quinta-feira, 18 de abril de 2019

O DESTINO DO ASSASSINO


Autor: Robin Hobb



Sinopse: FitzCavalaria deixou para trás a pele de assassino, mas nem assim encontrou paz. Depois do rapto de Abelha, e acreditando que ela está morta, Fitz e o Bobo partem em busca de vingança. Nenhum Servo estará a salvo. A missão revela-se surpreendente, com o reencontro com velhos amigos e a descoberta de novos aliados Fitz ainda é um homem temido, e o Bobo continua a ter segredos por desvendar. 
O destino dos dois amigos ficará para sempre selado à medida que as respostas aos mistérios antigos são reveladas, num final épico, intenso e empolgante.





Esta é a terceira saga de Fitz, e este último livro parece realmente o último. Mas já lá vamos. Robin Hobb é uma autora que aprecio bastante pela forma como consegue ligar-me com as personagens. Ao fim de tantos livros, a ligação entre um leitor e Fitz terá de ser forte. No meu caso, Fitz é uma daquelas personagens que me leva a sentir algo. Sinto que a conheço, quero que vença no fim, percebo os seus motivos, etc... 

Depois de tantos anos a ler as palavras deste personagens, é emocionante chegar ao fim, olhar para tudo o que aconteceu, que decisões levaram a estes momentos, o que cada personagem sacrificou, e muito mais... No entanto, tal como em todos os outros livros, Hobb não se foca apenas em Fitz, mas sim num leque muito bem construído de personagens cativantes, diversificadas, coerentes e que ainda têm muito para revelar neste livro.

A história é boa, acabando de forma brutal e com a capacidade de ir buscar muitos momentos dos livros anteriores. De um ponto de vista global, este é o livro que torna todos os anteriores em melhores livros, porque liga momentos importantes, dá respostas e torna tudo mais coerente se tivermos bem presente na nossa mente certos momentos e certos diálogos. É o facto de Hobb ter olhado para este livro como o terminar de todos os livros e não apenas desta saga, que eleva este livro a o melhor que a escritora já escreveu. 

Claro que sendo o final, não agradará a todos, o que é normal numa saga com a qual passamos por tantas emoções, mas a qualidade é inegável, a visão está presente a cada instante, e o facto de até aparecem personagens dos primeiros livros mostra o quanto tudo está ligado e o quanto a autora deverá ter pensado em alguns destes acontecimentos já há vários anos.

No final fica uma sensação estranha, porque adorei o final, mas acredito que depois disto, a autora deixará de escrever pela mão de Fitz, porque o final faz mesmo sentido. Uma história de sacrifício, de amor, de amizade, de responsabilidade, e de dever para com os que nos rodeiam. Estas três sagas, estes quinze livros, foram uma das melhores leituras que alguma vez tive e que qualquer leitor de fantasia irá apreciar, principalmente aqueles que apreciam histórias focadas nas personagens. Totalmente recomendado, desde o primeiro livro, até à última página deste...

Luís Pinto


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