma como a narrativa nos tenta manipular em alguns sentidos leva-nos a não olhar muito às personagens, mas sim a tentar descobrir quem é o culpado. E se por vezes parece que estamos perante uma realidade forçada, ou estranha, a verdade é que no fim, as questões filosóficas que imergem são bastante humanas e comuns. Não é o melhor livro que já li do autor, e muito se deve ao facto de ser o primeiro de uma saga, pois não é fácil dar tantos factos e conceitos num livro de narrativa tão rápida, e muito acaba por não ser explicado. Mas, muito indiretamente, e quase sem tempo, o livro expõe algumas questões que estão presentes à nossa volta, principalmente nas relações entre e filhos, mas também entre cidadão e sociedade.

É mais um livro para os fãs do autor e para quem goste de policiais rápidos! Patterson no seu estilo!

Luís Pinto

quarta-feira, 8 de maio de 2013

PRIVATE


Autor: James Patterson & Maxine Paetro

Título original: Private


 Este é o 7º livro que leio deste autor, e consequente 4ª saga. Conhecendo já algum do trabalho do autor, as comparações são inevitáveis, e neste caso, se retirarmos a saga adolescente Maximum Ride, este Private é o início da 3ª saga thriller/policial que leio de Patterson.

Private não é o mais viciante dos livros do autor. Não me interpretem mal, pois continua a ler-se muito depressa, mas ao contrário dos outros livros, este não é centrado na "caça ao inimigo", e por isso, não temos de imediato o enredo principal a desenrolar-se. O que existe neste livro, é um conjunto de 4 sub-enredos que nos irão levar numa viagem vertiginosa e saltitante entre personagens e locais. E no fim, na minha opinião, fica uma certeza: este não é mesmo o livro mais viciante que li deste autor, não é o meu preferido, mas é o melhor até agora.

E porquê? Em primeiro lugar devo dizer que a fórmula mantém-se: capítulos rápidos, curtos, que acabam quase sempre com uma nova informação que nos faça ler o próximo. Patterson não se perde em muitos diálogos, nem em descrições desnecessárias e todas as personagens que aparecem têm um motivo, e por isso, quando vemos alguém novo a aparecer, já sabemos que terá importância. Este facto pode deixar um leitor de pé atrás, pois terá uma maior capacidade de adivinhar o que poderá acontecer, mas, falando por mim, o autor tem surpreendido e o enredo nunca foi previsível.

Estás morto, Jack...

Com um livro que não é centrado numa única "caça ao homem", o universo é mais amplo, aumentando as possibilidades, tanto para este, como para os próximos livros da saga. Claro que cada sub-enredo sofre por não ser o tema principal, e acabamos com um menor detalhe de cada investigação e um menor aprofundar do "vilão", visto que aqui são vários, mas o livro está bem montado. As investigações encaixam bem, ajudam ao desenvolvimento de algumas personagens e apresentam alguns momentos inesperados.

Não, ainda não...

Sendo várias investigações, acompanhamos vários personagens, mas Jack é claramente a principal e a que gostei mais. Jack, dono da Private, é uma personagem totalmente diferente de Alex Cross ou de Lindsay (as principais das outras sagas). Menos honrado do que Alex e menos obcecado que Lindsay, Jack é, quase "paradoxalmente" o personagem com o passado mais sombrio, e este pequeno toque de secretismo, ajuda, e muito, à construção da mesma e desenvolver do enredo, sendo, na minha opinião, o principal ponto de interesse.

Estás morto, Jack...

Talvez por conhecermos pouco dos vilões, e por os temas/objetivos não serem tão "obsessivos", este é o menos negro dos livros que li do autor. Esta falha sente-se, mas não retira qualidade ao livro, sendo apenas algo que uns irão gostar, outros não. O livro perde por não ter um vilão tão forte, obstinado ou doentio como estamos habituados, mas ganha bastante com Jack e a sua relação com a família. Jack é falível, vive bem com os problemas do mundo, e principalmente com os problemas daqueles que a sociedade por vezes idolatra e considera modelos a seguir, mas que muitas vezes não o são: os famosos.

Não, ainda não!

O último capítulo é o melhor do livro, não só por resolver um ponto importante, mas também pelas portas que abre à continuação da série. No geral, Patterson dá-nos mais um livro que se lê sem parar, apesar de não ser o meu favorito. O autor não nos dá obras-primas, nem livros imortais... dá-nos entretenimento. Existem algumas diferenças em relação a outras obras do autor, talvez por ser um livro conjunto com Paetro, mas todos os fãs irão gostar. Fiel à sua fórmula mágica, continua a deliciar os seus fãs. No meu caso, sempre que quiser um livro que entretenha numa viagem rápida e me prenda sem grandes complexidades, James Patterson é o nome a procurar.

Luís Pinto

sexta-feira, 29 de março de 2013

MAXIMUM RIDE: Adeus à escola


Autor: James Patterson

Título original: Maximum Ride: School's Out - Forever



Este é o 2º livro desta saga adolescente de James Patterson, e após ter lido Maximum Ride: O resgate de Angel, a vontade de continuar a ler esta saga era grande.

Fiel ao seu estilo e também à identidade da saga, Patterson faz um livro com um ritmo alucinante e uma escrita mais adolescente, visto ser um jovem quem narra esta história, e o leitor sente-se imediatamente colocado no livro, como se nunca tivesse parado de ler a saga.

Sendo assim não há muito a dizer sobre a escrita que seja diferente do livro anterior. O enredo, rápido e bem montado (como Patterson sempre faz) é composto por capítulo pequenos, sendo que cada um nos dá mais vontade de continuar a ler. Até aqui tudo dentro do esperado. Para além disso, as personagens principais continuam fieis ao que mostraram no primeiro livro, coerentes, adolescentes, vivendo uma montanha russa de responsabilidade e irresponsabilidade. Os diálogos são importantes, simples e as descrições apenas nos mostram o que é importante, não existindo tempo para meticulosos detalhes.

No entanto, este livro teria de responder a várias questões que o livro anterior deixou. Responde a quase tudo, umas numa vertente mais realista, outras mais no âmbito da fantasia. E ao responder, cria novas perguntas, mostrando que Patterson sabe, como poucos, prender o leitor a uma história que, podendo não ter a profundidade que alguns leitores poderão querer, consegue agarrar-nos e não nos deixa parar. E assim, com fantásticos e imprevisíveis desenvolvimentos, o autor deixa-nos com vontade de ler os próximos.

Falando ainda sobre o enredo, este livro dá um salto ao afastar-se da realidade e aproximar-se mais da fantasia. O primeiro livro, que obviamente contém um toque de fantasia, tinha ainda uma base científica, sendo que este alcança um novo patamar de fantasia. Alguns leitores poderão não gostar, outros vão adorar, mas novamente, o livro não nos dá tempo para questionar muito do que se passa, pois continuamos a ler, como em todos os livros deste autor. A juntar temos ainda personagens novas, uma intriga cada vez mais global, e um toque de romance que irá prender ainda mais o público adolescente.

Mas, para finalizar, é preciso dizer o seguinte:  tal como no livro anterior, também esta leitor mostra vários momentos que parecem forçados e que pedem explicação. Os momentos forçados no livro anterior, são agora explicados, e o terceiro livro da saga terá de fazer o mesmo em relação a este.

E por tudo isto, podemos dizer que Patterson escreveu mais um livro viciante e que mantém a qualidade do anterior. Lemos sem parar, e mesmo tendo noção que algumas personagens deveriam ser mais exploradas e a história poderia ser mais profunda, é preciso ver que este género de livro não o exige, nem os leitores o farão, pois trata-se de uma história que vive da sua adolescência, de um alucinante ritmo e de momentos imprevisíveis. E fica a vontade de continuar a ler!

Luis Pinto

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

MAXIMUM RIDE - O Resgate de Angel


Autor: James Patterson

Título original: Maximum Ride: The Angel Experiment


Este é o 5º livro que leio deste autor, 3ª saga que começo, e posso dizer que James Patterson continua fiel ao que apresentou noutros livros: capítulos curtos, ação frenética.

Esta saga, virada para um público mais adolescente do que as séries policiais de Patterson, conta-nos a história de seis  jovens alterados geneticamente. Maior força, velocidade, resistência, asas e um poder único que cada jovem consegue desenvolver, tornam este livro em algo que nos faz imediatamente recordar X-men.

O primeiro aspecto a reter neste livro é a forma como é narrado. Nestas páginas ouvidos as palavras de Max, a mais adulta do grupo de jovens, e aos poucos este livro torna-se quase no seu diário, ou pelo menos, na sua forma de ver os acontecimentos. Sendo assim, a escrita do livro é simples e poderá parecer infantil em alguns momentos, mas este é um livro narrado por um adolescente, e quer se goste, quer não, este pequeno detalhe encaixa na perfeição.

Com Max a narrar toda a história, seria mau não conseguir alguma empatia com a personagem. A verdade é que Max não me convenceu à partida, tendo sido mais fácil gostar de Fang ou Iggy, e precisei de algum tempo para ser convencido pela personagem. As restantes, e falando apenas dos seis jovens, estão bem construídas dentro do estilo de livro. Nenhuma é muito aprofundada, mas facilmente as distinguimos, não só pelos seus poderes e papeis, mas pela própria personalidade que suavemente o autor nos expõe.

É verdade que no início as crianças não parecem muito credíveis, mas a questão é: como seria qualquer uma destas crianças se realmente existissem? Seriam credíveis aos nossos olhos? Provavelmente não, e como tal, aceito a maturidade/infantilidade que apresentam.

Em termos de história, o ritmo frenético proporcionado por capítulos curtos onde acontece sempre qualquer coisa que desenvolva o enredo, obriga o leitor a não parar de ler, e acabamos por questionar pouco do que acontece. Como sempre, Patterson perde pouco tempo com descrições que não sejam importantes no futuro, e o público mais jovem adorará tal simplicidade.

No fim, e para quem questionar um pouco o que aconteceu, o livro deixa uma mistura de sensações baseada numa simples dúvida: o livro foi um amontoar de coincidências forçadas ou Patterson explicará tudo mais à frente? Se tudo tiver uma explicação, então todo o livro fará mais sentido e o enredo conseguirá uma base mais credível. E pelo que vi nas últimas páginas, acho que este poderá ser o caso.

Esta série pode não ser a mais famosa de James Patterson, mas é a mais amada pelos seus fãs mais adolescentes. A um adulto poderá faltar um pouco de profundidade nas personagens ou uma "substância" mais forte no livro, mas, sinceramente, acho que estes livros servem para entreter e serem facilmente lidos. Muitos dizem que os livros deste autor não têm qualidade para vender tanto, mas a verdade é que neste estilo, poucos conseguem agarrar tanto um leitor. Patterson fez um livro viciante, muito bem montado, que tem uma base para continuar e que tem tudo para ser das sagas mais lidas pelos adolescentes no nosso país. Fico à espera dos próximos livros!


Aproveitem ainda para votar no blog Ler y Criticar para Melhor Blog do Ano!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

ALEX CROSS


Autor: James Patterson

Título original: Cross



Este é o 4º livro que leio de James Patterson mas é também o 1º que leio da saga Alex Cross, e fazendo uma rápida comparação entre livros, este Alex Cross é o menos viciante, mas também é o melhor livro dos quatro. E porquê? Vou tentar explicar.

Ao contrário da saga Women's Murder Club, este livro apresenta um ritmo mais lento e torna-se menos viciante virar as páginas. No entanto, este ritmo mais baixo deve-se ao maior aprofundar das personagens e na minha opinião ajuda a tornar o livro mais sólido e consistente, mas principalmente, um bom livro para apresentar as personagens.

A primeira coisa a dizer é: este livro é apenas o 12º da saga mas é o 1º editado por esta editora. É provável que esta escolha "tenha recebido o peso do filme" que irá estrear este ano, mas para mim as questões são duas: nota-se a falta dos primeiros livros? Sim. É importante para esta leitura? Nem por isso. 
Ainda sobre este assunto, fiquei agradado por este livro começar com um flashback, voltando atrás no tempo, até ao início da própria saga, e sendo assim, acabamos por ver o início desta personagem, mesmo falhando os primeiros livros. Claro que algumas coisas se tornam confusas, mas são pormenores insignificantes e que nada retiram qualidade ao enredo.

Como sempre, Patterson brinda-nos com capítulos rápidos, pequenos e sem grandes descrições, sempre mais virados para os pormenores que fazem a ação avançar. A fórmula continua a resultar, principalmente pela forma como a história é montada, dando a cada capítulo um pouco mais de suspense enquanto nos brinda com revelações que nos obrigam a continuar.

O grande trunfo deste livro é a forma como o autor nos mostra duas personagens, principalmente o vilão. Patterson cria um vilão para recordar, e sinceramente, torna-se na grande personagem do livro, pois é a mais consistente e a que acabamos por perceber melhor. Esta é uma das grandes diferenças entre este livro e outros que li do autor. Patterson abranda o seu livro para nos mostrar o vilão, os seus motivos e o porquê das suas escolhas.

Outro aspecto interessante em comparações com a saga WMC é o facto de este livro não ser apenas uma "caça ao homem" mas antes, duas histórias (herói e vilão) que em certos momentos se tocam, tirando do livro o objetivo de descobrir o vilão, e oferecendo a hipótese de o compreender.

Alex Cross é um "herói banal" enquanto personalidade e foi isso que gostei neste personagem principal. A sua simplicidade e humildade, raramente heróica, contrasta um pouco com outros detectives que por vezes lemos, e mostram um ar de "duro" que nem sempre encaixa ou parece forçado. Alex Cross é apenas um marido e um pai, com todas as suas incertezas e imperfeições, e gostava de a conhecer melhor nos próximos livros.

Resumindo, este é o livro mais lento que li de Patterson (mas continua a ser rápido), e é também o melhor. Maior profundidade de personagens, uma boa história, surpresas no fim e a sensação que ainda há mais para ler; tornam este livro bastante agradável para quem gostar do género. Não é uma obra-prima, é sim entretenimento puro.

Gostam de policiais cheios de adrenalina? Alex Cross é uma boa opção.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

TERCEIRO GRAU


Autor: James Patterson

Título original: 3rd Degree


Após um bom começo de saga e de um segundo livro que não conseguiu estar ao nível, este terceiro livro é sem grande dúvida o melhor da série. 

E porquê? Porque Patterson arrisca. Em primeiro lugar temos um grupo de terroristas  com motivações interessantes, e o enredo vê-se envolto num tema polémico e atual. A crítica social está presente, mas o mais provável é só darmos por ela quando acabarmos o livro, tal é o ritmo a que a leitura se desenrola. Tudo isto torna o livro mais coerente e com maior qualidade.

Outro ponto a favor é o facto de pela primeira vez sentirmos que as personagens principais estão em risco e aquele sentido de proteção dada pelo autor desaparece, tornando o livro muito mais realista, levando a saga para um caminho que não consigo antever.

A fórmula é a mesma: ritmo elevado, personagens que são aprofundadas um pouco em cada livro e uma enorme necessidade de continuar a ler até ao fim. Mas este livro, para além de mais polémico, é também o mais surpreendente de todos. Imprevisível em muitos momentos, não é muito difícil descobrir a identidade do mestre por detrás do grupo terrorista, mas este é também o primeiro livro da saga em que identificar o vilão não é o mais importante... e quem ler, irá perceber o que quero dizer.

Capítulos pequenos, rápidos como sempre, com finais que nos obrigaram a ler mais umas páginas, e espaço apenas para os detalhes que façam avançar a história, Patterson traz-nos o livro visualmente mais leve da série, desaparecendo um pouco o olhar macabro dos anteriores vilões, mas tal não faz este livro ser menos interessante. Lindsay continua a ser a personagem principal mas perde alguma da sua preponderância, e agora temos alguns capítulos das restantes amigas. Esta adição é muito agradável e apenas se pedia que em certos momentos a narrativa fosse mais lenta para termos uma melhor noção dos sentimentos de quem estamos a seguir.

Tal como sempre, Patterson faz um livro dentro da sua fórmula. Não esperem obras-primas, nem narrativas complexas e belas. Isto é uma série de ação, para ser lida em poucos dias, para colar o leitor às suas páginas e entreter até à última linha. Não há grandes descrições nem grande filosofia ou pensamentos profundos. O que há, é uma enorme necessidade de continuar a ler, se este género vos agradar. James Patterson é um nome a seguir! E quem gostar do autor, não deverá perder este livro.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

SEGUNDA OPORTUNIDADE


Autor: James Patterson

Título original: 2nd chance



Após ler o primeiro livro desta saga (Primeira a morrer) decidi voltar às aventuras de Lindsay e ver que outros casos iria desvendar.
A fórmula é a mesma que no anterior: capítulos rápidos, sempre preenchidos com algum acontecimento que faz a história acelerar enquanto não nos permite identificar o assassino.

Aqui não existe grande complexidade nem espaço para pormenorizadas descrições. O segredo de Patterson está no ritmo sempre elevado e na capacidade de nos surpreender. Patterson apenas olha ao detalhe de fatores que possam ajudar ao desvendar do mistério e o leitor vê-se mergulhado numa montanha russa de ação e mistério.

Patterson explora temas interessantes e diferentes em cada livro, transformando esses temas na base da história e motivos do assassino. No entanto, este serial-killer não consegue ter o impacto que teve o vilão do anterior livro, não pelo motivo, mas pela sua personalidade e forma de actuar... mas aqui é uma questão de gosto.

Um dos aspetos mais interessantes é o aprofundar das personagens, principalmente de Lindsay, revelando um pouco sobre o seu passado e projetando a história para algo mais pessoal, e que a levará a momentos de maior risco. O livro lê-se sem parar, com uma cadência frenética de revelações e apesar de ser mais previsível que o anterior, a verdade é que não conseguimos parar. E estará aqui o segredo do grande sucesso que rodeia este autor em todo o mundo: a forma como monta o livro, dando as revelações nos momentos ideais.

Com um ou outro momento que me pareceram mais forçados, a verdade é que Patterson dá-nos mais um livro viciante. Não está ao nível do primeiro, mas consegue executar a missão de entreter, viciar e levar o leitor a pensar sobre como se conseguirá apanhar o serial-killer. 
O facto de lermos os livros pela sua ordem cronológica ajuda à compreensão do desenvolvimento das personagens, apesar de não ser obrigatório, pois cada livro tem uma história independente.

Para os fãs deste tipo de livros, com ritmo frenético bem ao estilo de James Patterson, então este é mais um livro a ser lido, pois a imaginação deste autor ajuda a criar o suspense ideal para cada tema. Se gostaram do primeiro livro, continuem com a saga, pois o melhor ainda está para vir.