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terça-feira, 17 de março de 2015

ADIVINHA QUEM SOU ESTA NOITE


Autor: Megan Maxwell

Título original: Adivina quién soy esta noche



Sinopse: Após o incidente provocado por uma ex-amante de Dylan, Yanira e ele celebram o seu ansiado casamento. A vida de recém-casados é uma contínua lua-de-mel. Ambos são duas feras do sexo e gostam do mórbido, das fantasias e de experimentar coisas novas. Juntos inventam um jogo chamado "Adivinha Quem Sou Esta Noite", repleto de luxúria, possessão e sensações, onde os limites são estabelecidos por eles.



Começando exatamente onde acaba o livro anterior, com um momento que levantava bastante dúvidas e com o qual a história poderia tomar um novo rumo, o livro agarra-nos de imediato, algo que me agradou. Todavia, aquilo que parecia ser um enorme impacto na história afinal não foi, o que me deixou a pensar sobre o que a autora quereria afinal fazer com tal acontecimento para além de agarrar os leitores a saltarem de imediato de um livro para o outro.

Tal como no primeiro livro, a autora continua o desenvolver das suas personagens com grande facilidade, sendo a sua escrita simples um dos grandes trunfos do livro para criar o ambiente certo. Yanira continua a ser o género de mulher que apareceu no primeiro livro, energética, decidida, e a sua personalidade ajuda ao desenvolver da história. No entanto, ao contrário do primeiro livro, este apresenta alguns momentos forçados com o objetivo de acelerar a história. Tal não danifica o livro, mas fiquei com a sensação que a autora poderia ter alcançado os seus objetivos sem dar a sensação que tudo estava a acontecer demasiado depressa (quem ler o livro perceberá o que digo).

Algo que facilmente se nota é que a autora amadureceu bastante do livro anterior para este. Não sei quanto tempo terá passado entre a escrita de cada um, mas a autora está mais madura e mais inteligente na forma como aborda o enredo, conseguindo focar-se no momentos mais importantes com relativa facilidade, levando a que o leitor não perca o ritmo. Mas, o que por vezes me afastou no livro foi o facto de a autora ter tornado bastante óbvio para mim com o livro iria acabar. Tal sensação será diferente para cada leitor, mas no meu entender a autora consegue terminar o primeiro livro com mais impacto do que este.

Com momentos divertidos e outros mais sentimentais, a autora encontra um bom equilíbrio, mas nunca consegue desmarcar o seu livro de outros do género, o que lamento, porque tinha a base para criar algo que surpreendesse com mais facilidade. É, inevitavelmente, um livro para o público feminino e consegue oferecer o que se pede, mas vindo desta autora, poderia ser ainda melhor, principalmente porque a autora já o conseguiu e aqui não consegue dar o salto que teve com outros, mesmo tendo como base uma história interessante.

Este par de livros é uma escolha interessante dentro do género. É divertido, sentimental, inteligente e suave. O seu ritmo elevado e as suas personagens cativantes são o seu trunfo, e se é isso que procuram, ou se são fãs da autora, então este livro será uma leitura viciante.

Luís Pinto

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

ADIVINHA QUEM SOU


Autor: Megan Maxwell

Título original: Adivina quién soy



Sinopse: Yanira muda-se para Barcelona e começa a trabalhar como camareira num cruzeiro de férias. No navio também está Dylan, um atraente empregado da secção de manutenção que quase nem lhe liga. O que ela não sabe é que ele a observa mais do que pensa e, apesar dos mal-entendidos que surgem entre eles, a atracção que sentem fá-los-á encontrarem-se e partilhar um sem-fim de jogos mórbidos, divertidos e sensuais.


Com este livro da famosa Megan Maxwell, regresso aos livro eróticos, mas, para satisfação minha, muitos dos clichés deste género não estão presentes. Em primeiro lugar, tal como acontece na maioria dos livros da autora, a personagem feminina é forte, e não apenas uma rapariga sem rumo, sem saber o que quer e com fraca autoestima. Yanira é uma personagem forte o suficiente para que seja possível perceber as suas atitudes, as suas decisões e a suas paixões, sem cair no ridículo que alguns enredos eróticos apresentam.

Outro ponto que me agradou está no simples facto de o homem por quem Yanira se apaixona ser um homem banal, com as suas virtudes e defeitos, mas sem ser o super atraente homem bem sucedido de fato e que tem dinheiro para quebrar todas as barreiras dos sonhos que para nós são impossíveis. Não que tal fosse mau, mas está a tornar-se no cliché deste género, e gostei da mudança.

A autora continua com a sua escrita leve e rápida, sem nunca deslumbrar, mas também nunca sendo aborrecida. A narrativa irá facilmente prender um leitor que procure este género e durante a primeira metade o livro desenrola-se de forma coesa e com sentido. Todavia, na segunda metade do livro existe uma quebra na progressão da narrativa, e por vezes parece que a autora se perdeu, ou então perdeu a objetividade, pois não percebi o porquê de alguns acontecimentos e o que eles davam ao próprio leitor. No entanto, visto que existe uma continuação, acredito que o próximo livro me possa explicar o porquê de alguns acontecimentos e diálogos que não oferecem muito a este primeiro livro.

As personagens são interessantes, apesar de nem todas serem exploradas o suficiente, e fiquei com a sensação que o livro podia centrar-se menos nas duas personagens principais. Todavia, percebo o objetivo da autora em querer agarrar-nos a este romance. O final é algo inesperado, e é aqui que a autora prende o leitor para o próximo livro, pois esta história não acaba, mas é sim apenas a primeira parte de um todo. Como tal, por não ter um final, é-me difícil criar uma opinião ao enredo, porque, do meu ponto de vista, ele apenas vai a meio. Por isso, deixarei uma opinião mais aprofundada para o final do segundo livro.

Resumindo, a autora volta a dar-nos uma personagem feminina forte o suficiente para que todo o livro ganhe com isso, pois não estaremos apenas a ler sobre uma mulher cheia de dúvidas sobre si e o que a rodeia. A leitura é bastante rápida e facilmente agradará aos fãs do género. Se gostam da autora, irão gostar deste livro mesmo tendo em conta que existe a quebra que já mencionei. Opinião ao próximo livro dentro de pouco tempo para ver como tudo acaba.

Luís Pinto

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

SURPREENDE-ME


Autor: Megan Maxwell

Título original: Sorpréndeme



Sinopse: Björn é um atraente advogado a quem a vida sempre sorriu. É um homem ardente, alérgico ao compromisso e agrada-lhe desfrutar da companhia feminina nos seus jogos sexuais. Melanie é uma mulher de acção. Como piloto do exército americano está acostumada a levar a vida ao limite, no en tanto, a sua principal missão é a de lutar como mãe solteira pelo bem-estar da filha.

Quando o destino os põe frente a frente, a tensão entre eles torna-se evidente. O que no começo foi um encontro hostil, pouco a pouco irá converter-se Numa atracção irresistível. Conseguirão estes dois titãs entender-se?


Este não é o meu género de livros, não pelo género em si, mas pelo facto de terem todos bases iguais. Todavia, para minha surpresa, este tem um aspeto diferente que me despertou a atenção. A grande maioria dos livros que se vendem neste género apresentam um homem bem sucedido, profissional e socialmente, atraente e com uns gostos sexuais algo "diferentes". A mulher é quase sempre frágil, fraca, e com uma recente história em que uma relação correu mal. Felizmente, neste livro a mulher é mais forte, mais segura (claro que todas as pessoas têm as suas fraquezas e indecisões, porque se não, não eram personagens credíveis), mas ao menos aqui a personagem feminina não é apenas a "coitadinha" do enredo que se deixa levar pela paixão. E este aspeto agradou-me bastante por fugir do atual estereotipo deste género.

Posto isto, não me quero alongar no enredo porque a sinopse já conta o essencial para quem queira começar esta leitura. As duas personagens principais são interessantes e o enredo acompanha-as numa paixão cheia de momentos sexuais e dúvidas pelo meio, com problemas familiares ou até morais a atravessarem o enredo para que este ganhe alguma tensão que não seja apenas a paixão entre os dois. De salientar ainda a pressão social, bem explorada neste livro, e que dá um toque de coesão que costuma faltar neste género, demonstrando que por vezes seguimos uma vida em que a imagem que passamos é mais importante do que estarmos felizes.

Todavia, quem for ler este livro já sabe o que esperar, porque o livro oferece uma boa experiência dentro do género. A narrativa tem como principal objetivo impulsionar um sentimento de paixão no leitor e por vezes o enredo perde com isso. Mas, como em todas as paixões, os momentos menos coerentes fazem parte da vida. É esse o lado interessante da paixão, o que fazemos sem pensar, os riscos que corremos, a capacidade de enfrentarmos qualquer resultado. O leitor mais exigente poderá não apreciar a escrita da autora ou alguns momentos que parecem forçados, mas é isso que temos de aceitar num enredo em que a paixão é tudo.  

De forma global, o que mais apreciei neste livro foi o seu final e a forma como a autora foge de alguns clichés do género. Como disse antes, a mulher não aparece como uma personagem fraca, o que me agradou, mas também é verdade que não percebo porque este género insiste em colocar o homem como o personagem que tem os "alternativos gostos sexuais". No entanto, este não é um género do qual tenha grande conhecimento, porque li poucos livros, e por isso não posso argumentar que este livro é diferente de todos os outros.  Este foi dos livros que gostei mais do género, não por ter mais ou menos qualidade, mas porque foi diferente dentro do que já li, e isso levou-me a aproximar-me mais das personagens, criando uma relação entre mim e o livro que não se saturou com momentos óbvios.

Olhando de forma objetiva, este livro tem tudo o que os leitores deste género procuram. É, certamente, uma escolha que não desapontará, sem nunca ser fascinante, mas sem nunca deixar de ser aquilo a que se compromete, ser um livro que tenta transmitir ao leitor a paixão e a sensualidade do género mistura com a tensão de quem está a viver uma vida paralela.

Luís Pinto