segunda-feira, 25 de maio de 2015

UM HOMEM SEM PASSADO


Autor: Peter May

Título original: The Lewis man




Sinopse: Fin Macleod está de regresso à ilha que o viu nascer. Deixou a mulher, a vida e a carreira na Polícia de Edimburgo e está determinado a recuperar as suas relações antigas e a restaurar a quinta abandonada dos pais.
Entretanto, um cadáver não identificado é recuperado de um campo na ilha de Lewis. O corpo, perfeitamente preservado, está marcado por hediondos golpes de esfaqueamento. É inicialmente classificado pelos investigadores como o cadáver de um homem que viveu há dois mil anos. Até encontrarem uma tatuagem de Elvis no seu braço direito.
Quando os testes de ADN indicam um parentesco entre o cadáver recuperado da turfa e o pai de Marsaili, a paixão de infância de Fin, este vê o seu regresso assumir contornos mais turbulentos do que aquilo que inicialmente esperava.
Como Fin acabará por descobrir, é uma mentira que Tormod manteve por uma boa razão.



Há cerca de um ano li o primeiro livro desta trilogia. "A casa negra" foi um intenso policial que me deixou com muita vontade de ler este próximo livro. O resultado foi mais uma leitura intensa e forte, capaz de me viciar e de me surpreender em alguns momentos.

Em relação à qualidade, este livro está bastante perto do primeiro, o que é um bom elogio. No entanto, a verdade é que gostei mais deste livro do que do anterior, o que foi uma surpresa e é a minha forma de mostrar o quanto gostei desta leitura, que mesmo podendo não ter a qualidade constante do livro anterior, é muito mais viciante. Peter May criou mais um enredo inteligente e envolto num fantástico ambiente, capaz de nos fazer regressar àquela ilha.

Tal como no primeiro livro, o ambiente durante toda a leitura é pesado e bastante detalhado, sendo um dos maiores trunfos do livro ao explorar uma ilha que tem um peso enorme em todo o enredo, quer seja na forma como o autor nos dá o enredo mas também na identidade que a própria ilha tem, sendo capaz se ligar com toda a trama de forma quase perfeita. Com esta ilha vemos o enredo avançar, sempre a acelerar, enquanto começamos a sentir que muitas mentiras começam a aparecer, que algo está errado.

Um dos aspetos que mais me agradou neste livro foi a exploração que autor fez de Fin, personagem principal, conseguindo uma boa ligação entre este livro e o anterior, até para explicar algumas das suas decisões. No final do livro nota-se que a personagem está bastante coerente e que o autor nos prepara para alguns momentos que são importantes mesmo tendo impacto pequeno na leitura.

Para além do ambiente e de personagens interessantes, o enredo é bastante viciante, porque o autor mistura três ou quatro factos que não fazem sentido e deixa claro que haverá uma ligação, ligação essa que tentaremos criar na nossa própria investigação. No meu caso, durante a leitura criei duas teorias distintas mas que obrigariam a um arriscar do autor. Apesar de não ter acertado totalmente, a verdade é que gostei da forma como o autor arriscou e definiu o fim desta trama, com inteligência e coerência. foi, aliás, ao rever mentalmente o enredo que me começo a aperceber de pormenores que encaixam muito bem no final mas que não captei inicialmente, sendo uma sensação agradável.

Não querendo explorar o enredo, pois acho que a sinopse já faz o suficiente, posso dizer que gostei bastante deste livro. Foi uma leitura inteligente e intensa. O ambiente está fantástico e a ideia base também, tendo sido capaz de me agarrar facilmente. Se gostam de policiais negros com bons toques de exploração psicológica, este é um bom livro a ter na nossa lista de compras.

Luís Pinto

1 comentário:

  1. Olá!

    Já ouvi falar muito bem deste livro. Estou bastante curiosa pois gosto muito deste género literário.

    Boas leituras

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