segunda-feira, 16 de março de 2020

PESADELOS DESPERTOS


Autor: Rúben Martins



Sinopse: Cinco histórias que desafiam a razão, o medo e o receio do ser humano. a curiosidade, o lado negro de cada um, a sensação de isolamento, seres sombrios e mitológicos que se cruzam connosco e nos fazem viver os piores pesadelos. Locais assombrados há muito esquecidos que guardam histórias nunca antes contadas.
Conheça os segredos de Twin Falls, uma cidade onde o mal prevalece à espreita em cada esquina. Tranque as portas e janelas da sua casa, sente-se confortável, e mergulhe neste mundo onde os pesadelos não são um sonho, mas sim uma realidade!




Este livro de Rúben Martins é um interessante thriller psicológico dividido em cinco histórias que se afastam e aproximam de várias formas, explorando os lados mais negros e profundos da mente.

A viagem que é esta leitura poderá não ser para todos os leitores, é preciso gostar deste género de leitura porque o autor foca-se bastante no aprofundar da mente de algumas personagens, e em todas as personagens o foco é diferente de alguma forma. Algo que me agradou.

Este é um livro sobre o medo, sobre as ideias, imagens e cenários que criamos na nossa mente e que nos consomem, mas também sobre a força da curiosidade, do instinto humano de querer saber mais, de ver melhor, de explorar o desconhecido, quer seja algo inofensivo ou algo que o faz tremer. E esse aprofundar leva-nos ao lado mais negro da mente de cada pessoa, consciente ou não, que tantas vezes nos controla. E com isso, o leitor acaba por sentir o que algumas personagens sentem nestas páginas. A sensação de que estão sozinhos.

Sendo um livro pequenos, não quero aprofundar a história, mas de um ponto de vista crítico devo dizer que o livro tem uma boa ideia base. O autor por vezes não explorou alguns temas como eu esperava e em alguns momentos senti que certos acontecimentos eram forçados, mas a escrita e o ritmo da narrativa fizeram-me continuar sem grande problema. Nas revelações finais percebe-se o quanto a ideia está lá desde a primeira página e, apesar de algumas revelações terem sido mais óbvias, a verdade é que outras me surpreenderam e gostei da forma como o autor arriscou em certos momentos.

Não é, claramente, um livro que possa agradar a todos, porque é um livro negro, psicológico e que leva o leitor por um caminho que nos fará explorar os nosso próprios monstros que temos adormecidos. Mas, se apreciam este género de livros, esta será uma viagem interessante.

Luís Pinto


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