quarta-feira, 19 de outubro de 2016

A RAPARIGA DO CALENDÁRIO - Livro 2


Autor: Audrey Carlan

Título original: Calendar girl



Sinopse:  A jornada de Mia Saunders, acompanhante por força das circunstâncias, continua  neste segundo  volume  de A Rapariga do Calendário! Nos três meses que se seguem, Mia viaja para Boston, Oahu e Washington DC. 
Em Abril, faz-se passar pela namorada do mulherengo Mason Murphy, um jogador de basebol profissional que precisa de melhorar a sua imagem, e acaba por  descobrir que ele não é  exactamente  aquilo  de  que  estava à espera. 
Maio encontra Mia a incendiar o sangue de Tai Niko, modelo fotográfico e intérprete da dança do fogo samoano, enquanto participa numa campanha publicitária que tem como objectivo demonstrar que a beleza não é uma questão de tamanho.
Em Junho, a missão de Mia é servir de enfeite de braço a Warren Shipley, membro do grupo conhecido como Um por Cento. Enquanto finge ser uma caçadora de fortunas, descobre que Warren tem de facto um coração de ouro. Pena é que o atraente filho, Aaron, senador pela Califórnia, não seja em nada parecido com o pai.



Quando li o primeiro livro desta saga, agradou-me a originalidade da personagem principal, que ao fugir das habituais personagens principais do género erótico, consegue tornar o livro mais original. Mia, a personagem principal, demonstrou uma força e determinação que a afastam das mulheres mais submissas e menos confiantes que este género tanto tem explorado. Neste livro, Mia apresenta um lado mais pessoal, com muitas dúvidas a aparecerem devido às pressões da sua vida profissional e pessoal. No entanto, e apesar de ser um livro mais emotivo, Mia continua distante das personagens que costumam habitar neste género literário. 

Com esse efeito de originalidade/surpresa a desaparecer agora que cheguei ao segundo livro, a leitura foca-se no desenvolvimento da personagem, que a autora consegue aprofundar com alguma inteligência sem baixar o ritmo. Sendo um livro do género erótico, é preciso manter um certo ambiente e ritmo, e por isso o livro sofre por não explorar totalmente algumas personagens que estão bem criada e que poderiam dar mais. A isso junta-se o facto de a cada mês no enredo muitos personagens mudarem, não dando tempo a um grande aprofundamento, mas que em contra partida ajuda a aumentar a sensação de dúvida sobre alguns personagens sobre os quais criamos perguntas que não terão resposta. 

Posto isto, a fórmula está bem pensada e executada com inteligência mesmo tendo em conta que em nenhum momento se torna num livro fantástico. Obviamente que o leitor que procure este género de livros sabe que provavelmente não encontrará uma obra prima, pois o género exige uma certa face mais erótica e acaba sempre por criar alguns momentos mais forçados. Todavia, e tendo em conta os outros livros que já li dentro do género, esta saga é das mais originais em todos os aspetos. Tem, momentos forçados e tem alguns momentos em que a narrativa parece perder-se por não oferecer todas as respostas, mas se procuram uma saga erótica com originalidade, esta é a escolha.

Luís Pinto

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