sábado, 7 de fevereiro de 2015

Passatempo: O Bicho-da-seda - Vencedor!


PASSATEMPO

O Bicho-da-Seda


Vencedor!


Chegou ao fim mais um passatempo em parceria com a Editorial Presença, e já temos o vencedor que irá receber um exemplar do novo livro de Robert Galbraith!

Obrigado a todos os que participaram, e desejamos melhor sorte para a próxima caso não tenham ganho. Aproveitem ainda outros passatempos do blog e estejam atentos porque a opinião a este livro está quase a sair!

E o vencedor é:

Catarina Susana Gonçalves Pereira

Parabéns à vencedora!



Sinopse: Quando o escritor Owen Quine desaparece, a sua mulher contrata os serviços do detetive privado Cormoran Strike. De início pensa que o marido se ausentou por uns dias - como já acontecera anteriormente - e recorre a Strike para o encontrar e trazer de volta a casa. No decorrer da investigação, torna-se claro que o desaparecimento do escritor esconde algo mais. Quine tinha acabado de escrever um romance onde caracterizava de forma perversa quase todas as pessoas que conhecia. Se o livro fosse publicado iria certamente arruinar algumas vidas - pelo que haveria várias pessoas interessadas em silenciá-lo. E quando Quine é encontrado, brutalmente assassinado em circunstâncias estranhas, começa uma corrida contra o tempo para tentar perceber a motivação do cruel assassino, um assassino diferente de todos aqueles com quem Strike se tinha cruzado...

Robert Galbraith é um pseudónimo de J. K. Rowling, a autora dos livros da série Harry Potter e de Uma Morte Súbita, também publicados em Portugal pela Editorial Presença.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

UM CONTO DE NATAL


Autor: Charles Dickens

Título original: A Christmas carol



Sinopse: Um Conto de Natal ou O Natal do Sr. Scrooge é talvez um dos mais conhecidos contos da literatura universal e, sem dúvida, o mais conhecido conto de Natal. Nele, todo o sortilégio do Natal é tratado na prosa de um dos melhores caricaturistas sociais de todos os tempos, que foi talvez aquele que melhor soube apreender e transmitir o espírito do Natal!
Inúmeras vezes adaptado ao teatro, cinema e televisão, poucos serão aqueles que ainda não ouviram falar do fantasma do Natal Passado, do fantasma do Natal Presente e do Fantasma do Natal Futuro e do velho avarento que é visitado por estes espíritos que lhe transmitirão o verdadeiro sentido do Natal.


É uma das histórias mais famosas da literatura. Lembro-me de em criança ver uma adaptação deste conto, em que Mickey e companhia eram os atores principais. Durante anos adorei esta história, e a verdade é que não tinha a maturidade suficiente para a compreender, mas houve algo que me ensinou sem sequer notar. É isso que as melhores histórias fazem: ensinam algo, qualquer que seja a idade do leitor, qualquer que seja a mensagem, há algo que retemos.

O que torna este livro no grande clássico que todos nós conhecemos é o facto de existirem tantas mensagens nesta pequena obra. A capacidade que o autor teve ao mostrar-nos a vida do personagem principal com a ajuda de três fantasmas é, por mais simples que pareça, de uma objetividade impressionante, pois tudo o que precisamos de saber sobre o personagem está ali descrito, em pequenos momentos que marcam a nossa vida.

Poucas coisas estão presentes a cada segundo da nossa vida... a noção de morte, a necessidade de amor, o poder do dinheiro nesta sociedade. Aqui, neste imortal clássico, fala-se destes três pontos, e como damos mais valor a uns do que a outros. Afinal, o que é mais importante na nossa vida? Quando Shakespeare escreve o momento em que Hamlet olha para a caveira e nos diz indiretamente que por mais que tentemos ser luxuosos, bonitos e tentemos enganar a velhice, todos terminaremos assim, numa caveira, o que nos está a dizer o autor? Aqui, quando Scrooge vê o seu futuro, com todo o seu dinheiro, o que está Dickens a mostrar-nos?

Este é um livro que todos deviam ler, seja qual for a idade, há aqui muito para aprender e pensar. A importância da família, de amigos, e de ter prazer a ajudar e a dar sorrisos aos que nos rodeiam. Este é um livro que nos indica que há coisas que não sendo materiais, são demasiado importantes para abdicarmos delas, porque as coisas materiais dão mais prazer quando são partilhadas com quem amamos.

O que faríamos nós se fossemos visitados por estes fantasmas? O que mudávamos? O que é, realmente, importante para nós?... Um livro obrigatório, cheio de significados, diferentes para cada leitor, mas universal à humanidade. Se estes fantasmas nos visitassem realmente, talvez todos nós fizéssemos algo melhor no nosso futuro, mesmo sem o percebermos. Um livro fantástico. Leiam-no, mas não se limitem a ler. Sintam-no, pensem sobre ele, e ofereçam-no aos vossos filhos. 

Luís Pinto

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Passatempo: Nigella - Vencedor!


PASSATEMPO

Cozinha com a Nigella

Vencedor!



Chegou ao fim mais um passatempo, com várias participações e tenho de agradecer a todos os que divulgaram e participaram neste passatempo!

Infelizmente apenas podemos oferecer um livro, mas tentarei repetir este passatempo nos próximos meses!

A todos os que não ganharam, boa sorte para a próxima!

E o vencedor é: 

Rute G. Alves Correia

Parabéns à vencedora!

Novos passatempos nos próximos dias!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

A ÉTICA DAS FINANÇAS


Autor: Robert J. Shiller

Título original: Finance and the good Society




Sinopse: A reputação da indústria financeira, no doloroso rescaldo da crise de 2008, não podia ser pior. Robert Shiller não é apologista dos pecados financeiros; é, provavelmente, a única pessoa a ter previsto tanto a bolha do mercado de ações de 2000 como a bolha imobiliária que levou ao colapso das hipotecas subprime. No entanto, neste livro, importante e oportuno, Shiller argumenta que, em vez de condenar as finanças, é antes necessário recuperá-las com vista ao bem comum. 


Hoje trago-vos um livro diferente e, portanto, uma opinião diferente. Li este livro porque o tema me interessa e porque Shiller é um dos grandes nomes da Economia mundial (ainda há uns dias veio a público afirmar que Portugal é o melhor país para se investir). Com uma escrita interessante, Shiller tenta descortinar o que nós, povo, podemos ganhar com a economia, o quanto ela nos mudou a vida, e o quanto a economia precisa de ser alterada para que se revitalize.

Sendo apenas um livro para quem se interesse pelo assunto, Shiller tenta falar numa linguagem que seja acessível a quem tenha poucas noções da área, podendo um leitor sem grande conhecimentos de economia entrar neste mundo e perceber os conceitos básicos que sustentam a economia e, principalmente, as teorias do autor. Assim, direto e com uma narrativa inteligente e bem montada, vemos como o autor acredita que o mundo económico deve sustentar os bens de cada pessoa, tornando-se mais claro, mais justo e com um objetivo delineado de ajudar à sustentação de cada um. 

De forma global, enquanto demonstra algumas teorias falhadas e algumas causas para o estado atual da economia, o autor afirma que a criatividade é fundamental na economia para que a mesma possa evoluir em vez de estagnar nos conceitos das últimas décadas. Com o fosso entre ricos e pobres cada vez maior, Shiller apresenta o porquê desse fosso, algumas ideias para o combater e o que temos de mudar na mentalidade, deixando de olhar para a economia como apenas acessível a alguns, dando oportunidade a todos para gerirem e terem maiores noções do que a economia lhes pode oferecer.

Não existe muito que possa analisar neste livro. Esta minha análise é mais para vos recomendar um livro que me interessou bastante dentro do género e que por ter uma linguagem acessível, recomendo a quem queria mergulhar no mundo da economia, percebendo algumas tendência, desmistificando alguns problemas, respondendo a algumas perguntas, convidando o leitor a estudar este mundo.

Luís Pinto 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O PRISIONEIRO DO CÉU


Autor: Carlos Ruiz Zafón

Título original: El prisionero del Cielo




Sinopse: Barcelona, 1957. Daniel Sempere e o amigo Fermín, os heróis de A Sombra do Vento, regressam à aventura, para enfrentar o maior desafio das suas vidas. Quando tudo lhes começava a sorrir, uma inquietante personagem visita a livraria de Sempere e ameaça revelar um terrível segredo, enterrado há duas décadas na obscura memória da cidade. Ao conhecer a verdade, Daniel vai concluir que o seu destino o arrasta inexoravelmente a confrontar-se com a maior das sombras: a que está a crescer dentro de si. Transbordante de intriga e de emoção, O Prisioneiro do Céu é um romance magistral, que o vai emocionar como da primeira vez, onde os fios de A Sombra do Vento e de O Jogo do Anjo convergem através do feitiço da literatura e nos conduzem ao enigma que se esconde no coração do Cemitério dos Livros Esquecidos.


Sem dúvida um dos melhores livro deste autor. Tal como todos os outros livros do autor, também este pode ser lido sem conhecimento das histórias anteriores, mas o conhecimento que os anteriores livros da saga nos dão é essencial para que nos seja possível perceber todos os detalhes que o autor espalha pelo enredo. Atentos, percebemos quando os livros se aproximam, vemos as ligações e tudo fica mais coeso, mais completo, com maior significado.

Neste livro, Zafón cria um grupo muito interessante de personagens e adiciona alguns já conhecidos, como Daniel, o personagem fulcral deste enredo. Aos poucos, enquanto o enredo é desvendado, vemos como Daniel é o catalisador do enredo, o homem que, sem querer, faz toda a trama avançar, desvendar-se e surpreender o leitor. Com uma narrativa dentro do seu estilo, Zafón acelera um pouco mais do que no livro anterior, agarrando o leitor de imediato, mostrando-lhe que a surpresa irá aparecer, e aparece.

No entanto, apesar de o ritmo ser mais alto, o autor não deixa de usar o seu estilo metódico, cheio de significado, por vezes quase incompreensível no imediato, criando no leitor uma sensação de que não estamos a ver tudo, que algo nos está a falhar. 

O que me surpreendeu mais neste enredo é o facto de ele se tornar muito mais psicológico do que eu estava à espera nas primeiras páginas. É verdade que o autor é mestre em levar o enredo para uma área sombria, enevoada, em que a parte psicológica dos personagens se revela, e aqui Zafón tem um dos seus melhores trabalhos no género, e tal é conseguido porque não vemos apenas o personagem a questionar-se... nós também nos questionamos. No fim, quando tudo se revela, as ligações são feitas, os livros encaixam, e sentimos que estamos no final da saga, que o plano de Zafón foi este e foi alcançado com grande qualidade. 

O que Zafón oferece aqui é um livro muito bom que torna toda a saga ainda melhor. É verdade que tem alguns momentos que parecem forçados, outros que são previsíveis, mas nada que retire qualidade a um livro que explora muito bem as suas personagens e transporta o leitor para um mundo sombrio com grande facilidade. Totalmente recomendado a quem gostar do género. Muito bom!

Luís Pinto