quinta-feira, 24 de novembro de 2016

A RAPARIGA DO CALENDÁRIO - Livro 4


Autor: Audrey Carlan


Título original: Calendar girl




Sinopse: Em Outubro, Mia começa a sua nova vida a trabalhar num programa de TV matutino em que faz uma rubrica a respeito de viver em beleza. O seu homem lida com as sequelas do cativeiro e juntos encontram maneira de fazer face a todas as tormentas.
A seguir, Mia viaja até Nova Iorque para gravar um programa sobre as razões que as pessoas têm para dar graças. Todos os sonhos se estão a realizar... excepto um.
Finalmente, em Dezembro, a nossa menina dá por si no País das Maravilhas invernal, Aspen, no Colorado, para filmar um segmento sobre artistas locais. Só que as circunstâncias são muito peculiares.



Chego assim ao fim da saga erótica mais original que li. Volto a dizer o que disse nas opiniões anteriores a esta saga: a autora consegue quebrar com muitos dos clichés do género e cria algo novo, refrescante e que sem perder a identidade do género, consegue ser diferente dos outros livros que já li. Neste livro a ideia confirma-se. Claro que existem momentos forçados e que poderiam estar um pouco mais afastados do que o género costuma oferecer, mas no global a autora consegue criar uma saga diferente graças a dois fatores: a sua personagem principal e a base do enredo. 

Com o enredo a seguir um caminho bastante diferente do básico "Mulher fragilizada e Homem rico e sedutor com um segredo" acabei por gostar mais desta saga do que qualquer outra do género. A personagem principal também é o grande trunfo, pois é fácil criar uma ligação sentimental com ela sem sermos atropelados pela mulher fraca, traumatizada e desastrada que tantas vezes é a personagem deste género. Mia é uma personagem que sabe o que quer em certa parte e luta por isso. A sua personalidade forte, mesmo com os normais traumas que qualquer personagem pode ter, tornam-a única. Tal diferença ajuda bastante na interação com as personagens masculinas e o enredo ganha momentos inesperados com essas relações.

Em termos de qualidade este livro está ao nível dos outros, sendo talvez o mais diferente de todos e o que mais me surpreendeu pela forma como a autora criou o final. A ideia base foi bem conseguida durante os livros anteriores e aqui não precisa de ter o mesmo peso, focando o enredo mais em Mia de forma a que o leitor esteja preparados para as decisões finais necessárias para que o livro termine de forma coerente.

Pelo meio muito erotismo, alguns momentos cómicos e outros mais óbvios. No entanto, tal como nos livros anteriores, Mia consegue conquistar o leitor e acredito que este seja um dos livros favoritos dos fãs da saga. É, claramente, um livro focado no público feminino, mas, principalmente, é focado em quem gosta do género mas está cansado da falta de originalidade que muitos livros eróticos têm demonstrado nos últimos anos. Se gostam do género, então é a saga a ter em conta.

Luís Pinto

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