quinta-feira, 24 de maio de 2018

SEM SAÍDA


Autor: Taylor Adams

Título original: No exit



Sinopse: Uma forte tempestade de neve.
Darby Thorne é uma estudante universitária que se encontra a viajar de carro no meio das Montanhas Rochosas, desesperada para ir ter com a mãe ao hospital. Quando é atingida por um forte nevão, Darby é obrigada a permanecer numa área de repouso junto à estrada.
Quatro estranhos e uma criança raptada. Darby percebe que terá de pernoitar ali, juntamente com quatro estranhos. Até que descobre uma menina numa jaula dentro de um dos carros estacionados em frente à área de repouso. Quem é aquela criança? Porque se encontra presa? E qual dos quatro estranhos será o raptor?
Sem saber em quem confiar, o que fazer?
Não há rede de telemóvel, as linhas telefónicas não funcionam e não há por onde fugir, pois as estradas encontram-se cortadas devido à tempestade de neve.
Em quem poderá Darby confiar e como irá ela salvar a criança?



Achei a sinopse deste livro diferente do normal e decidi começar a ler. O género thriller está na moda e são muitos os novos autores que têm conseguido captar a atenção dos leitores, mas nem todos primam pela originalidade. Foi, provavelmente, por esse motivo que decidi ler estas páginas.

Globalmente, foi uma aposta muito positiva, mas vamos por partes. O autor tenta desde o início levar o leitor a consumir estas páginas sem parar, não nos dando tempo para questionar algumas coisas que podem parecer algo forçadas. A ideia é empurrar o leitor para um estado de total desconfiança, algo que o autor consegue com facilidade, e é aí que está o trunfo do livro. Com o ritmo elevado, o leitor não capta algumas inconsistências que o autor é obrigado a cometer para aumentar o suspense. Todavia, na segunda metade do livro os acontecimentos começam a encaixar, tornando o enredo mais coerente e inteligente. 

Outro aspeto interessante está na narrativa. A forma como o autor vai escrevendo as páginas torna tudo uma montanha russa de suspense e desconfiança, não só porque desconfiamos de todas as personagens, mas também da forma como o autor explora a própria história. Sendo um thriller que se desenrola durante muitas páginas num só local, gostei da forma como o autor explorou as personagens para que a ação não se tornasse demasiado repetitiva devido ao facto de estarmos perante poucas personagens. Para tal, o aprofundar das personagens é essencial, não só para percebermos as motivações e receios das mesmas, mas também para que certos valores morais encaixem com algumas decisões que de outra forma poderiam parecer forçados.

Com um final sempre a acelerar, gostei da forma coerente mas também arriscada com que o autor acaba este enredo. Ao olhar para trás, muito faz sentido se nos lembrarmos de alguns pormenores que fazem a diferença. Por outro lado, o suspense conseguiu agarrar-me ao ponto de ter lido o livro a grande velocidade. O resultado final foi uma leitura bastante viciante e intensa, algo que me surpreendeu. Se este é o vosso género, têm aqui uma leitura original e que vale a pena.

Luís Pinto 


quinta-feira, 10 de maio de 2018

A VIDA É YAMMI








Como todos vocês sabem, o foco deste blog não é o de falar sobre livros de culinária, até porque nem sequer percebo muito do assunto. No entanto, quando olhei para este livro, pensei que poderia falar sobre ele do ponto de vista de uma pessoa que cozinha diariamente mas sem dominar a área, que é o meu caso.

Decidi pegar então na Yammi e perceber até que ponto faria sentido uma pessoa como eu comprar este livro para fazer boas receitas e, de preferência, fáceis e rápidas.

Como qualquer livro de receitas, está dividido de forma intuitiva e gostei das imagens presentes em cada receita. É fácil perceber de imediato se será uma receita simples ou não, quando tempo demora e o que é preciso. Nada que outros livros já não tenham feito antes, mas é sempre um ponto essencial. Posto isto, decidi fazer todas as receitas do livro durante os últimos meses e ver se seria um livro a recomendar a alguém como eu e se estas receitas se adaptariam ao dia a dia para serem receitas uteis e que me poupassem tempo e trabalho.
 
Como em todos os livros de receitas, algumas das aqui presentes não voltarei a fazê-las, ou porque não gostei, ou porque não fazem sentido. A receita de ovos mexidos é boa, mas parece-me que pouco ou nada me beneficia em relação a fazê-los como sempre fiz. Por outro lado há receitas muito interessantes neste livro, não só na secção das bebidas (gostei de todas e já repeti várias), mas também nos pratos principais e nas entradas. Gostei, por exemplo, de fazer barritas de granola, pão, manteiga de amendoim, sopas, carbonara ou até Panna cotta. O trunfo não está apenas no resultado da receita, mas principalmente no quanto é mais fácil fazer tal receita na Yammi e não sem ela (pelo menos para mim).
 
Após alguns meses com este livro, a verdade é que repeti várias receitas, não só porque são boas mas porque se tornam mais simples com a Yammi. Como disse no início, nem todas as receitas voltarei a fazer, mas no geral este é um livro que me ajudou e que recomendo a quem procure novas receitas para a Yammi, ou até para outra máquina parecida, pois a verdade é que é possível adaptar com facilidade.
 
Luís Pinto

quarta-feira, 9 de maio de 2018

A RAPARIGA QUE LIA NO METRO

 
Autor: Christine Féret-Fleury
 
 
 
Sinopse: De segunda a sexta-feira, sempre à mesma hora matutina, Juliette apanha o metro em Paris. Nesse caminho diário e rotineiro para um emprego cada vez mais rotineiro, a viagem na linha seis é a única oportunidade de que Juliette dispõe para sonhar.
Aos poucos, essa necessidade espelha-se na observação dos demais passageiros, pelo menos, daqueles que leem: a velha senhora que coleciona edições raras, o ornitólogo amador, a rapariga apaixonada que chora sempre na página 247. Com curiosidade e ternura, Juliette observa-os como se, pelas suas leituras, lhes adivinhasse as paixões, e a diversidade das suas existências pudesse dar cor à sua vida, tão monótona e previsível.
Até ao dia em que, seguindo um impulso invulgar, decide descer duas estações antes da paragem habitual - e esse gesto, aparentemente inocente e aleatório, acabará por se tornar o primeiro passo de uma experiência completamente alucinante e tão perturbadora quanto a de Alice no País das Maravilhas.
 
 
 
Este é um livro diferente dos que costumo ler. É um livro que por vezes parece um sonho, uma mistura de acontecimentos que nos levam a retirar lições de vida e a questionar a nossa própria rotina, mas sempre num ambiente suave e muitas vezes sorridente. Quando a sinopse menciona Alice no País das Maravilhas, revela um pouco a narrativa deste livro e também o seu alvo. Este é um livro adolescente e que por vezes é adulto com as mensagens que cria.
 
Gostei da escrita da autora, suave, sonhadora e capaz de explorar as personagens com inteligência. É, apesar de tudo, um livro com alguns clichés, levando a que algumas revelações não sejam surpreendentes mas que servem para criar momentos de lição de vida e que oferecem ao livro a maturidade para uma obra que se foca em adolescentes e que também agradará a adultos.
 
Para criar as várias situações de vida, a autora cria personagens bastante distintas, não só na posição social, mas também nas personalidades em si, e com isso o enredo avança, com aproximações ou afastamentos entre personagens, mas sempre com a capacidade de explorar esses acontecimentos e decisões. É, apesar de tudo, um livro que não devemos apenas ler, mas também sobre o qual refletir.  
 
Globalmente é um livro adolescente, com algumas falhas e momentos forçados, não sendo um livro que tem como propósito contar uma história fantásticas mas sim ensinar algo. É uma homenagem aos livros, aos leitores, aos escritores, e que deixará um leitor a sorrir. Um livro diferente e que tenta ser tão imprevisível como são as vidas de algumas personagens. Se procuram uma leitura diferente e se a sinopse vos deixou curiosos, então é um livro a ler e que certamente vos fará sorrir.
 
Luís Pinto
 
 

terça-feira, 8 de maio de 2018

Passatempo: Pack - Call of Duty



PASSATEMPO

Pack - Call of Duty


Comando PS4 Call of Duty

T-shirt Call of Duty WWII




Com os últimos passatempos a serem um sucesso, torna-se mais fácil conseguir novos passatempos, e desta vez oferecemos um comando para Playstation 4 e ainda uma t-shirt do famoso Call of Duty

 

 Uma vez mais temos uma parceria com o blog Tek Test e espero que seja um sucesso para que os passatempo possam continuar!
 

 
Aproveito ainda, como sempre, para agradecer a todos os que tornaram possível este passatempo!



 
Regras do passatempo:

- Apenas é permitida uma participação por pessoa.
- Tem de ser fã do blog Ler y Criticar (link aqui)
- Tem de ser fã do blog Tek Test (link aqui)
- Tem de seguir o canal Tek Test no Youtube (link aqui)
- O passatempo termina dia 19 de maio 
- Preencher o formulário abaixo

- O vencedor será contactado para indicar o tamanho de t-shirt

- Se partilharem o passatempo e indicarem um amigo na partilha, a vossa participação conta a dobrar (não é obrigatório para participarem)


Boa sorte a todos!







TENHO DE SABER

 
Autor: Karen Cleveland
 
Título original: Need to know
 
 
 
Sinopse: Ao perseguir uma célula de agentes russos adormecidos em território americano, uma analista da CIA descobre um terrível segredo. Vivian Miller é uma dedicada analista de contra-espionagem que tem por missão descobrir os chefes das células de agentes adormecidos a operar nos Estados Unidos.
Ao aceder ao computador de um possível operacional russo, Vivian tropeça num ficheiro secreto sobre agentes infiltrados em território americano. Depois de mais alguns cliques, tudo aquilo que para ela é importante - o trabalho, o marido e até os quatro filhos - se encontra ameaçado.
Karen Cleveland, a autora do fenómeno editorial do momento, trabalhou para a CIA como analista durante oito anos, os últimos seis ligados ao contraterrorismo.
 
 
 
Regresso uma vez mais à espionagem para ler o livro sensação de Karen Cleveland, um livro que tem sido bastante falado pela crítica internacional.
 
Em primeiro lugar é preciso afirmar que este livro agarra o leitor de imediato, sendo, claramente, um dos aspetos mais positivos desta narrativa. A autora começa com uma ideia interessante e bem explorada no primeiro terço do livro, sendo fácil as várias dúvidas levarem um leitor a criar várias perguntas e teorias. Com isso o livro torna-se bastante viciante e muitas dessas perguntas apenas terão resposta nas últimas páginas.
 
Gostei da personagem principal apesar de em alguns momentos as suas decisões me parecem algo forçadas, por não encaixarem muito bem na personagem, mas que se compreendem devido à situação em si. O ritmo da narrativa é irregular, sendo bem usado para criar momentos de tensão ou de sensação de urgência. O ritmo quase em montanha russa ajuda a explorar algumas personagens, mas sem nunca baixar demasiado o ritmo, até porque a cada resposta dada, uma nova questão é criada, levando a que se continue a ler a grande velocidade.
 
O enredo é inteligente e especialmente focado na parte emocional das personagens e nas suas decisões. Acaba, por isso, por não ser um enredo focado na espionagem em si, mas antes nas personagens que fazem a espionagem. Com isso, a narrativa torna-se bastante emotiva, explorando os receios e objetivos das personagens e, principalmente, o porquê de algumas decisões, sendo esta exploração bem conseguida mesmo naquelas decisões que são um pouco mais forçadas para que o suspense se mantenha.
 
Este é um livro muito viciante. Foge dos livros de espionagem pura e mistura boas doses de thriller num ritmo acelerado. O enredo é inteligente e montado à volta da personagem principal e apresenta um final algo previsível se estivermos atentos à construção das personagens, tornando-se num final coerente. Globalmente, e apesar de este livro não estar entre os melhores de espionagem, é fácil perceber o porquê de estar a ser tão falado nos países em que foi lançado. É viciante, agarra o leitor e leva-nos a questionar muitas personagens. Intenso e inteligente, agradará aos fãs do género thriller e espionagem rápida, e dentro do género de espionagem mais rápida este é um bom livro para se ler. Será, certamente, uma boa leitura de verão!
 
Luís Pinto