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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

A GUERRA SECRETA


Autor: Max Hastings

Título original: The secret war



Sinopse: Os espiões e as mensagens em código tiveram um papel crucial na Segunda Guerra Mundial, sendo explorados por todas as nações envolvidas no conflito, para tentar obter conhecimento privilegiado dos inimigos e gerar o caos nos bastidores. Em Secret War, o conhecido jornalista e historiador Sir Max Hastings apresenta um conjunto vasto de personagens fundamentais da Segunda Guerra Mundial, de praticamente todos os países envolvidos, bem como das sagas de informação, resistência e ataque em que se envolveram, com isso revelando uma nova perspetiva sobre o maior conflito da História.



Este é o segundo livro que leio do autor Sir Max Hastings e novamente adorei o livro. Tal como no primeiro livro, também este me ensinou imenso mesmo tendo em conta que já tinha lido muito sobre este tema. 

Este livro foca-se totalmente na espionagem e contra-espionagem durante a segunda guerra mundial, dando uma visão do que foi feito nas sombras, com vários serviços de inteligência a lutarem pelo poder da informação. Com a encriptação de dados e transmissões a ganharem um grande relevo (quem conhecer a história de Turing pode imaginar do que falo), este torna-se num livro essencial para percebermos melhor muito do que aconteceu. Aliás, o autor faz um excelente trabalho em mostrar-nos os resultados de algumas missões e o quando elas influenciaram decisões, movimentações, políticas ou militares.

Com uma escrita que nos ensina regularmente, este foi um livro grande, mas no qual não me senti perdido. O ritmo é lento, pedindo ao leitor para perceber tudo o que está a ser explorado. No entanto, devido ao seu foco na parte da espionagem, esta não é uma leitura que todos possam gostar. No meu caso, sendo um tema sobre o qual gosto muito de ler, esta foi uma leitura muito interessante. 

Gostei da forma como o autor explorou como os espiões atuavam, quais os seus objetivos, o quanto se infiltraram em comunidades e pequenas guerrilhas, e o quanto uma informação errada deu em resultados catastróficos. Pelo meio o autor apresentou uma escrita direta e forte, que nos leva a sentir o desespero e o ambiente pesado daquela época. 

Esta foi uma época de mudança na espionagem. A chegada do "computador" foi a viragem numa altura em que qualquer informação poderia definir a vida ou a morte de vários soldados. No final, foi a espionagem um dos aspetos mais importantes para a vitória dos aliados. Se quiserem ter uma imagem mais coesa do muito que se fez nos bastidores desta guerra, este é o livro a ler. Muito bom!

Luís Pinto

domingo, 22 de junho de 2014

CATÁSTROFE - 1914: A Europa vai à guerra

Autor: Max Hastings

Título original: Catastrophe: Europe goes to war 1914


 
Já o disse várias vezes neste blog... o Homem é capaz do melhor e do pior. Todos nós o sabemos e se por vezes lemos ou vemos algo que nos demonstra a capacidade que um ser humano tem para amar, também, noutros momentos, vemos até onde se pode ir e o mal que se pode fazer a outro ser vivo. Este livro, uma leitura pesada, lenta e bastante esclarecedora, demonstra os dois extremos: o mal que existe dentro de nós, mas também o amor a algo que é preciso para lutarmos e nos sacrificarmos por algo.

Todavia este livro não tenta expor esse lado, mas sim o que realmente aconteceu em termos políticos, militares e, consequentemente, o que passaram os soldados no início da guerra. Afinal, que acontecimentos levaram à Grande Guerra? Em que momentos tudo poderia ter sido evitado? A partir de que momento deixou de haver hipóteses de não existir um conflito (se é que esse momento existiu)?

Com um grande detalhe e um, mais do que óbvio, conhecimento profundo sobre o tema, o autor explora os grandes fatores que envolvem este conflito, desde interesses pessoais, guerra internas ou o interesse na economia de guerra. E tudo o que o autor expõe liga-se com uma naturalidade singular, que me fez continuar a ler, pois sentia que o autor me fez perceber tudo, não deixando dúvidas. Objetivo e decidido, o autor mostra que não tem problemas a apontar o dedo, a apresentar factos e a argumentar sobre quem teve a culpa, quem avançou e não o devia ter feito, e quem parou e devia ter continuado. Pelo meio percebe-se que o autor quer que sejamos nós a pensar e até a argumentar (mentalmente) com as suas opiniões. E no fim, devemos ser nós a pensar e a criar uma opinião sólida sobre o que aconteceu.

A crítica internacional e especializada aclamou este livro como o melhor do ano no seu género, e um dos melhores sobre o tema. Talvez, o melhor. Posto isto não há muito a dizer. É verdade que o livro é bastante grande, mas nunca foi uma leitura difícil, e aí está o trunfo do autor e a demonstração de uma estrutura muito bem conseguida, revelando os factos nos momento certo, não criando confusão. Tudo isto misturado numa narrativa que demonstra o que os soldados passaram naqueles meses, limitando-se a seguir ordens, esperançados que regressariam a casa.

Sendo um grande apreciador da história que está por detrás das grandes guerras, este foi uma leitura que gostei bastante, e apesar de não ter lido muitos livros sobre a 1ª Guerra Mundial, este foi o melhor até agora, sendo simultaneamente o mais forte e o mais esclarecedor. Totalmente recomendado a todos os que queiram uma visão global do início da guerra, tanto de um ponto de vista político e social, mas também do ponto de vista dos soldados.

Luís Pinto