quarta-feira, 16 de novembro de 2016

A RAPARIGA DO CALENDÁRIO - Livro 3


Autor: Audrey Carlan


Título original: Calendar Girl




Sinopse: A vida excitante de Mia Saunders continua no terceiro livro perversamente escaldante da série A Rapariga do Calendário! Nestes três meses, Mia desloca-se a Miami, ao Texas e à sua terra natal, Las Vegas.
Em julho, participará no videoclipe do artista de hip-hop Anton Santiago. A recuperar ainda do trauma sofrido em junho, a nossa rapariga abre o coração e descobre que correr riscos lhe pode trazer o que sempre desejou e muito mais.
Em agosto, Mia viaja para o Texas, assumindo o papel da irmã há muito desaparecida do magnata do petróleo Maxwell Cunningham. Mas se esse trabalho prometia à partida ser fácil, segredos do passado ameaçam pôr em causa aquilo em que Mia sempre acreditou.
Em setembro, a jovem regressa a Las Vegas, a cidade do pecado, onde o mundo à sua volta parece desmoronar à medida que aqueles que ama enfrentam batalhas decisivas.


Nos dois primeiros livros a a saga surpreendeu-me porque não se baseava apenas em erotismo, a personagem principal era forte e confiante, e o enredo tinha originalidade. No entanto, ao chegar ao terceiro livro fica sempre a dúvida que a fórmula pode estar gasta. Mas, para bem do livro, a autora percebeu isso mesmo e transforma esta saga em algo diferente. De um ponto de vista global e crítico, este é o melhor livro da saga, mas também é aquele que mais rompe com o género erótico enquanto base do enredo.

A autora leva-nos por uma viagem que destapa o passado da personagem, mostrando as suas origens e muito do porquê para algumas dúvidas que ficaram comigo aos ler os primeiros dois livros. com isto Mia fica muito mais coerente nas suas decisões passadas. Neste aspeto a construção de algumas personagens ganha bastante, com um bom aprofundamento e uma narrativa, que apesar de ter vários momentos eróticos, consegue canalizar a atenção do leitor para a personalidade de alguns personagens principais, com destaque também para novos personagens que conseguem oferecer qualidade ao livro com uma construção realista e poucos momentos forçados.

Com a boa construção da personagem e com o enredo a seguir por um caminho com várias revelações, fica a vontade de ler o último livro. Até agora esta foi a saga que mais se destacou no livros que li dentro do género, provavelmente por quebrar com vários clichés que estavam a ser usados em demasia. Opinião mais aprofundada ao último livro em breve.

Luís Pinto

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