Autor: Léon Tolstói
Sinopse: A Rússia continua a ser devastada pelos exércitos de Napoleão, e as mortes e tragédias sucedem se, ligando-se indelevelmente às vidas das personagens. Estamos no início do século XIX, um dos mais conturbados da história da Rússia, e as vidas de homens e mulheres cruzam-se num tecido narrativo deslumbrante. Ainda assim, apesar de a felicidade parecer algo impossível de ser vivido em tempos de guerra, há bailes e casamentos, aventuras e diversões, festas e grandiosos momentos.
Guerra e Paz é um verdadeiro clássico da literatura universal, e aqui chegamos ao seu último volume. Eis uma obra intemporal que condensa toda a condição humana, simultaneamente romance histórico, bélico e filosófico, e propõe acutilantes reflexões sobre os temas que nos movem e comovem: a vida, o sacrifício, a liberdade, a justiça, o amor e a honra.
Guerra e Paz é um verdadeiro clássico da literatura universal, e aqui chegamos ao seu último volume. Eis uma obra intemporal que condensa toda a condição humana, simultaneamente romance histórico, bélico e filosófico, e propõe acutilantes reflexões sobre os temas que nos movem e comovem: a vida, o sacrifício, a liberdade, a justiça, o amor e a honra.
Neste segundo volume, Tolstói continua a aprofundar o nosso conhecimento sobre as personagens, principalmente Pierre e Andrei. Estas são para mim as personagens mais fascinantes da história e este segundo volume demonstra a sua evolução.
Com a acção a fugir um pouco dos campos de batalha e a centrar-se nos bastidores durante uma boa parte do livro, começamos a perceber as intrigas dos ricos, tanto na busca por mais riqueza e poder, como na procura de alianças em casamentos, muitos deles sem qualquer amor. Temos ainda uma melhor percepção dos sentimentos amorosos de algumas personagens enquanto as vemos evoluir física e mentalmente. Umas farão o previsível, outras deixarão o leitor de boca aberta pela surpresa.
Pierre é, na minha opinião, a personagem mais importante desta narrativa, pois é com ele que começam todas as dúvidas, sendo a personagem que começa a questionar, deixando-se cair, questionando cada vez mais o sentido da vida, amizade, e acabamos por ver uma pessoa deslocada da sociedade em que vive. É também a personagem que introduz a Maçonaria à história e que ajuda este livro a tornar-se mais completo e por vezes misterioso, levando-nos uma vez mais às guerras de bastidores/interesses.
A escrita de Tolstói, como já disse na opinião ao primeiro livro, é forte e por vezes com um ritmo demasiado lento, mas o significado está sempre presente. Este é o livro que leva o leitor a sentir o sofrimento das personagens e todo o livro está associado a esse sofrimento e à transformação originada por essa dor, física ou mental. Tolstói é um mestre a atacar a sociedade e a apatia dos que nela vivem e o leitor sente a revolta.
Em relação ao mundo descrito pelo autor, tudo está no seu lugar, e estamos perante uma narrativa impressionante das sociedades russas e francesas, e que me fizeram conseguir imaginar facilmente o que Tolstói tenta transmitir. Todas as sociedades têm virtudes e defeitos e para existirem ricos, terão sempre de existir pobres. Para existirem guerras, terão sempre de existir soldados que lutem sem questionar, e a seguir à paz voltará sempre a guerra, com muitos a serem favorecidos por ela.
Uma vez mais uma leitura que não é fácil, nem consegue ser compulsiva em algumas fases, mas a sua qualidade é inegável. É um murro no estômago, é uma verdadeira obra prima. É um companheiro que nos leva para um mundo no qual não queremos viver. Esta é uma obra que se deve ler de seguida para melhor compreensão, mas que certamente exige alguma vontade por parte do leitor. No fim serão recompensados, sem dúvida!
Falar muito mais sobre um dos melhores romance de sempre é redundante. Nestas centenas e centenas de páginas existem muitos temas abordados, muitos momento de reflexão, de emoções, de surpresa, alegria e tristeza. Poucos livros alcançaram esta qualidade, esta coerência, esta magnitude que nos leva a pensar que o autor pensou em tudo e que nada ficou por contar ou explicar. Uma sensação de realismo única num livro obrigatório para se ter na nossa estante.
Luís Pinto
Falar muito mais sobre um dos melhores romance de sempre é redundante. Nestas centenas e centenas de páginas existem muitos temas abordados, muitos momento de reflexão, de emoções, de surpresa, alegria e tristeza. Poucos livros alcançaram esta qualidade, esta coerência, esta magnitude que nos leva a pensar que o autor pensou em tudo e que nada ficou por contar ou explicar. Uma sensação de realismo única num livro obrigatório para se ter na nossa estante.
Luís Pinto
Adaptado de um texto lançado no início do blog sobre este poderoso romance

