Mostrar mensagens com a etiqueta David Anthony Durham. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta David Anthony Durham. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Notícia: Ler y Criticar mencionado no Blog do Autor de Acácia!



  O Blog Ler y Criticar foi mencionado no blog oficial do autor de Acácia, David Anthony Durham. Sendo assim decidi divulgar o seu post e também o seu blog oficial para os que ainda não o conheçam. Aproveitem para visitar o blog e ficarem a conhecer mais sobre este autor e o mundo que criou.


Deixo-vos aqui o link:





Obrigado David Anthony Durham pelo post e boa sorte com os próximos livros!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

ACÁCIA - Presságios de Inverno


Autor: David Anthony Durham

Título original: Acacia – The War with the Mein


O primeiro livro de Acácia prometia uma boa continuação. Com um mundo interessante, muito devido à escravidão que sustenta todo o poder económico dos povos, e uma boa diversidade étnica/cultural, Durham apresentara algumas personagens que me conseguiram prender e esperar por este livro, porque a verdade é que ficara a necessidade de perceber o que poderia esta saga dar-nos afinal. Poderia este livro agarrar-me definitivamente à saga?
A verdade é que esta continuação não é uma obra-prima, mas foi uma surpresa muito positiva. Com aspectos que gostei bastante, e um ou dois que nem tanto, a verdade é que este livro consegue ser muito melhor do que o anterior (na versão original trata-se apenas de um livro).

O grande trunfo deste livro é o seu ritmo. A partir do momento que o agarrei, e agora que estava mais familiarizado com o mundo, não o consegui largar. Rápido, cheio de acção, acelera e acelera, como uma bola de leve a rolar numa montanha. O livro torna-se de tal forma rápido que por vezes gostava que fosse mais lento para conseguir "apreciar uma paisagem", mas a verdade é que Durham continua a escrever a sua história sem parar, e eu não consegui parar de ler.
As personagens são mais desenvolvidas do que no livro anterior, o que ajuda a uma aproximação entre o leitor e o enredo, mas este “aprofundar” não é igual a todas as personagens, e senti que conhecia perfeitamente algumas personagens enquanto outras continuavam algo distantes, como se ainda não conseguisse conhecer a sua personalidade. Tal facto torna-se mais evidente quando percebemos que algumas personagens, teoricamente secundárias, são muito mais aprofundadas do que algumas principais, e por vezes bem mais interessantes. Posto isto posso dizer que algumas personagens não estão ao nível da história, ou pelo menos não tiveram nestas páginas a oportunidade de se mostrarem, mas a verdade é que essas são as personagens que não desenvolvem a história, e como tal não existe uma grande sensação de vazio.
No entanto, como antes disse, este livro vive da história! A intriga mantém-se, sustenta grande parte dos desenvolvimentos e agora que o acabei posso afirmar que por várias vezes fiquei espantado com o que acabara de ler. Durham, arrisca com alguns momentos inesperados, eleva a qualidade do livro e convence. A sua escrita é mais forte, mais violenta (o que agradará a muitos leitores), mas principalmente é muito mais prática! Arriscaria mesmo a dizer que existe uma evolução na escrita de Durham mesmo dentro do próprio livro (versão original). Mas claro que aqui é o meu gosto pessoal a falar, pois aprecio uma escrita mais "objectiva" do que "descritiva" (se é que as posso classificar assim).

Num olhar global este livro apresenta algumas personagens bem interessantes, uma história muito boa, surpreendente e sem quebras de ritmo, tornando este livro num vício. Infelizmente do mundo pouco mais é revelado mas tal não era necessário para os acontecimentos. No entanto é bom ter bem presente as descrições/explicações do primeiro livro. Uma boa intriga, um mundo que pode dar muito mais, e muitas perguntas sem resposta. Tudo aguça o apetite pelo próximo livro onde Durham terá o desafio de conseguir sustentar muitas das decisões tomadas por algumas das suas personagens, para que muito deste livro não pareça forçado, e ao mesmo tempo revelar mais sobre o mundo, de forma a parecer mais coerente, porque o pouco revelado acabará sempre por criar perguntas.
Como disse antes, este livro não é uma obra-prima, mas se fores um apreciador de fantasia, então provavelmente irás ler este livro sem conseguires parar, gostarás muito mais deste do que o anterior e irás querer ler mais. Vale a pena ler e continuar!

E uma vez mais a capa está muito apelativa!

domingo, 30 de outubro de 2011

ACÁCIA - Ventos do Norte

Autor: David Anthony Durham

Título original: Acacia – The War with the Mein


Nota: Foram várias as pessoas que me pediram uma opinião a este livro, muitos na dúvida se deveriam "entrar" em mais uma nova saga. Esta minha opinião é certamente extensa, mas tentei falar sobre todos os aspectos fundamentais do livro, para que possam tirar as vossas conclusões sobre a sua aquisição ou não. 


Sinopse: Leodan Akaran, rei soberano do Mundo Conhecido, herdou o trono em aparente paz e prosperidade, conquistadas há gerações pelos seus antepassados. Viúvo, com uma inteligência superior, governa os destinos do reino a partir da ilha idílica de Acácia. O amor profundo que tem pelos seus quatro filhos, obriga-o a ocultar-lhes a realidade sombria do tráfico de droga e de vidas humanas, dos quais depende toda a riqueza do Império. Leodan sonha terminar com esse comércio vil, mas existem forças poderosas que se lhe opõem. Então, um terrível assassino enviado pelo povo dos Mein, exilado há muito numa fortaleza no norte gelado, ataca Leodan no coração de Acácia, enquanto o exército Mein empreende vários ataques por todo o império. Leodan, consegue tempo para colocar em prática um plano secreto que há muito preparara. Haverá esperança para o povo de Acácia? Poderão os seus filhos ser a chave para a redenção?


Numa fase em que o mundo literário devora as páginas de George R. R. Martin (não só por haver uma série televisiva mas também pela enorme qualidade da saga) este autor aparece com uma série que pode levantar comparações. Basta ver as críticas internacionais. Mas existem assim tantas parecenças?
Sinceramente não existem assim tantas e Acácia “sofre” do facto do actual termo de comparação para qualquer livro da fantasia ser a saga de GRRM. Vendo aliás, de um ponto de vista mais amplo, as parecenças com Duna em relação ao enredo inicial, são mais notórias. Um Império dependente de uma droga que alarga os “horizontes” de quem a consome e a moralidade do comércio de escravos, juntamente com a tentativa de assassinato do Rei.
Claro que enquanto lemos o livro percebemos que realmente existem parecenças com a saga Game of Thrones, não só por cada capítulo ser visto pelos olhos de personagens diferentes, mas principalmente na muito falada ambiguidade moral. Mas Acácia consegue uma identidade própria nesta metade do primeiro volume, e que melhor elogio poderia eu fazer?
A também muito falada “brutalidade” não faz grande aparição neste livro, é-nos apenas dada de relance, mas neste aspecto, ao ter como base o que já vi neste livro, estou muito confiante que Durham irá surpreender. Quem o ler perceberá do que falo.
Dentro do género de fantasia este livro não inova, não deslumbra, mas também quantos o fazem actualmente? É tal factor uma necessidade para termos um bom livro de fantasia? Ajuda, mas não é obrigatório e como tal, Acácia tem tudo para se tornar numa excelente série. O primeiro factor positivo é que sendo um primeiro livro, e oferecendo uma quantidade enorme de introduções e explicações, a sua leitura nunca me aborreceu, o que não é fácil sendo um 1º livro que tenta explicar tanto (culturas, raças, mitos, História, religião, etc…). É um início também marcado por diálogos “mornos”, com o objectivo de explicar e não de acelerar a evolução da história, tornando estas primeiras páginas na dúvida moral do Rei Leodan. Sendo das personagens que mais gostei, é esta sua luta interior e o seu objectivo de vida que mais me agradou nas primeiras páginas, tornando este Rei num homem normal, com erros no passado e remorsos adjacentes. No entanto rapidamente percebemos que se trata de uma pessoa presa por correntes que nunca poderá quebrar e tal aspecto é a grande visão deste mundo.
Num mundo onde ainda existe muito pouca “magia”, e com uma História sustentada por mitos, a religião mostra-se forte e é descrita de forma agradável pelo autor, e desde cedo se percebe que terá um papel importante no futuro. As diferenças culturais são assinaláveis e um dos grandes trunfos desta obra até agora. Com os “olhos” de quatro ou cinco personagens, Durham desvenda-nos um mundo multirracial, com todos os factores que distinguem uma população a serem bem descritos e pensados. No fim percebemos que estas civilizações que habitam um mesmo mundo, não deslumbram individualmente, mas enquanto conjunto fazem este livro funcionar.
As personagens são boas e nota-se que têm tudo para evoluírem, permitindo certamente uma leitura mais viciante, no entanto o desenrolar dos acontecimentos não permite um grande aproximar das personagens com o leitor, pois “passamos” pouco tempo com elas. As duas excepções são Leodan, que já mencionei, mas também Hanish Mein, o melhor personagem desta história até agora. Sendo o “mau da fita”, foi a personagem que me deu prazer ler. A outros poderá não agradar, mas pessoalmente gostei de sentir que não é um vilão puro, mas sim um homem revoltado e cruel, moldado pelo mundo, capaz de odiar e quem sabe de amar. É uma personagem a seguir!
Corinn é também uma personagem que gostei, principalmente pela forma negra como vê a vida e espero que assim continue. De realçar ainda que a personagem Thadeus, sendo claramente secundária, mostra uma qualidade de assinalar, e acabamos por ver um homem alimentado pela revolta e remorso.
Resumindo, este livro mostrou-me quatro personagens que realmente gostei, e se o facto de não existirem descrições de batalhas pode afastar alguns leitores, o mundo construído por Durham consegue apagar esse facto, principalmente porque os diferentes olhos espalhados pela história mostram-nos civilizações diferentes e agradáveis, dando a este livro todas as condições para evoluir o meio onde tudo se desenrola. Para já deve-se assinalar que é um livro que tem mais qualidade no mundo que apresenta do que na história, mas estamos demasiado no início para se perceber até onde poderá ir esta saga.
É obviamente um livro que sofre por ser dividido (tal como A Guerra dos Tronos sofreu), mas que faz o que lhe é pedido: introduz e agarra o leitor. Sinceramente penso que quem gostar do género, depois de ler este primeiro livro, certamente irá ler o seguinte.
Durham tem aqui grande oportunidade para criar algo realmente bom. Esperemos para ver se consegue!

sábado, 8 de outubro de 2011

Passatempo - "Acácia" - Vencedores!




Chegámos ao fim de mais um Passatempo! Agradecemos a todos os que participaram e aos que não venceram boa sorte para a próxima, continuem a participar!




Os dois vencedores que receberão um livro de Acácia e um tapete de rato alusivo ao livro são:




Eduardo Luís da Silva Lopes
José Carlos Coelho Santana


Parabéns aos vencedores!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Passatempo "ACÁCIA - Ventos do Norte"

O Blog Ler y Criticar em parceria com a editora Saída de Emergência dão-te a oportunidade de ganhares o primeiro livro de uma das sagas mais esperadas do ano!

Os 2 Vencedores receberão um Livro e ainda um Mousepad (tapete de rato) com um tema alusivo à saga!

Para te habilitares a ganhar basta leres a amostra do livro que disponibilizamos neste link e responder correctamente às nossas cinco perguntas.




Para evitar qualquer tipo de roubo de respostas ou erros a submeter as mesmas, pedimos que as enviem para o nosso mail: lerycriticar@gmail.com com as respostas devidamente numeradas, nome e morada. Boa sorte e boas leituras!


PERGUNTAS:

1- O assassino saiu pela porta principal de que Fortaleza?

2- O assassino desviou-se da estrada principal para evitar o quê?

3- Para completar o seu disfarce, o que fez o assassino ao seu cabelo?

4- Maeander é chefe de que guarda de elite?

5- Quem se senta sempre atrás dos irmãos para superar o tédio da lição da manhã?



Condições do passatempo:
O Passatempo termina às 23:59 de 7 de Outubro.
A Editora Saída de Emergência sorteará os dois vencedores entre os participantes com as 5 respostas correctas
O envio dos exemplares é da responsabilidade da editora (correio registado)
Em caso da improvável ruptura de stock os vencedores deverão escolher outro livro do catálogo da editora
Só serão aceites participações de Portugal (continente e ilhas)
Só será aceite uma participação por pessoa!
A Editora não se responsabiliza por extravio dos CTT, moradas incorrectas ou envios não reclamados.

BOA SORTE E OBRIGADO PELA VOSSA PARTICIPAÇÃO!

Aproveito ainda para explicar que também o site Estante de Livros está a promover o mesmo passatempo. No entanto os sorteios serão independentes, como tal podem participar nos dois e se o fizerem têm mais hipóteses de ganhar!