segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

REGRESSO AO FUTURO II

 

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Neste 2º livro da famosa trilogia, a base narrativa mantém-se rápida, divertida e simples, proporcionando uma leitura fácil e agradável, não só para os fãs dos filmes, mas também para quem não conheça a história, e penso que é para esses leitores, que nunca viram os filmes, que estes livros serão mais apelativos.

Todavia, o enredo torna-se mais complexo, com as viagens no tempo a ganharem outra dimensão na história, elevando a complexidade das leis da física que aqui são implementadas. No entanto, devido a esta complexidade, a grande maioria dos livros de viagens no tempo apresentam muitos erros. É quase inevitável e este livro não foge à regra. Acredito que se tivesse lido estes livros sem conhecer os filmes, tais erros passariam ao lado, mas, após ter visto os filmes tantas vezes nos últimos anos, tive tempo suficiente para perceber tudo o que está mal com esta trilogia. E sim, existem muitos erros... mas algum destes erros estraga a narrativa, enredo ou diversão? Não! Aliás, alguns dos erros que envolvem o paradoxo que é viajar no tempo, são aqui atenuados pelo autor que tenta dar indiretamente algumas explicações que não existem no filme.

E por isso voltamos à diversão que é ler estes livros. No meu caso existe uma constante sensação de nostalgia e um sorriso nos lábios quando recordo as frases mais icónicas nesta saga ou os momentos mais marcantes, e no fim apercebo-me que a grande maioria da leitura é feita a recordar aqueles exactos momentos. O trabalho feito nesta segunda adaptação está ao nível do anterior e, apesar de o enredo não ser tão bom, a diversão é a mesma e apenas falta a fantástica banda sonora que acompanha os filmes.

Em primeiro lugar, voltamos a aperceber-nos que o livro é mais completo do que o filme em quase todos os aspetos: personagens, enredo, complexidade física e seus paradoxos. Destacando as personagens, Marty e Doc continuam a ser as personagens em foco e, novamente, são as secundárias que ganham com esta adaptação, tendo mais tempo e protagonismo. A construção das mesmas está mais sólida e fica a noção que ficamos a conhecer mais um pouco destas personagens, tal como sentimos que o enredo nos dá mais, quer seja na base dos desenvolvimentos ou nos detalhes mais simples sobre a vida no passado ou no futuro. 

Para o próximo e último livro deixo uma opinião mais global à trilogia. Por agora volto a afirmar o mesmo que escrevi na opinião ao livro anterior: este é um livro divertido, virado para o público adolescente, e que consegue ser melhor do que o filme em termos de coesão de enredo. Para todos os que queiram começar a ler ficção científica mais juvenil, esta é uma grande saga.

Luís Pinto

1 comentário:

  1. Mais uma saga para comprar. Sempre a gastar dinheiro quando vejo os teus textos, mas estes até que são baratos e adorei os filmes por isso estou seguro que vou adorar os livros.

    Abraços

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