segunda-feira, 29 de junho de 2020

AS SOMBRAS ETERNAS


Autor: Glen Cook


Sinopse: Depois de massacrarem os rebeldes, os mercenários da Companhia Negra, uma irmandade de soldados fortes e orgulhosos de honrarem os seus compromissos, estão ao serviço da Senhora na luta contra os devotos da Rosa Branca. Todos desconfiam que a Senhora é malévola, mas também o são aqueles que seguem a causa da Rosa Branca, a reencarnação de uma heroína que morreu há muitos séculos.
Mas nada é simples na vida da Companhia Negra. Quando alguns dos seus elementos descobrem que a rapariga muda que salvaram e receberam no seu grupo é, na verdade, a Rosa Branca renascida, o mundo ameaça desmoronar-se sobre eles. O caminho para a salvação será sinuoso, e com as lealdades a serem permanentemente testadas, as escolhas serão decisivas para alterar o rumo do conflito para sempre.




O que me agradou no primeiro livro foi o realismo de algumas personagens e também a violência presente de forma consistente mas inteligente, sem ser exagerada, mas sim feita para criar o ambiente realista que a história necessitava. Tal como no primeiro livro, aqui Glen Cook volta a atropelar o leitor com momentos fortes e um grande realismo nas personagens, sem existirem personalidades demasiado óbvias ou que sejam fáceis de ler e de perceber o que irão fazer.

No entanto, tal como no primeiro livro, o mundo em si tem um papel muito importante, pois é esta sociedade que consegue sustentar as personagens. O autor explora religião, crenças, medos, preconceitos e muito mais de uma sociedade frágil e despedaçada onde muito é aceite simplesmente porque sim.

A história é interessante, tal como a fantasia em si que o autor vai explorando. Este é um livro mais amplo, capaz de aprofundar mais ideias, mais particularidades deste mundo e com isso é mais fácil perceber os objetivos das personagens. O ritmo da escrita volta a variar entre momentos intensos e outros em que o autor abranda propositadamente para nos explciar algo novo. No entanto, nunca senti que o livro se tornou aborrecido nestes momentos porque são este momentos que sustentam a narrativa, principalmente as decisões finais que levam a uma conclusão que me agradou bastante, principalmente porque é coerente.

Outro aspeto interessante do livro, e talvez o que me mais me cativou, foi a forma como o autor explora os vários lados do conflito, mesmo que muitas vezes o faça de forma completamente indireta. Com isso o leitor deve absorver mas tirar as suas conclusões em relação a algumas personagens, olhando os seus objetivos, traumas, ambições e necessidades sem nos limitarmos a ler o que acontece, e com isso, vamos percebendo melhor algumas decisões, principalmente na parte final. O resultado é um enredo inteligente com personagens muito boas, muito realistas, com as suas falhas, e que várias vezes me levaram a pensar o que faria eu naquela situação, pois o livro levou-me de tal forma para este mundo, que senti a necessidade de compreender esta narrativa como se fosse eu que estivesse ali, naquelas páginas. Não é uma fantasia para todos, devido ao um lado forte e negro do livro, mas foi uma das leituras mais únicas que li neste género nos últimos tempos e que aconselho a quem gostar do género. Muito bom!

Luís Pinto



quinta-feira, 14 de maio de 2020

A COMPANHIA NEGRA


Autor: Glen Cook


Sinopse: Durante incontáveis gerações, a Companhia Negra, a mais famosa e temida irmandade de mercenários, serviu grandes senhores. Mas os dias de glória há muito que ficaram para trás. A trabalhar para o governador de uma ilha insignificante, estes veteranos limitam-se a fazer aquilo para que são pagos, enterrando com os seus mortos o desencanto que os atormenta.
Entretanto, depois de séculos de enclausuramento, a Senhora ressurgiu. Alguns acreditam que ela é a única que mantém o mundo a salvo de um mal maior. Outros, temem que ela seja a encarnação desse mesmo mal.
Quando surge a profecia de que, algures, nasceu uma jovem que irá livrar o mundo da Senhora e dos seus exércitos impiedosos, a Companhia Negra terá de escolher um lado.
E assim começa uma das sagas de fantasia mais originais e disruptivas de sempre.



Confesso que após ter lido tantos livros de fantasia, por vezes procuro algo ligeiramente diferente dentro do género. Glen Cook com este primeiro livro oferece essa visão e abordagem original que faz realmente a diferença. 

Um dos aspetos mais original desta narrativa está no simples facto de que não sabemos se algumas personagens estão do "lado dos bons" ou do "lado dos maus". E esta sensação está presente não só no leitor ao analisar as personagens, mas também nas próprias personagens que não sabem de que lado estão. E assim passamos várias páginas a questionar se estamos certos ou errados em relação a algo ou a alguém. Claro que para se criar tal ambiente, o autor utiliza uma montagem muito boa da sua narrativa, não só na sequência de acontecimentos mas também na forma como estrutura os seus diálogos. torna-se fácil perceber a qualidade deste livro logo nas primeiras páginas porque o autor oferece um enredo complexo, mas consegue torná-lo mais simples do que realmente é, e assim não nos sentimos perdidos.

Olhando para o mundo, este tem vários pontos original e outros onde se nota a influência de outros grandes mestre da literatura fantástica, mas uma coisa é certa, a forma como o autor cria as ligações entre as várias sociedades e personagens neste livro faz a diferença, com váriis conceitos originais que levarão a momentos de grande peso moral, com certas decisões a serem tomadas e a chocarem o leitor. Gostei da sociedade, gostei da política, das crenças, das religiões, dos traumas presentes neste mundo e na forma como certas personagens sobrevivem nele.

Outro grande trunfo está no realismo visual em certos momentos. A escrita é forte, crua, direta à nossa mente e aos nossos sentimentos. Por vezes é um murro no estômago! Este não é um livro para qualquer leitor. A violência está presente em cada página, o realismo visual é forte, tudo nestas personagens parece cinzento e é difícil aceitarmos a maioria das decisões que estas irão tomar para sobreviver. é, por tudo isto e muito mais, um livro bastante adulto onde a fantasia quase que é relegada para segundo plano, pois o foco são as decisões de cada personagem. todas tentam sobreviver, todas têm tanto de bom como de mau, e é esse realismo, essa necessidade de sobrevivência que torna este livro tão bom. 

Pelo meio, várias questões ficam por responder, e por isso vou passar já para o segundo livro. uma coisa é certa, este é daqueles livro que se adora ou que custa a ler, mas a qualidade é inegável. Venha o próximo!

Luís Pinto


quarta-feira, 13 de maio de 2020

17.06.2017 - O dia em que o diabo visitou Pedrógão


Autor: F. Jorge Leitão



Sinopse: Jorge e Lídia são aquilo a que se pode chamar um casal perfeito. Conheceram-se durante uma visita à EXPO 98, em Lisboa. Contavam com 20 anos de idade. Se o amor à primeira vista existe de facto, o que aconteceu a estes dois jovens foi, sem dúvida, um desses casos.
Paulo e Paula conheceram-se no interior de uma sala de cinema de um grande Centro Comercial da capital. Coincidentemente, ou talvez não, esse encontro aconteceu no dia de São Valentim. Paula deixou-se sucumbir ao cansaço e adormeceu no decorrer da sessão cinematográfica. Paulo acordou-a. Foi o melhor despertar que Paula tivera até aí.
Jorge, Lídia, Paulo e Paula desenvolvem, entre si, fortes cumplicidades e uma amizade exemplar, apenas abalada pela dramática impossibilidade física de Paula ter filhos. Lídia, sendo a melhor amiga de Paula, oferece-se, com toda a convicção, para ser sua barriga de aluguer, facto que acaba por ter consequências imprevisíveis na vida dos dois casais.
Lídia - ainda grávida do filho de Paula - e Jorge decidem ir passar, com as suas duas filhas, um sábado de sol radiante a uma praia na zona de Pedrógão Grande. O único problema é que, infelizmente, esse sábado calhou no dia 17.06.2017.





Este livro despertou-me a atenção pelo seu título. Alguma coisa fez-me ler a sinopse e fiquei curioso, talvez por ser uma história no nosso país, talvez por ter como fundo um dia tão marcante na nossa História recente.

O autor utiliza uma escrita simples com bons momentos em que descreve os cenários e as personagens. Este é um livro que se foca na parte psicológica de cada personagem, sendo um livro mais sentimental do que visual. O seu trunfo são as personagens, talvez por serem simples, mas também complexas, sendo assim realistas e com as quais facilmente identificamos alguém que conhecemos.

A história desenvolve-se facilmente, a bom ritmo, sem que o autor se perca em detalhes que pouco possam oferecer. Os diálogos são interessantes apesar de existirem alguns momentos em que parecem mais forçados, levando o leitor a questionar pouco e a ir em direção ao dia negro da nossa História.  Contudo, é um livro que se lê facilmente, mas sempre com a sensação de que algo nos incomoda, simplesmente porque sabemos que a história se desenvolve para aquele dia, para uma meta onde reside a tragédia. 

Li este livro rapidamente, talvez pela ligação entre as personagens, talvez pela história que tem tanto de simples como de intrincada. Apesar de alguns momentos serem mais óbvios, este é um livro que se liga facilmente com o leitor. Globalmente, o grande trunfo está no facto de que desde o início sabemos que algo irá correr mal, e com isso a nossa vontade de ler aumenta. O resultado é uma leitura acelerada e por vezes preocupada do leitor. O livro está bem pensado e bem montado mas mesmo não sendo uma obra prima, consegue ter um realismo em vários momentos que me agradou. E por vezes a ligação é mais importante do que o resto, e neste caso senti essa ligação, porque estes personagens poderiam ser reais, poderiam ser qualquer um de nós.

Luís Pinto


quinta-feira, 7 de maio de 2020

Passatempo: Razer Cynosa Lite - Vencedor!


PASSATEMPO

Razer Cynosa Lite

Vencedor!



Hoje terminamos mais um passatempo durante esta quarentena! Uma vez mais gostava de conseguir oferecer mais exemplares, mas vamos aos poucos conseguindo cada vez mais passatempos!


Quero deixar o meu obrigado a todos os que tornaram possível este passatempo e também àqueles que participam e ajudam o canal a crescer.






O vencedor é:

Luís Freitas Gaspar

Parabéns ao vencedor!

Aos que participaram e não ganharam, o meu muito obrigado e não desanimem! 

Neste momento estamos a oferecer uma Playstation 4!!!





sábado, 2 de maio de 2020

Passatempo: PlayStation Slim, 4 jogos e vale Playstation Store


PASSATEMPO

Agora é que vamos partir isto tudo!


Malta, o Ler y Criticar está quase a fazer anos e já tenho vários livros prontos para oferecer daqui a uns tempos, mas entretanto surgiu esta oportunidade e não a poderia deixar passar.




Vamos oferecer muita coisa, em parceria com o site Future Behind e o jogador de FIFA Pro Clubs @pizzi27_esports


1º prémio – PlayStation 4 Slim
2º prémio – Conjunto de 4 jogos PlayStation 4
3º prémio – 25 euros na PlayStation Store 
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Os jogos são: Yakusa Kiwami, Jump Force, Homefront The Revolution e ainda Resident Evil 2
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Participar é simples e só têm que:
1 - Seguir o @future.behind  (Link aqui)
2 - Seguir o @pizzi27_esports  (Link aqui)
3 - Seguir o @luis_s_pinto  (Link aqui)
4 - Identificar três amigos no post deste passatempo no Instagram (Link aqui).
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Giveaway aberto até dia 01/06/2020 às 23h:59m

Passatempo aberto apenas para residentes em Portugal

Podem participar as vezes que quiserem desde que comentem com amigos diferentes

1 prémio por vencedor  

Boa sorte a todos!

O sorteio será feito em direto, no podcast do Tek Test!