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terça-feira, 23 de outubro de 2018

FARAÓ


Autor: Wilbur Smith

Título original: Pharaoh




Sinopse: Tamose, o velho Faraó, jaz mortalmente ferido. 
A antiga cidade de Luxor está cercada. 
O Egito parece estar perdido.
Taita, um ex-escravo eunuco, filósofo, poeta e exímio estratega militar, agora general dos exércitos do Faraó Tamose prepara-se para o derradeiro e mais violento confronto com o inimigo. O Egito vive momentos de grande desespero.
O desalento espalha-se pelos seus guerreiros. Porém, graças à astúcia e génio de Taita e ao auxílio de um antigo aliado, o curso dos acontecimentos muda e o exército egípcio acaba por derrotar e expulsar o inimigo do seu território. Mas ao regressar a Luxor, após a vitória, Taita é detido e acusado de traição. Tamose está morto e dá-se início a uma nova era. Utteric sucede a Tamose. É imaturo, fraco e cruel, e teme a influência de Taita na corte, especialmente a amizade deste pelo príncipe Ramsés, o seu irmão mais jovem e mais digno.
Com Taita detido, Ramsés é forçado a fazer uma escolha: ajudar Taita a fugir da prisão ou mostrar-se impassível perante a tirania de Utteric. Para ele, todavia, não há outra opção senão libertar Taita, travar Utteric e assim poder salvar o Egito.


Confesso que ainda não li muitos livros de Wilbur Smith, mas os poucos que li, gostei bastante. Wilbur Smith é um autor bastante conceituado, considerado um dos melhores no seu género, e o seu enorme sucesso confirma-o. 

Esta sua série passada no antigo Egito, em que cada livro pode ser lido de forma independente, é o perfeito exemplo do autor, em que cada livro tem uma intensidade enorme, muita emoção e um grande conhecimento histórico. E estes três fatores são os grandes trunfos do livro.

Em primeiro lugar está a intensidade da narrativa. O autor impõe um ritmo avassalador durante a grande maioria das páginas, com o leitor a ser empurrado para a página seguinte, pois está sempre a acontecer algo de relevante, quer seja em ação, diálogo, descrição, etc... Este é um livro que transmite emoções fortes, sempre carregado de raiva, sede de vingança e revolta. Com isto, o leitor liga-se facilmente aos personagens principais e a emoção está garantida.

O terceiro fator está no grande conhecimento histórico do autor. É bastante fácil sentir que estamos naquela época porque o autor está constantemente a dar detalhes muito interessantes sobre o modo de vida dos personagens. Com isso ele explora costumes, tradições, traumas, crenças, sistema político, vida social, etc... É um mundo claramente vivo, sustentado numa grande pesquisa para perceber como esta sociedade vivia. 

Depois existe a história, bem conseguida, apesar de não ser a melhor que li do autor, mas extremamente viciante para nos agarrar do início ao fim, principalmente porque queremos ver que caminho terá a vingança e as decisões de algumas personagens. Não querendo revelar nada sobre a história, resta-me apenas aconselhar este livro a todos os que gostem de romances nesta época história do Antigo Egito, pois poucos escritores se comparam a Smith se quiserem um romance passado nesta civilização.

Luís Pinto



segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

O DEUS DO DESERTO



Autor: Wilbur Smith

Título original: River God



Sinopse: Nas vastas planícies do Egito, nas margens do Nilo, surge um herói. Taita, um escravo eunuco liberto, usa com subtileza a sua autoridade. Não só é um dos principais conselheiros do Faraó Tamose, como é também o guardião das suas irmãs mais novas, as princesas Tehuti e Bekatha.
O reino não está em paz. Enfrenta os ataques dos seus inimigos de sempre, os Hicsos do Norte. Taita, filósofo, poeta e um estratega militar exímio, prepara um plano para destruir os exércitos dos Hicsos. Este conduzi-lo-á a uma perigosa jornada pelo Nilo acima até à cidade mágica de Babilónia e, em seguida, mar adentro até Creta. É uma missão de alto risco. E Taita não poderá ignorar as responsabilidades inerentes à segurança das duas princesas Tehuti e Bekatha, cuja atração pelos guerreiros que lideram as tropas ameaça o seu plano meticuloso e o próprio futuro do Egito.




Este livro foi uma agradável surpresa, provavelmente porque não conheço o autor. Wilbur Smith faz uma boa mistura entre ficção e realidade e o seu grande trunfo é a investigação histórica que serve de base à narrativa. Apesar do enredo ser ficção, fica sempre a sensação de que a base é verídica, muito graças aos muitos detalhes que o autor vai explorando e que nos levam a conhecer melhor o mundo e a sociedade no qual a narrativa avança. Com estes detalhe que vão ensinando o leitor o enredo torna-se mais credível, mas sem nunca baixar o ritmo. Espantou-me a forma como o autor, em três ou quatro momentos, conseguiu explorar algo sem baixar o ritmo da ação, fazendo uma boa montagem da história.

Sendo um grande apreciador da sociedade do Antigo Egipto, agradou-me bastante a forma como o autor explora certas cidades e questões sociais da época. É aqui que se nota a investigação do autor, notando-se o conhecimento necessário para criar cenários distintos em cada cidade e para explorar as questões políticas, religiosas e sociais da época, enquanto aprofunda questões militares, quais as forças e quais as limitações da época.

Com isto, o livro consegue levar o leitor por uma viagem muito interessante por várias cidades e locais e que me levam a querer voltar a ler mais livros deste autor. O enredo é interessante e intenso, com alguns momentos mais forçados, mas capaz de agarrar o leitor com facilidade, principalmente pela parte estratégica militar e política. Se gostam de thrillers e o Antigo Egipto é uma civilização que gostam de "visitar", então este livro é para vocês.