quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Passatempo: Pack Sylvia Day - vencedor!


PASSATEMPO

Pack Sylvia Day

Feitiço
Pecado


Chegou ao fim mais um passatempo aqui no blog, com muitas participações, e, novamente, devo agradecer aos que tornaram este passatempo possível e a todos os que participaram.

Muito obrigado a todos. Infelizmente apenas podemos oferecer um pack. A todos os que não ganharam, não percam a oportunidade de participar em outros dois passatempos ativos no blog neste momentos.




E o vencedor é:

Marta R. da Cruz Oliveira

Parabéns à vencedora!

Estejam atentos a novos passatempos!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

EU, ALEX CROSS


Autor: James Patterson

Título original: I, Alex Cross




Sinopse: Um crime macabro. Alex Cross acaba de prometer à família que irá estar mais presente nas suas vidas quando recebe a notícia chocante de que a sua sobrinha foi barbaramente assassinada. Determinado a descobrir o criminoso, depressa percebe que ela estava envolvida num esquema de acompanhantes de luxo que concretizavam as fantasias dos homens mais poderosos de Washington, DC. E ela não foi a única vítima.
Um assassino infiltrado no poder. A caça ao assassino leva o detetive e a sua companheira, a detetive Bree Stone, a entrarem num mundo a que só os mais ricos e poderosos têm acesso. À medida que se aproxima da verdade, Alex Cross descobre segredos que poderão fazer tremer o mundo inteiro. Uma coisa é certa: quem está nesse círculo restrito tudo fará para manter os seus segredos bem guardados.



Este foi uma das minhas leituras favoritas deste autor. "Eu, Alex Cross" é mais pessoal do que a maioria dos livros de Patterson e oferece uma mistura do melhor que o autor já nos ofereceu. Curiosamente, é estranho sentir que este livro poderia ser ainda mais rápido, pois tens sub-enredos que pouco oferecem à narrativa principal e à construção de personagens. Mas, podendo ser já uma intro para próximos livros (pois o autor raramente "enche" os seus livros), não o posso criticar até ver o que estes sub-enredos irão oferecer no futuro. 

Aqui Patterson mistura vários temas. A política tem agora um peso maior no enredo e mistura-se nos problemas pessoais das personagens principais. O que Patterson tenta alcançar neste livro é a demonstração que certos acontecimentos podem acontecer a qualquer momento. A vida é mesmo isso... de repente algo pode acontecer. Aqui Patterson tenta colocar Cross nessa situação, em que o "controlo" da sua vida lhe foge devido ao aglomerar de alguns acontecimentos. 

Como sempre, o autor prende-nos com a mesma fórmula, e continua a resultar. A verdade é que facilmente conseguimos identificar os aspetos essenciais desta fórmula vencedora: capítulos curtos em que no final de cada fica a vontade de ler o próximo, ritmo elevado, sem parar para descrever algo que não seja fundamental, e ainda alguns saltos entre "bons" e "maus" para que seja possível perceber o porquê, levando a que não seja necessário receber toda a informação no fim. O problema é que apesar de a fórmula estar estudada, muito poucos a conseguem reproduzir com qualidade, mas Patterson é o mestre do seu peculiar género. 

Com a fórmula usada, Patterson explora o mundo secreto que apenas o dinheiro consegue comprar e manter, criado de imediato uma aura de secretismo na narrativa, pois estamos a ver a descrição de um mundo ao qual não temos acesso, dando ao autor a liberdade para criar, e a nós a liberdade de especular sobre as possibilidades. A isto Patterson alia uma trama mais próxima de Cross e o livro torna-se, tal como o livro anterior, num enredo mais pessoal, ideal para se explorar a família de Cross e os traumas do detetive. 

Tudo o resto que possa aqui analisar apenas irá estragar as surpresas que o autor nos reservou nestas páginas. Intenso, mesmo que mais lento do que os outros livro da série, este é o mais pessoal dos enredos e aquele em que conhecemos melhor Alex Cross, porque é nos piores momentos que nos revelamos realmente, e Cross não é exceção. Mais um livro dentro do nível que James Patterson nos habituou e um dos que gostei mais, principalmente porque ao ir conhecendo o personagem principal, vou apreciando melhor as suas decisões, os seus medos, levando-me a apreciar mais o enredo.

Luís Pinto

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

AS LUZES DE SETEMBRO


Autor: Carlos Ruiz Zafón

Título original: Las luces de septiembre



Sinopse: Um misterioso fabricante de brinquedos que vive em reclusão numa gigantesca mansão povoada de seres mecânicos e sombras do passado... 
Um enigma em torno de estranhas luzes que brilham entre a neblina que rodeia a ilhota do farol. Um ser de pesadelo que se oculta nas profundezas do bosque... 
Estes e outros elementos tecem a trama do mistério que unirá Irene e Ismael para sempre durante um mágico Verão em Baía Azul. Um enigma que os levará a viver a mais emocionante das aventuras num labiríntico mundo povoado de luzes.
Um livro fascinante de intriga, fantasia, mistério e amor com uma tensão e um suspense que aumenta à medida que avançamos na história. E sempre envoltos numa atmosfera ameaçadora.



O fim da trilogia Neblina é o ponto mais alto da mesma. Este terceiro livro da famosa trilogia de Zafón é mais adulto, mais negro, mais intenso, e mesmo sabendo que o livro nos irá surpreender, iremos ficar surpreendidos.

Para mim, este é dos melhores livros juvenis que li nos últimos tempos. Muito mais maduro, o enredo leva-nos por ambientes sombrios e onde o terror ganha um novo peso. A escrita de Zafón consegue ser fascinante, consegue abraçar-nos e levar-nos para uma casa que aos poucos nos arrepia e seduz. E é neste ambiente, magnificamente criado, que a narrativa nos leva a conhecer os personagens principais. Acreditando que cada leitor crie as suas próprias ligações, a minha ligação mais forte neste livro foi com Ismael. A isto se deve o facto de o autor explorar mais estas personagens do que fez nos anteriores livros da saga, tornando o enredo em algo mais pessoal e que tem como base as próprias pessoas.

É esse o grande trunfo do livro, o facto de num ambiente de terror serem os traumas de cada personagem que nos levarão a continuar a ler, querendo saber o que acontecerá de seguida. E, lentamente, o que parece ser um livro de thriller/terror, transforma-se num livro psicológico, onde as personagens e os seus segredos me surpreenderam, tornando, inevitavelmente, este enredo numa história sobre aqueles que se transformam devido a um acontecimento: o abrir dos olhos para a realidade em que vivemos, ou a perda da inocência que nos altera para sempre o caminho que na juventude traçamos para a nossa vida.

Com uma escrita inteligente e cheia de significado, Zafón leva-nos pelos corredores de uma casa que não queremos conhecer, e esses corredores não são mais do que as próprias vidas dos seus personagens, demonstrando que devemos continuar em frente, mesmo que o caminho seja o mais difícil. No final, seremos surpreendidos, e as ligações entre os três livros é feita de forma ténue, mas perfeita. 

Com uma trilogia adolescente, Zafón cresce e leva o leitor a crescer. O leitor mais adulto pode estranhar algumas personagens mais juvenis, alguns momentos mais óbvios, mas no global, a trilogia tem a qualidade que este género de livro deve ter. Rápido, intenso e inteligente, esta é uma trilogia para qualquer idade desde que se goste do género, e acredito que a grande maioria dos fãs do autor gostem muito, porque a magnífica escrita de Zafón está aqui bem presente, dando um toque de qualidade que poucos autores alcançam.

Luís Pinto

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Passatempo: O Bicho-da-Seda


PASSATEMPO

O Bicho-da-Seda
de Robert Galbraith


Hoje começa, em parceria com a Editorial Presença, mais um passatempo que me deixou bastante entusiasmado. Depois de um primeiro livro que gostei bastante, Cormoran Strike está de volta.

Para participarem basta responderem a uma pergunta e preencherem o formulário.

O passatempo termina dia 30 de janeiro e apenas é permitida uma participação por pessoa.

Podem encontrar a resposta à pergunta na sinopse do livro.

Boa sorte a todos!


Sinopse: Quando o escritor Owen Quine desaparece, a sua mulher contrata os serviços do detetive privado Cormoran Strike. De início pensa que o marido se ausentou por uns dias - como já acontecera anteriormente - e recorre a Strike para o encontrar e trazer de volta a casa. No decorrer da investigação, torna-se claro que o desaparecimento do escritor esconde algo mais. Quine tinha acabado de escrever um romance onde caracterizava de forma perversa quase todas as pessoas que conhecia. Se o livro fosse publicado iria certamente arruinar algumas vidas - pelo que haveria várias pessoas interessadas em silenciá-lo. E quando Quine é encontrado, brutalmente assassinado em circunstâncias estranhas, começa uma corrida contra o tempo para tentar perceber a motivação do cruel assassino, um assassino diferente de todos aqueles com quem Strike se tinha cruzado... 

Robert Galbraith é um pseudónimo de J. K. Rowling, a autora dos livros da série Harry Potter e de Uma Morte Súbita, também publicados em Portugal pela Editorial Presença.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

ALEX CROSS - A CAÇA


Autor: James Patterson

Título original: Cross Country




Sinopse: O detetive Alex Cross é chamado ao local do pior crime a que alguma vez assistiu. Uma família inteira foi assassinada de forma brutal e impiedosa, e uma das vítimas era uma antiga paixão sua.
O mesmo tipo de crimes sucede-se, mantendo um padrão semelhante: a morte de famílias inteiras, cujos corpos são depois objeto de uma crueldade violenta. Alex Cross e a sua namorada atual, Brianna Stone, mergulham neste caso e enredam-se na teia do mortífero submundo de Washington DC. Aquilo que descobrem é tão chocante que mal conseguem compreendê-lo: os assassinos pertencem a um gangue altamente organizado, encabeçado por um diabólico senhor da guerra conhecido como Tigre. Quando o rasto deste temível assassino desemboca em África, Alex sabe que tem de segui-lo. Desprotegido e só, Alex é torturado e perseguido pelo gangue do Tigre.



Novamente regresso a mais um livro de James Patterson. O seu estilo continua o mesmo e nós voltamos a ler sem parar, sem conseguir fechar o livro antes da última página.

Este livro deixou-me uma sensação estranha, porque acredito que li um dos melhores livros do autor, mas não foi dos que mais me agradou. Começando pela qualidade do livro em si, Patterson cria um enredo que explora bastante as suas personagens principais, principalmente Cross, tornando este livro mais pessoal, mas também mais profundo. A isto alia-se o facto de o autor fugir da sua "zona de conforto" e levar o enredo até África, onde nos irá mostrar algumas das atrocidades feitas em alguns países.

De uma forma geral, devido a esta singular e forte visão, "A caça" é um dos livros mais sombrios da saga, sendo claro que o autor levou Cross a África, não pelo enredo em si, mas para mostrar muito do que lá acontece. Devido a este forçar, é perceptível que alguns momentos são originados por uma coincidência que levará alguns leitores a não gostarem tanto desses momentos forçados, mas a realidade africana consegue prender de tal forma a nossa atenção que esses momentos são deixados para trás.

Todavia, com esse forçar, o enredo perde um pouco a sua capacidade de nos surpreender, pois forca-se mais em África e nas personagens do que na trama. Como já o disse, tal aumentou a qualidade do livro, mas perde um pouco na capacidade de nos surpreender, pois começamos a adivinhar o que aí vem. Tal facto apenas não é mau porque os momentos que Patterson nos dá aqui são de grande intensidade, originando mais um livro rápido, com escrita direta e capítulos curtos que não nos deixam descansar.

O objetivo, bem delineado e estruturado, passa, principalmente, por nos dar uma noção de uma realidade violenta que sabemos que existe, mas que rapidamente nos esquecemos. A realidade de alguns países africanos choca e leva-nos a pensar durante algum tempo sobre as brutais diferenças entre nascer, por exemplo em Portugal, e em países como a Nigéria. Mas, enquanto sociedade, acabamos por esquecer desde que o problema não esteja à nossa frente, e é isso que Patterson faz neste enredo: leva o problema à civilização ocidental, abrindo alguns olhos.

Após ter lido tantos livros do autor, começa a ser fácil adivinhar algumas surpresas caso estejamos atentos. Patterson é vítima do seu próprio ritmo, pois ao apenas escrever sobre o fundamental, por vezes questionamos o porquê de o autor ter escrito aquilo, e depois adivinhamos o porquê. No entanto, por mais que nos seja possível adivinhar algo das páginas seguintes, a verdade é que é impossível parar de ler. Patterson vende o que vende porque consegue praticar a perfeição de uma fórmula vencedora. Os seus livros não são obras primas, não o tentam ser, mas conseguem agarrar o leitor até ao fim, raptando-nos do nosso mundo, vivendo qualquer enredo com grande intensidade. Se gostam do autor, já sabem o que esperar, e mesmo não tendo sido dos que mais gostei, acredito que é, provavelmente, o Alex Cross com mais qualidade que li até agora.

Luís Pinto