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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

VÍRUS MORTAL


Autor: James Dashner

Título original: The Kill Order



Sinopse: Antes de a CRUEL existir, de a Clareira ser construída e de Thomas ter entrado no Labirinto, os fulgores do Sol atingiram a Terra, arrasando o planeta e dizimando grande parte da humanidade.
Mark e Trina estão entre os sobreviventes que agora lutam por uma existência em condições precárias nas pequenas comunidades que se formaram nas montanhas. Mas se eles achavam que a situação em que se encontravam não podia piorar, estavam enganados. Um inimigo surge, infetando a população com um vírus altamente contagioso e mortal. Ninguém parece ser imune. Porém, Mark e Trina estão convencidos de que existe uma maneira de travar a pandemia e estão determinados a encontrá-la. O futuro dos sobreviventes pode estar nas suas mãos…



Maze Runner foi um dos grandes sucessos literários dos últimos tempos. Eu li a trilogia, percebi o seu sucesso, mas a mim não me conseguiu convencer totalmente. O autor começara com uma ideia interessante mas que não explica no fim o porquê de muita coisa. É uma saga rápida, entusiasmante mas que é focada num público que procure mais entretenimento e menos coerência. Agora, ao chegar a prequela, decidi regressar a este enredo e ver se o autor consegue explicar o que ficou sem resposta.

Globalmente é fácil perceber qual foi o objetivo do autor: dar respostas. É óbvio que o consegue em boa parte, sendo, de longe, o livro que mais explica sobre toda a saga. Todavia, acreditem, muitas perguntas continuam sem resposta.

As duas personagens principais, Mark e Trina, são personagens interessantes e criadas com maior maturidade dos que as personagens da trilogia inicial, mostrando que o autor está a melhorar. Mark é aquela com a qual o leitor poderá ganhar maior ligação e é com ele que iremos avançar por entre perigos, algumas surpresas e também uns momentos mais forçados.

A escrita do autor mantém o seu estilo, rápida, direta, com grande floreados e claramente direcionada a um público mais juvenil. Com tudo isso o livro torna-se, aos poucos, numa leitura importante para os fãs da saga. É, claramente, uma melhoria em relação aos livros anteriores, e mesmo não explicando tudo, consegue dar muitas respostas e aumentar a nossa visão sobre aquele mundo e o que aconteceu antes. Ainda fica muito por explicar, mas este livro consegue melhorar toda a saga, principalmente pela forma como explora a doença.

Enquanto crítico, vejo que a saga continua a ter falhas, mas melhorou. Não é, no meu ponto de vista, uma saga obrigatória, mas este livro é obrigatório para todos os fãs da saga. Se gostaram de Maze Runner e querem mais respostas, então devem ler este livro. Fica agora a faltar apenas um livro, aquele que irá ligar este livro à trilogia inicial, e que deverá sair no próximo ano.

Luís Pinto

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

MAZE RUNNER: A cura mortal


Autor: James Dashner

Título original: The death cure



Sinopse: Thomas atravessou o Labirinto; sobreviveu à Terra Queimada. A CRUEL roubou-lhe a vida, as memórias, e até mesmo os amigos. Mas agora as Experiências acabaram, e a CRUEL planeia devolver as memórias aos sobreviventes e completar assim a cura para o Fulgor. Só que Thomas recuperou ao longo do tempo muito mais memórias do que os membros da CRUEL julgam, o suficiente para saber que não pode confiar numa única palavra do que dizem. Conseguirá ele sobreviver à cura?



Este terceiro livro da saga Maze Runner é mais uma leitura compulsiva... mas será um bom final? Em primeiro lugar, existe a possibilidade de este não ser o final da saga, mas vamos deixar essa hipótese de lado e vamos analisar este livro como se fosse o fim da trilogia.

Pensemos no seguinte: escrever uma distopia é relativamente fácil (sem retirar qualquer mérito a quem o faça)... escrever uma boa distopia é extremamente difícil. O segredo de uma distopia capaz de nos agarrar é ter um mundo do qual sabemos pouco e uma narrativa que nos recorda, de forma constante, que não sabemos tudo sobre este mundo. O que nos agarra a Maze Runner desde a primeira página da saga é que estamos num mundo completamente diferente, com segredos, com perguntas sem resposta, com conspirações, e partilhamos essa ignorância com o personagem principal. Esta é a base usada nos últimos anos e que tem ajudado a que este género esteja na moda.  Estes livros exploram em nós uma parte da nossa essência humana... queremos respostas sobre o que nos rodeia! O problema é que esta fórmula não chega para fazer um bom livro, porque as boas distopias (1984, Admirável Mundo Novo, entre outros...) conseguem responder às perguntas de forma coerente e lógica, criando um mundo coeso, sólido, credível. Esta é a diferença!

Agora, onde se enquadra Maze Runner? Sejamos objetivos: Maze Runner não irá responder às perguntas do leitor mais exigente, principalmente porque as respostas que oferece não são conclusivas, dando origem a novas perguntas. No entanto, é inegável que Maze nos prende, e bem, até à última página, com um ritmo elevado, muita ação e alguns momentos marcantes.

Será o tipo de leitor que vocês são que irá determinar o prazer desta leitura. No meu caso, existem momentos em que gostava que o autor tivesse abrandado, pois em alguns acontecimentos, nos mais sentimentais, aqueles em que há reencontros ou mortes, tudo é demasiado rápido. Diria que Dahsner não aproveita os bons momentos que cria para marcar o leitor, porque esses momentos existem, mas não são um soco no estômago.

O enredo começa onde acaba o livro anterior e o ritmo já está elevado. Tom continua a ser um personagem interessante que ganha qualidade pelas suas convicções mas que perde por ser escravo da técnica do livro (não nos dar as respostas), e assim ficamos com um personagem que não faz as perguntas certas.

Apesar do final ter sido, no meu entender, previsível, o que mais gostei foi o caminho até esse final. Existem bons momentos, bons confrontos e decisões que nos empolgam. Neste aspeto, Maze Runner oferece o que se pedia: ritmo e ação. O problema está em todas as perguntas que não responde, e quanto mais pensamos, menos sentido tudo isto faz desde o primeiro livro. E, por isso, a pergunta que se faz é: existirá um próximo que nos explique tudo aquilo que tivemos a ler em três livros e não percebemos? Ou terá Dashner entrado por um caminho do qual já não consegue sair?

Maze Runner é uma boa saga adolescente. Todavia, um leitor mais exigente e que comece a juntar peças do puzzle, encontrará demasiadas perguntas sem resposta. O segredo do livro está em manter um ritmo tão alto que não temos tempo para questionar. Se gostaram dos dois anteriores livros, leiam este, aproveitem a vertiginosa viagem, e tirem as vossas conclusões. Se procuram uma saga adolescente com ritmo, personagens interessantes e narrativa viciante, esta saga poderá agradar-vos, mas se querem algo mais coerente, Maze Runner ainda não oferece tudo o que é preciso. Da minha parte, ficarei à espera que próximos livros me ofereçam algumas respostas, e se o conseguir, Maze Runner será muito melhor.

 Luís Pinto

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

MAZE RUNNER - Provas de fogo



Autor: James Dashner

Título original: The Scorch trials



Sinopse: Atravessar o Labirinto devia ter sido o fim. Acabar-se-iam os enigmas, as variáveis e a fuga desesperada. Thomas tinha a certeza de que, se conseguissem fugir, ele e os Clareirenses teriam as suas vidas de volta. Mas ninguém sabia realmente para que tipo de vida iriam regressar...


Para este livro vou tomar como garantido que todos os que lerem esta análise já leram o primeiro livro da saga. Ligeiros spoilers à frente!

Esta é, de certeza, uma das análises mais difíceis que alguma vez fiz neste blog, simplesmente porque tudo o que acontece neste livro está dependente do próximo. Cada página oferece algo que não percebemos, que questionamos, e no fim, todas as respostas ficam para o próximo livro. Sendo assim, como posso analisar a qualidade de um livro que pode ser destruído pela próximo porque nada é concluído neste? Vamos por partes...

Este é, inevitavelmente, o grande problema de um livro que, em vez de começar a responder, cria ainda mais questões. Esta estratégia é muito usada no entretenimento, mas a verdade é que poucos a sabem usar. Filmes e séries são, frequentemente, arrastados para novas perguntas quando começam a ter sucesso e os seus autores não sabem quando parar. E depois nada encaixa e torna-se impossível oferecer todas as respostas.  Todavia, isto não é o mau aspeto se for controlado e planeado, mas aumenta os problemas do autor. Já lá vamos...

Começando pelo enredo enquanto base, o autor foge um pouco do que criou no primeiro livro para tornar toda a trama em algo maior. O esquema é maior, o objetivo mais importante, mas faltam as respostas. E é por não ter respostas que lemos sem parar, à procura, tal como as personagens. Estamos no mesmo nível de ignorância e tal liga-nos com estes adolescentes que continuam sem certezas, mas continuam, tal como nós...

Dahsner mantém, e bem, o ritmo elevado (para não termos tempo para criar muitas perguntas) e, apesar de não me ter agarrado tanto quanto o anterior, o livro consegue prender o leitor com facilidade, embalando-nos num enredo misterioso em que as personagens nunca estão a salvo. Dashner arrisca em alguns momentos, colocando em perigo as personagens com as quais nos identificamos, mas conseguindo criar reações nas mesmas que se enquadram nas personalidades que conhecemos. E este aspeto é muito importante porque este é um livro de escolhas impossíveis, em que o personagem não tem a mínima noção dos resultados dos seus atos. Como tal, as suas escolhas terão apenas a ver com a sua personalidade e tal está bem feito.

Agora, voltemos ao problema do livro. Na realidade, este livro não tem nenhum problema, mas poderá ter. Como disse, este enredo está totalmente dependente do próximo ao ponto de toda a trilogia estar dependente de como irá acabar. O terceiro livro terá a capacidade de tornar esta trilogia muito boa, ou num verdadeiro desperdício de tempo.

E porquê? Porque para nós, leitores, nada neste livro faz sentido a partir do momento em que paramos e começamos a pensar um pouco. Não percebemos qual é o objetivo, não percebemos porque estão as personagens a viver tais situações psicológicas (se estamos num mundo tão avançado em que a tecnologia nos consegue controlar ações e emoções, então para quê uma experiência psicológica no mundo real?). E como irão tais experiências psicológicas oferecer a cura a uma doença? Porque existem dois grupos tão distintos? Estas são apenas algumas das muitas perguntas e é por isso que estou ansioso por ler o próximo livro.

No fim, tudo isto poderá fazer sentido (tenho uma teoria, tal como todos devem ter as suas, mas não a irei revelar). O autor apenas terá de dar muitas respostas e podemos ficar aqui perante uma saga de grande qualidade e que demonstre que tudo, desde o início do primeiro livro, foi planeado com antecedência. Se não der as respostas, a trilogia desmorona-se. Para já, estou a gostar e quero ler o próximo livro o mais rápido possível (enquanto todas as perguntas estão na minha memória), mas tenho a sensação que o autor poderá estar a ir por um caminho que não consiga controlar. Claro que posso ler este livro sem questionar, apenas absorvendo o que vou lendo, mas se estamos perante um enredo em que nos é passada a noção de que tudo foi planeado por uma instituição, então tudo terá de ter um propósito e um porquê. Cada experiência tem de ter uma razão, porque se não é apenas desperdício de recursos por parte dessa instituição.

Para finalizar, devo salientar o fim. O que acontece no fim é bastante previsível, a todos os sentidos, mas, é também a ação mais coerente e aí devo aplaudir o autor por definir o único caminho possível depois de tudo o que tinha acabado de ler. Houve coerência com as personalidades criadas. Agora as possibilidades são muitas... já falta pouco para saber como tudo irá acabar. Conseguirá Dashner terminar em grande?

Luís Pinto

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

MAZE RUNNER - Correr ou morrer


Autor: James Dashner

Título original: The Maze Runner



Finalmente começo a ler a trilogia de que se fala atualmente. Maze Runner é, de forma muito resumida, a história de um grupo de jovens presos numa clareira, rodeada por um labirinto. Não sabem nada do seu passado, nem porque estão naquele local. 

Se tivesse de resumir este livro numa única palavra, seria "Viciante". Maze Runner é impossível de parar de ler se gostarmos do género. Mas vamos por partes...

O autor usa uma estratégia muito comum e que se enquadra perfeitamente nesta base, e a partir daí agarra o leitor. Começamos com um rapaz, com o qual simpatizamos, e logo nas primeiras páginas vemos que não teremos o conhecimento do que está à volta desse rapaz. Que lugar é aquele? Quem o colocou ali? Qual o objetivo? Faz parte de nós, enquanto raça humana, querer conhecer o que nos rodeia, e ao entrarmos num mundo onde as dúvidas aparecem a cada linha, quer seja uma dúvida apresentada pela personagem, ou criada por nós, a verdade é que não vamos parar de ler até termos as respostas. De uma forma simples, Dashner "pega" num género que "está na moda" e junta-lhe os mistérios que nos faz lembrar a série "Lost" que desde o primeiro episódio agarrou à televisão milhões de pessoas. É tudo uma questão de, inteligentemente, criar perguntas, e não dar respostas. O segredo está em, no fim, tudo fazer sentido, e é neste aspeto que muitos falham.

A seguir entra a construção e apresentação das personagens, que passam também por uma estratégia já usada: temos o que imediatamente enfrenta e tenta controlar o personagem principal, e também o rapaz simpático e verdadeiro amigo que é rejeitado por muitos mas que o nosso personagem irá compreender. Tudo isto parece um cliché, mas que aqui funciona e bem. O resultado é, inevitavelmente, um "desenrolar" de enredo em que nos aproximamos de personagens, lemos cada vez mais depressa e vamos criado as nossas questões, sabendo que provavelmente não teremos respostas.

O grande mérito do livro é o seu ritmo, pois Dashner consegue criar um ambiente de tensão que não nos deixa parar. Este é o segredo destes livros: não nos dar tempo para parar e questionar, e assim a base do universo do enredo não cai. Dashner consegue-o de forma quase perfeita para que a falta de respostas do primeiro livro não se sinta, e imediatamente passamos para o próximo livro, sôfregos de respostas.

Para mim, esta foi uma leitura compulsiva. Maze Runner não é uma obra prima, nem o tenta ser, pois para tal teria de construir um universo muito mais complexo, com muito mais detalhe e o ritmo iria perder-se. Este é um livro adolescente que nos agarra pela noite dentro e esse é um dos prazeres da leitura, o de não querermos regressar ao mundo real. Claro que Maze Runner tem falhas, porque não dá respostas e porque não explora certos temas. Se nos próximos livros o autor nos brindar com algumas respostas, a saga pode elevar-se a outro nível, principalmente se sentirmos que toda a trilogia foi estruturada e pensada desde o início, levando a que todos os detalhes batam certo. Provavelmente tal não acontecerá e um leitor mais experiente irá colocar dúvidas que o autor não irá responder, mas esse é o preço a pagar para termos outros prazeres.

No entanto, de todas as distopias adolescentes que li nos últimos tempos (e foram algumas, pois o mercado está inundado pelo género), esta é a que tem o melhor início dentro do que se compromete a ser: viciante, rápido, capaz de nos dar a sensação de urgência que os personagens também têm. Por tudo isto, este é um início recomendado aos leitores que apreciem este género, e provavelmente, tal como eu, quererão ir até ao fim da trilogia e desvendar todos os segredos do labirinto, e não só... Venha rapidamente o próximo!

Luís Pinto