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terça-feira, 24 de novembro de 2015

A PEDRA DAS LÁGRIMAS - Parte II


Autor: Terry Goodkind

Título original: Stone of tears




Sinopse: Os caminhos de Richard e Kahlan separaram-se: forçado a submeter-se aos desejos da Madre Confessora, o portador da Espada da Verdade encaminha-se para o Palácio dos Profetas, em Tanimura, a fim de aprender a controlar o seu dom, antes que este o mate. Por outro lado, a última das Confessoras, enredada numa trama de mentiras piedosas cujo único objetivo é salvar a vida do homem que ama, dirige-se para a Fortaleza dos Feiticeiros, em Aydindril, onde espera encontrar Zedd e, juntos, ajudarem Richard a cumprir o seu destino.
Todavia, num mundo em que a magia é, simultaneamente, uma bênção e uma maldição, e em que qualquer um pode ser um agente do Guardião disfarçado, distinguir aliados de inimigos revela-se uma tarefa hercúlea. Através dos seus próprios erros, o seeker e a Madre Confessora vão descobrir, da forma mais dolorosa, que a maior das bondades e a melhor das intenções podem constituir um caminho insidioso para a destruição.
Sabedoria, prudência e uma boa compreensão da primeira regra dos feiticeiros são as únicas armas de que dispõem: mas serão suficientes para reparar o véu e devolver a Pedra das Lágrimas ao reino dos mortos?



Com esta segunda metade do 2º livro original, Goodkind eleva o enredo com momentos de maior maturidade enquanto explora as dúvidas de cada personagem. É interessante ver como todas se começam a afastar da imagem cliché da fantasia que partilhavam no início do primeiro livro e que agora já quase não se nota. São personagens coerentes e muito mais realistas, capazes de surpreender, tornando a narrativa mais viciante e a ligação com os leitores muito mais forte.

Tendo em conta que estamos perante uma saga mesmo muito grande, e que em Portugal cada livro é dividido em dois, o autor precisava de agarrar o leitor rapidamente, e duvido que quem leia estes quatro primeiros livros, tenha ideia de parar. Para tal muito contribui o mundo aqui criado. Goodkind expõe facilmente o que imagina e o seu mundo torna-se cada vez mais complexo, coerente e apelativo. Por vezes ao alarga-se o mundo, algo se torna incoerente, mas para já, tal não acontece aqui.

O enredo é um dos pontos altos, deixando várias perguntas no ar e com um final que é difícil de analisar, pois não consigo perceber totalmente se foi um final apressado ou se o autor quis começar aqui um desencadear de acontecimentos que terão impacto logo no início do próximo livro, levando a saga para um novo patamar em relação ao seu ritmo. Acredito que o autor acelera simplesmente para nos chocar e nos deixar sem suporte enquanto leitores, não conseguindo captar tudo o que estava a acontecer, criando assim uma ligação mais forte com o estado de espírito dos personagens.

São essas personagens que nos agarram. começa a tornar-se fácil termos preocupação com elas, com as quais já passei algum tempo. Essencialmente começamos a perceber quais os seus verdadeiros motivos e quais os seus receios. Nestes mundo de fantasia e guerras, o passado das personagens é sempre importante para percebermos o porquê do arriscar de algumas personagens para combater o mal ou o bem. Todos esses detalhes aumentam a maturidade do enredo e da própria narrativa que está mais inteligente e coerente, com mais segredos e mais objetiva em relação ao futuro da saga.

Claro que sendo uma saga tão grande, não é fácil continuar a ler sem sentirmos que a história não está a avançar, mas neste livro não tive essa sensação. Goodkind criou um leque de personagens inimigas de grande qualidade que aumentam a intriga. Acredito genuinamente que um dos pontos mais fortes desta saga são os próprios vilões que vão aparecendo e que deixam sempre várias perguntas no ar.

Ao fim de 4 livros e ainda com tantos para ler, esta parece-me uma saga que tem muito para dar. A sua evolução é notória e aos poucos cria a sua própria identidade, o que é sempre bom de se alcançar em qualquer género literário. Para já, totalmente convencido a continuar e espero que os próximos livros não demorem a chegar!

Luís Pinto

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A PEDRA DAS LÁGRIMAS - Parte I


Autor: Terry Goodkind

Título original: Stone of tears




Sinopse: Richard e Kahlan conseguiram finalmente vencer o poderoso Darken Rahl. Contra todas as probabilidades, encontram também uma forma de viver algo que julgavam impossível: o seu amor.
No entanto, o que parecia ser o início de um longo idílio é bruscamente interrompido: o véu para o mundo inferior foi rasgado. Darken Rahl, agora no reino dos mortos, é colocado ao serviço de um poder ainda mais sinistro, pior do que qualquer outro: o Guardião do mundo inferior pretende governar também os vivos, aprisionando-os num limbo eterno. O único capaz de o deter é Richard, o homem que nasceu para a verdade e que foi marcado pela morte.
Guerra, sofrimento, tortura e mentiras envolvem nas suas teias o seeker e a Madre Confessora. Um destino de morte violenta - ou uma existência condenada ao calvário perpétuo - parece certo, a menos que a sua coragem e fé, e um pouco de sorte, os conduzam à chave que pode circunscrever o poder do Guardião: a Pedra das Lágrimas.



Este é o terceiro livro da saga que leio (primeira metade do 2º livro original) e nota-se que o autor continua a melhorar. Nos primeiros dois livros senti que o autor prendia-se a alguns clichés da fantasia e que faltaria ainda alguma maturidade na história. Goodkind ainda não explorara as suas personagens de uma forma mais profunda mesmo tendo em conta que o enredo se tornava adulto aos poucos.

Todavia, acreditava que o autor iria tornar a sua saga mais adulta aos poucos. Tal começa-se a notar nesta primeira metade. Goodkind continua com a sua escrita simples, com um bom equilíbrio entre ação, diálogos e descrições, enquanto nos tenta agarrar a uma saga que terá mesmo muitos livros.

Um dos aspetos que melhora neste livro é a relação entre as personagens, que agora está mais realista ou, pelo menos, explorada de forma mais suave, sem forçar nada. Tal acabou também por me ajudar a ligar-me mais aos personagens principais, e também a algumas secundárias que agora começam a ter algum peso. Pelo meio o enredo torna-se também mais pessoal, e percebe-se que o autor quer agora começar a aprofundar o seu personagem principal, dando-lhe coerência, maturidade e realismo. Com isso aparecem os medos, as dúvidas, os objetivos de cada um e a história ganha com isso, pois deixei de sentir que seguia apenas um enredo dentro do normal dentro da fantasia.

Sendo um livro grande, e uma saga enorme, Goodkind tem de conseguir agarrar os leitores nesta fase. Os dois primeiros livros deixaram-me esperançoso e este começa a confirmar que esta é uma saga a ser lida. Acredito que o próximo seja a confirmação de que esta fase inicial da saga vale mesmo a pena. É notório que o autor evoluiu e que não escreveu os seus livros à pressa.

De salientar ainda a evolução neste mundo de Goodkind. Obviamente que se tornou aqui mais vasto, mas também mais coerente. O autor vai levantando o véu aos poucos e a sua imaginação agradou-me pela forma como criou algumas culturas e as encaixou.

Destaque ainda para os vilões da história. Apesar de estarmos ainda numa fase muito inicial da saga, parece-me que Goodkind tem um talento especial para criar vilões e que tal se irá confirmar nos próximos livros, talvez até quando o enredo se tornar mais sombrio. Neste momento já estou a ler o próximo e a gostar. Quando o acabar dou-vos uma opinião mais aprofundada.

Luís Pinto

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

A PRIMEIRA REGRA DOS FEITICEIROS - Parte II


Autor: Terry Goodkind

Título original: Wizard's first rule



Este livro é a segunda parte do livro original que deu um enorme sucesso a Terry Goodkind. O primeiro livro demorou a convencer-me, pois o seu início tinha demasiado clichés do género, mas neste segundo livro a história é diferente, pois muito já está apresentado e novamente voltamos a sentir que este mundo tem um grande potencial, como muito que pode ser explorado.

Todavia, este é um livro de altos e baixos e que são difíceis de diferenciar, pois todos os elementos do livro apresentam bons e maus momentos. Os diálogos, por exemplo, é algo que neste livro apresenta inteligência nuns momentos, mas noutros falha totalmente, sem qualquer tipo de objetivo aparente, ficando a dúvida se terão significado nos próximos livros.

Nas personagens acontece o mesmo. Por vezes temos momentos bem construídos e coerentes, noutros momentos nem por isso, e fica a dúvida se o autor está a falhar na concretização do seu livro ou se não nos está a explicar tudo para que sejam os próximos livros a oferecem as respostas. É nestes altos e baixos que o livro se desenvolve, sendo a melhor parte o olhar que temos sobre o vilão, que apesar de previsível, consegue ser uma personagem muito coerente, e no personagem principal que se destaca por não ser o herói que estamos habituados. Num enredo que apresenta alguns clichés do género, é refrescante ter um personagem diferente e que não é facilmente identificado como o herói.

Ta como nas personagens principais, que vamos acompanhando, o enredo está bem estruturado e uma vezes irá surpreender-nos, tal como outras vezes se deixa cair no óbvio. Este "óbvio" deixa uma sensação de que algumas partes da narrativa são forçadas e o problema está no facto de este não ser o fim da saga, mas sim o início de muitos livros que estão para a frente. Com isto ficamos sem saber se o autor está mesmo a forçar ou se terá uma explicação mais para a frente (sim, estou a repetir-me, mas esta é a sensação constante da leitura). Contudo, olhando apenas para este livro, este é um enredo indicado para quem goste de uma fantasia suave com alguns temas adultos. O leitor mais experiente no género, e também mais exigente, encontarará muitos momentos que, provavelmente, não lhe irão agradar, por falta de coerência ou de um provável significado. Por outro lado, um leitor que goste de uma fatansia com ação e um bom ritmo, tem aqui um livro que pode ser uma boa escolha.

Goodkind tenta explorar alguns temas adultos, e com sucesso, apesar de exagerar no facto de olhar apenas para alguns. Por exemplo, Goodkind quer, claramente, apresentar uma narrativa jovem mas que nos recorde, em certos momentos, que este mundo é negro. Esta ideia agrada-me, mas poderá chocar alguns leitor que o autor se foque apenas em possíveis violações de personagens femininas (para além das normais mortes). O problema, uma vez mais, é que estamos no início da saga, e é difícil aceitar certas tedências quando ainda não conhecemos os costumes e tradições deste mundo, quer coisas boas, como festas, quer comportamentos maus, como violações.

No final fica a ideia que este livro não oferece nada de novo ao género, mas que tem tudo para o fazer nos próximos livros. A questão aqui é saber se o autor consegue dar o salto qualitativo que este mundo pede e que pode ser dado, pois muito da sociedade aqui presente está bem conseguida, com pormenores interessantes. Apesar de ainda não me ter convencido, a verdade é que esta saga convenceu muitos leitores por todo o mundo, principalmente jovens adolescentes, e acredito que vai melhorar. Por agora é esperar e ver o que o autor nos irá oferecer nos próximos livros.

Luís Pinto

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

A PRIMEIRA REGRA DOS FEITICEIROS


Autor: Terry Goodkind

Título original:Wizard's first rule 




Este é um livro de fantasia adolescente, que muitos leitores irão gostar, mas sofre de alguns problemas neste primeiro livro, e que poderá resolver nos seguintes. Vejamos então o que torna este livro bom, mas ligeiramente inconstante.

Em primeiro lugar este livro sofre com a sua divisão em relação ao livro original e, como tal, o final recente-se, ficando a sensação de que falta algo mesmo tendo em conta que termina num momento importante para o enredo. Todavia, o problema não está na divisão em si, mas no facto de existirem muitas perguntas que ficam por responder e que faria sentido terem respostas neste primeiro livro. Quando começamos a perceber alguma da trama e a ter um maior conhecimento das personagens, o livro acaba. 

No entanto o livro tem bastante pontos positivos. Em primeiro lugar a escrita simples do autor, que apesar de ser repetitiva em alguns momentos, é rápida e claramente direcionada para um público adolescente, mas apresentado temas adultos dentro de um universo que ainda tem muito para ser explorado.

Começando pelo enredo, o autor cria a base normal para este género, com as várias etapas da criação do herói da história. Vemos a sua evolução e as suas falhas, algo que me agradou bastante, pois estamos perante um homem que em muitos aspetos foge do herói tradicional. Por vezes surpreendeu-me, por vezes pareceu incoerente, mas aos poucos, enquanto o vamos conhecendo, mas percebendo que existe uma personalidade muito interessante neste personagem. Existem ainda outras personagens que nos agarram, mas que ainda não tiveram "tempo" para se desenvolverem ao ponto de sentirmos que as conhecemos, mas acredito que o autor faça um bom trabalho neste aspeto.

Outro ponto que me agradou foi a possibilidade de lermos alguns capítulos sobre o ponto de vista do vilão, ajudando a criar suspense, pois sabemos alguns detalhes do seu plano, mas principalmente porque vai de encontro ao que o autor tenta passar durante grande parte do livro: de que qualquer vilão, à sua maneira, acredita estar a fazer o correto e a praticar a justiça. Este é, para mim, o ponto mais interessante do enredo, apesar de ainda pouco explorado, pois o autor tem a possibilidade de nos dividir com este aspeto, e se nunca vamos aceitar as ações horrorosas do vilão, vamos tentar compreendê-las, abrindo a visão do autor para o que acontece neste mundo.

Todavia, o livro sofre com alguns clichés que vão aparecendo e com surpresas que não são, na realidade, surpresas. Todos esses momentos marcam a nossa foram de ler, mas são esquecidos pelo facto de o ritmo do livro ser alto, empurrando-nos para as páginas seguintes enquanto desenvolve o seu mundo e a magia que o preenche. A questão é que o autor demonstra estar a criar um mundo gigantesco e diversificado, mas ainda não teve páginas suficientes para mostrar alguns aspetos essenciais, e ficamos ao nível do personagem principal, um homem que pouco sabe do mundo para lá das fronteiras da sua região e que agora terá de explorar. 

O enorme sucesso desta saga é o seu atestado de qualidade, principalmente se tivermos em conta que se trata de uma saga bastante grande e que não perdeu leitores, e comprovado no facto de ter sido adaptada para a televisão. Do meu ponto de vista (de quem apenas leu metade do livro original), esta saga tem tudo para ser algo bom e viciante. Nunca perdi a vontade de ler e as várias perguntas que ficam fazem-me querer continuar a ler, porque estou muito curioso. Ainda não me fascinou, mas acredito que o faça nos próximos livros.

Luís Pinto

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Notícia: Saga "A espada da verdade" já chegou às livrarias


O nascimento de uma lenda

Primeiro livro da saga bestseller

A Espada da Verdade nas livrarias a 1 de setembro

No dia 1 de setembro a Porto Editora iniciou a publicação da saga "A Espada da Verdade", de Terry Goodkind, uma série épica do género fantástico que começa com "A Primeira Regra dos Feiticeiros – Parte I". Esta é uma aventura repleta de suspense e de misticismo, que nos transporta para reinos envoltos num imaginário único e surpreendente.

Após escrever este primeiro livro, Terry Goodkind mostrou-o a um agente que impulsionou, em 1994, um valioso leilão entre editoras americanas. Dessa forma, A Primeira Regra dos Feiticeiros entrou na história do mundo editorial como o livro de estreia do género fantástico mais caro de sempre. A partir desse momento, tornou-se também um sucesso internacional e foi traduzido para 20 línguas, somando já mais de 26 milhões de exemplares vendidos.

SINOPSE
Richard Cypher é um jovem guia em Hartland, à procura de respostas para o assassinato brutal do pai. Na floresta onde se refugia, encontra uma mulher misteriosa, Kahlan Amnell, que precisa da sua ajuda para fugir aos sequazes do temível Darken Rahl, governante de D'Hara, praticante da mais temível magia negra e um homem ávido por vingança. Num golpe de verdadeira magia, Richard passa a deter nas suas mãos o destino de três nações e, sobretudo, da própria humanidade. O seu mundo, as suas crenças e a sua própria essência serão abalados e testados, à medida que Richard lida com amigos e inimigos, com a crueldade extrema e a compaixão dedicada, experimentando a paixão, o amor e a raiva, e o seu impacto na missão que lhe é imposta: ser aquele que procura a verdade.


PRIMEIRAS PÁGINAS
Disponíveis aqui.


O AUTOR
Terry Goodkind nasceu em 1948 em Omaha, no Nebrasca. Em 1994 publicou o primeiro livro da série de fantasia épica A Espada da Verdade, que viria a ter um sucesso retumbante, com mais de 26 milhões de exemplares vendidos e traduções em mais de 20 línguas.

IMPRENSA

Este primeiro romance de Goodkind proporciona uma variante interessante às sagas de fantasia.
Library Journal

Uma estreia maravilhosamente criativa, coerente, e vibrante.
Kirkus Reviews

Terry Goodkind concebeu uma história precisa e inteligente que é incrível desde o primeiro momento.
Fantasy Book Review

Este livro arrebata-nos desde a primeira página.
Examiner.com

A Primeira Regra dos Feiticeiros, tal como os restantes livros da saga A Espada da Verdade, é um romance de qualidade excecional, com personagens bem construídas e um enredo ritmado, ao qual não falta temáticas mais "adultas".
SFBook Reviews