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sexta-feira, 13 de março de 2015

AS CINQUENTA SOMBRAS LIVRE


Autor: E. J. James

Título original: Fifty shades Freed



Sinopse: Quando a jovem e inocente Anastasia Steele encontrou pela primeira vez o impetuoso e fascinante milionário Christian Grey, começou entre eles um affair sensual que lhes mudou a vida para sempre. Assustada e intrigada pelas singulares inclinações eróticas de Grey, Anastasia exige um compromisso total na relação. Com medo de a perder, ele aceita.
Agora Anastasia e Grey têm finalmente tudo o que desejavam - o amor, a paixão, a intimidade, uma riqueza incalculável - e todo um mundo de possibilidades à sua espera. Mas ela sabe que amá-lo não será fácil, e que estarem juntos vai implicar ultrapassar barreiras que nenhum deles poderia prever. Anastasia vai ter de aprender a partilhar o estilo de vida de Grey sem sacrificar a sua identidade. E ele terá de aprender a superar o seu obsessivo impulso de tudo controlar, enquanto se debate com os demónios do seu terrível passado.



Este é o final da trilogia que vendeu milhões e que moldou o próprio mercado literáro a nível mundial, com os leitores a aderirem ao género de forma impressionante. Quando acabei o primeiro livro percebia totalmente o porquê do hype, a razão de tanto sucesso e o quanto a sua fórmula básica tinha influênciado outros (não estou aqui a dizer que foi a autora a inventar esta fórmula, mas sim que a colocou no mapa).

No segundo livro fiquei com a sensação que a autora não teria toda a trilogia planeada e que algumas respostas teriam ficado para este livro, e a verdade é que algumas resposta são dadas, principalmente em relação à personalidade de Anastasia e Grey, todavia, algumas perguntas menos importnates ficaram sem resposta. 

Nota-se facilmente que a autora amadureceu com os livros. A sua escrita melhora, aprofunda temas de forma mais subtil, criando facilidade na leitura, e com isso o livro melhora alguns aspetos em relação aos anteriores livros. Por outro lado o livro perde no enredo por não ser tão objetivo e por ficar a sensação de que poderia ter o mesmo conteúdo em menos páginas.

Neste livro a autora tenta criar maior ação, deixando o livro de estar tanto virado para a parte erótica, e focando-se mais na parte psicológica das personagens agora que novos problemas aparecem. Gostei deste novo caminho, porque a autora poderia matar a trilogia se fosse sempre igual, e tal não acontece. O problema é que o livro acaba por perder um pouco da identidade do início da saga, o que agradará a alguns fãs, mas não à grande maioria. Tudo isto leva-nos a um final que tem umas partes óbvias, e outras que até me surpreenderam, mas no entanto, enquanto livros individuais, nenhum consegue bater o primeiro porque nenhum inova ou choca como o primeiro consegue. Tanto o segundo como o terceiro livro não conseguem oferecer ao género o impacto que o primeiro livro tem. Todavia, quem gostar do primeiro livro, irá gostar de toda a trilogia, independentemente de qual será o seu favorito. 

Quer se goste do género ou do estilo de escrita, quer não, a verdade é que esta trilogia vendeu muito. Sendo claramente um livro feminino, tem os ingredientes que muitas leitoras adoraram e ao ler este livros percebe-se onde está o segredo. Não são os meus livros favoritos no género, mas a questão é que muitos tentaram imitar, muitos até conseguiram criar livros mais interessantes ou com mais qualdiade dentro do seu género, mas nenhum teve este êxito, e tal demonstra como a autora usou bem a sua fórmula. Se gostam do género, esta trilogia, mesmo perdendo fulgor, deve ser lida.

Luís Pinto

segunda-feira, 2 de março de 2015

AS CINQUENTA SOMBRAS MAIS NEGRAS


Autor: E. L. James

Título original: Fifty shades darker




Sinopse: Perseguida pelos negros segredos que atormentam Christian Grey, Anastasia Steele separa-se dele, e começa uma carreira numa prestigiada editora de Seattle.
Mas por mais que tente, Anastasia não o consegue esquecer - ele continua a dominar-lhe todos os pensamentos. E quando Christian lhe propõe reatarem a relação com um novo e diferente acordo, ela não consegue resistir. Aos poucos, uma a uma, começam a revelar-se as Cinquenta Sombras que torturam o seu autoritário e dominador amante.
Enquanto Grey se debate com os seus demónios, e revela a Anastasia um lado inesperadamente romântico, ela vê-se obrigada a tomar a mais importante decisão da sua vida.
Uma escolha que só ela pode fazer…



Após um primeiro livro onde claramente se percebe o porquê do hype à volta desta trilogia, decidi continuar com a saga e ler o segundo livro, tentando perceber até que ponto a autora teria tudo programado desde o início ou se estava apenas a prolongar um êxito inesperado.

Após ter lido o segundo livro, acredito que a autora tinha algumas coisas preparadas, mas não tudo, e alguns momentos deste enredo parecem demasiado forçados, levando-me a acreditar que a autora está a deixar muito para ser revelado no último livro. 

Em primeiro lugar, o livro mantém a sua fórmula e apresenta um ritmo mais elevado. É notório que a autora tenta continuar a desenvolver as suas personagens, mas também é verdade que aqui nota-se, ao contrário do primeiro livro, que haverá uma continuação... e o resultado é que algumas perguntas ficam no ar, não só em termos de enredo, mas principalmente em relação às personagens. Pelo meio algumas personagens novas, mas a narrativa continua focada em Anastasia que, apesar de tudo, não se desenvolve nem revela tanto quanto Grey.

Em termos de tensão erótica que deu a esta saga o hype que todos conhecemos, ela continua a existir, mas não é fácil surpreender o leitor depois o primeiro livro, e o resultado final são alguns momentos interessantes e outros que parecem forçados para serem diferentes. Claro que parece forçado porque algumas coisas ficam por explicar, sendo grande a responsabilidade do último livro para explicar e melhorar toda a trilogia. O ponto alto do livro está na sensação de química que este oferece. Nota-se que as personagens estão bem entrosadas dentro do estranho romance que a autora quer criar, e consegue-o, mesmo que seja notório que alguns diálogos não têm a qualidade nem o significado que poderiam ter, ficando a sensação que o livro poderia ser mais pequeno sem perder qualidade.

Tal como é normal quando analiso trilogias, também aqui irei deixar a opinião mais aprofundada para o fim. Contudo, é preciso dizer que a autora sabe quais são os pontos vencedores da sua trilogia e usa-os bem, quer isso ajude ou não à própria qualidade do livro. No entanto, este livro parece uma transição para o último, e mesmo em alguns aspetos sendo melhor do que o livro anterior (nota-se que a autora está mais madura e experiente), não consegue surpreender tanto quanto o primeiro. Mas claro, está aqui tudo o que fez esta saga tão famosa, e aqueles que adoraram o primeiro livro, também gostarão deste, mesmo que não seja o preferido da grande maioria. 

Luís Pinto

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

AS CINQUENTA SOMBRAS DE GREY


Autor: E. L. James

Título original: Fifty shades of Grey



Sinopse: Anastasia Steele é uma estudante de literatura jovem e inexperiente. Christian Grey é o temido e carismático presidente de uma poderosa corporação internacional. O destino levará Anastasia a entrevistá-lo para um jornal universitário. No ambiente sofisticado e luxuoso de um arranha-céus, ela descobre-se estranhamente atraída por aquele homem enigmático, sombrio, cuja beleza corta a respiração. Voltarão a encontrar-se dias mais tarde, por acaso ou talvez não. O implacável homem de negócios revela-se incapaz de resistir ao discreto charme da estudante. Ele quer desesperadamente possuí-la. Mas apenas se ela aceitar os bizarros termos que ele propõe... Anastasia hesita. Todo aquele poder a assusta – os aviões privados, os carros topo de gama, os guarda-costas... Mas teme ainda mais as peculiares inclinações de Grey, as suas exigências, a obsessão pelo controlo… E uma voracidade sexual que parece não conhecer quaisquer limites. Dividida entre os negros segredos que ele esconde e o seu próprio e irreprimível desejo, Anastasia vacila. Estará pronta para ceder? Para entrar finalmente no Quarto Vermelho da Dor?



É este o grande fenómeno literário dos últimos tempos e, quer se goste, quer não, conseguiu mudar a tendência do mercado, com editoras em todo o mundo a apostarem no género erótico, indo atrás desta onda. Os resultados estão à vista, com muitos autores, até agora desconhecidos do público em geral, a tornarem-se best-sellers... e tudo começo aqui. Milhões de livros vendidos, um filme mesmo quase a sair e muitos estudos feitos, tentando perceber o que mudou e qual o segredo deste livro.

Não tendo um grande conhecimento do género, não consigo afirmar se foi este livro a criar esta fórmula agora tão usada. Temos a mulher, elemento inseguro e frágil, de classe média. Depois, temos o homem, vistoso, bem sucedido, rico, atraente, misterioso. Tal como noutros livros que li do género (volto a dizer que não sei se foi este livro a "inventar" este conceito), o segredo do livro está em todo o mistério à volta do homem a quem o sucesso profissional tudo permite. Neste livro não é exceção e temos um homem que rapidamente nos demonstra que tem tudo ao seu alcance, que tem o controlo, e que tem um segredo.

E é, obviamente, esse segredo que dá o empurrão à história. É o querer desvendar o mistério que leva a personagem principal a avançar, mas também ao leitor a ler. Claro que é impossível, devido ao grande hype do livro, não saber o que é esse segredo, mas a leitura é rápida, sem esforço. O maior problema é, provavelmente, a sombra que em alguns momentos a autora envolve Grey, dando-lhe um "poder" sobre o enredo e, principalmente, sobre a personagem principal. No entanto, percebemos esse poder, porque é o mesmo que a personagem principal permite a este homem de sucesso.

Com uma fórmula ganhadora (basta ver as vendas), a autora junta uma escrita leve e objetiva. Por vezes acredito que é demasiado explícita, por vezes demasiado banal, mas compreendo que seja a forma da autora chocar o leitor e levá-lo a entrar neste mundo que por vezes parece surreal. O enredo, interessante, capaz de prender pelo caso amoroso, está dentro do esperado no género, e apenas oscila porque em alguns momentos a autora não desenvolve o suficiente, com momentos que pouco oferecem à narrativa ou diálogos mais forçados. Todavia, estes são momentos que rapidamente deixamos para trás.

Globalmente, este é um livro que em certos momentos se gosta, noutros não. Mas, o que é indiscutível, é que este livro é o apogeu do seu género, porque transmite para o leitor a aura misteriosa que envolve Grey, e por muito outros motivos que deixarei cada leitor descobrir. Apesar de não ser um género que aprecie particularmente, talvez porque raramente me surpreende, a verdade é que consigo perceber o porquê do seu sucesso. As cinquenta sombras de Grey junta vários aspetos que o público feminino costuma aderir em massa e é aí que está a diferença para outros... e é por isso que é tão amado por um público, mas também tão repudiado por um leitor que seja mais exigente e não aprecie o género. Se gostam do género, este é um livro a ler... contem com uma análise mais aprofundada com a continuação da saga.

Luís Pinto