segunda-feira, 2 de novembro de 2015

A IRMANDADE DO SANTO SUDÁRIO


Autor: Julia Navarro





Sinopse: O maior milagre de todos está prestes a acontecer. Um incêndio na Catedral de Turim e a descoberta de um cadáver mutilado são os acontecimentos mais recentes numa série de outros, todos eles inquietantes, em torno do misterioso sudário que milhões de pessoas acreditam ter sido a mortalha de Cristo. Aqueles que ousam investigar o sucedido serão apanhados no fogo cruzado de um conflito milenar gerado por sacrifícios de sangue, assassínios e sociedades secretas ligadas aos dúbios Cavaleiros Templários.
A Irmandade do Santo Sudário atravessa séculos e cruza continentes, desde os céus tempestuosos sobre o Calvário até às modernas cidadelas de Istambul, Nova Iorque, Londres, Paris e Roma, passando por intrigas e traições em Bizâncio e nas cruzadas, até que atinge o seu clímax nos labirintos subterrâneos de Turim, onde serão expostas verdades espantosas acerca da história de uma fé, das paixões humanas e do maior milagre de todos…



Tendo como base a Irmandade do Santo Sudário e vários objetos que possam ter pertencido a Jesus durante a sua vida, este é um thriller que nos leva por vários lugares de grande importância histórica para o Cristianismo, sempre com intriga, conspirações e segredos a serem revelados.

Aproximando-se em alguns momentos de outros thrillers do género, como O Código Da Vinci, na forma como mistura ação e ficção com factos reais, a autora não usa uma narrativa com o ritmo tão alto como, por exemplo, Dan Brown, mas consegue facilmente agarrar o leitor. Para tal muito contribui o tema em si. A grande maioria dos leitores fica agarrado a um enredo de intriga e conspirações em que esperamos uma reviravolta a qualquer momento. A isso junta-se a investigação que marca o ritmo do enredo, enquanto os segredos são revelados numa montagem bem criada para que cada descoberta chegue no momento certo.

Gostei bastante da investigação da autora e da forma como a usou para criar ligações com outros factos históricos e algumas cidades para as quais a ação nos empurra. Torna-se fácil querer explorar aqueles locais e encontrar os detalhes que a autora explora, quer seja numa igreja, numa rua, numa fonte. Todavia, será preciso apreciar este tema e este género para sermos levado rapidamente pela narrativa.

A autora tem como grande catalisador  a investigação e não a ação em si, e tal agradou-me. O que faz a  história avançar são os segredos e a possibilidade de alguns objetos realmente existirem. Todavia, devido à forma como o livro está escrito, um leitor que procure um livro com ritmo elevado e muita ação, acabará desiludido e com a sensação que o livro é demasiado grande ou demasiado lento para o que seria necessário. Por outro lado quem procurar uma investigação mais pausada e diálogos mais completos, terá aqui uma opção interessante. Claro que podemos aceitar ou não a teoria final do enredo, mas pareceu-me uma ideia interessante a forma como a autora acaba o livro, mesmo que agrade mais a uns do que a outros, como sempre.

Em relação às personagens, gostei da maioria mesmo com alguns momentos mais forçados, em que certas decisões poderão parecer mais forçadas, talvez por não conhecermos totalmente a personagem em causa.

Não querendo revelar os melhores momentos do livro, basta-me dizer que já há algum tempo que não voltava a este tema dentro deste género, e apreciei o regresso. Não é dos melhores livros dentro do seu género, mas a sua investigação cuidadosa proporciona uma boa leitura que me agradou e que li com facilidade. Foi uma boa leitura de fim de verão e que agradará aos fãs!

Luís Pinto

3 comentários:

  1. Parece-me um livro interessante. Obrigada pela crítica.

    Boas leituras,
    Lúcia Matos

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  2. O meu género de livros. Já ouvi falar muito bem da autora mas nunca experimentei. Por vezes ainda regresso ao Dan Brown para voltar a sentir a adrenalina, mesmo já os tendo lido a todos.

    Este vai para a lista!

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  3. Boa análise e tema interessante. Livro a ter, talvez no natal, talvez nuns descontos que apareçam.

    Boas leituras,
    Faria

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