segunda-feira, 19 de maio de 2014

Passatempo Dia 1: Trilogia Divergente


 PASSATEMPO

DIA 1

Trilogia Divergente


Começamos hoje a iniciativa "31 dias, 31 passatempos". Vai ser um passatempo por dia até chegarmos ao aniversário do blog.

Hoje oferecemos a possibilidade de ganharem a trilogia Divergente e este Pack foi um dos passatempos que mais trabalho deu para concretizar mas também foi uma das escolhas iniciais. Infelizmente apenas podemos oferecer um pack. 

Apenas é permitido uma participação por pessoa.

Para participarem apenas precisam de ser fãs ou seguidores do blog e preencher o formulário.
 
O passatempo é destinado a residentes em qualquer parte do mundo. No entanto, o vencedor pagará os portes se residir fora de Portugal e ilhas.

O passatempo termina dia 8 de junho.

A todos, boa sorte!








31 dias, 31 passatempos! - começa hoje! - Agradecimentos.


Tal como anunciei num post anterior (cliquem aqui para ler), o blog fará 3 anos de existência no próximo dia 18 de junho, e para comemorar tal acontecimento, vamos iniciar hoje a iniciativa "31 dias, 31 passatempos", que consiste, tal como o nome indica, em termos um passatempo por dia até ao dia do aniversário.

Vamos oferecer livros, filmes, videojogos, marcadores de livros, etc... Em primeiro ligar, quero aproveitar para agradecer a todos os que tornaram possível este mês de passatempos. Um agradecimento muito especial às editoras que se mostraram disponíveis para ajudar, e também a todas as distribuidoras e outras empresas que de alguma forma me vão ajudar com os prémios, e, é claro que tal ajuda apenas foi possível graças a trabalhar no meio (área de cinema e jogos).

Quero ainda aproveitar para pedir desculpa a todos aqueles que nas últimas semanas têm comentado os posts do blog e não tiveram resposta da minha parte. Foi uma fase de muito trabalho para conseguir estes passatempos e ainda tentar manter as leituras em dia.

Tenho assim de agradecer a todos os que continuam a visitar este espaço, a deixar a sua opinião, e que o fizeram durante todos estes anos. 

Será impossível mencionar todos, mas quero deixar os meus agradecimentos ao Luís Santos, José Lourenço, Fiacha, Fonseca, Margarida Contreiras, Cláudia Miguel, Gus, António, Rakel, Cardoso, Hélder, Pipa, lady hélène, Amílcar, Paulo Pires, Filipa Lemos, helena frontini, Andreia Mendes, RLacerda, Nuno Chaves, Rita, Maria_queenfire, Odete, João Barreiros, Vítor Frazão, Catarina Pereira, Neymar, Ana Paula Sousa, Bruno Martins Soares, Paulo Oliveira, Carlos Reys, Dália Antunes, Arnaldo Santos, João Cerqueira, Marco Lopes, Maria Rita Roseta, Teresa Carvalho, Maria Pinto, São Bernardes, Célia M, Carla Pisco, Milú Reis, Lars, Catarina Ribeiro, Norma Gondar, Angelina Violante, Jojo Caires, Chaise Longue, Filipa, entre muitos outros. Vocês sabem o quanto me ajudaram e participaram neste espaço, e por isso agradeço-vos bastante! Por fim, um abraço muito especial ao João, que foi desde o início o grande apoio dentro deste projeto.

Peço desculpa não mencionar todos! Acredito que fazer estes 31 passatempos é a melhor forma de agradecer a todos e desejo-vos boa sorte!

No anterior post em que anunciei esta iniciativa, pedi-vos para dizerem qual o livro que gostariam de ver num passatempo, pois tínhamos 5 vagas por preencher.  Vamos então oferecer os 5 livros mais votados, lá mais para o fim da iniciativa (pois terei de os arranjar até lá), e aqui fica a lista dos mais votados e que vão a passatempo:

- Divergente
-A rapariga que roubava livros
- A escolha dos três
- 12 anos escravo
- Quando éramos mentirosos

Todos aqueles que votaram neste anterior post, terão as suas hipóteses aumentadas para todos os passatempos em que participarem. Basta participarem uma vez e terão direito a 5 participações nesse passatempo.

Novamente, obrigado a todos os que, de alguma forma, me acompanharam nestes 3 anos. E daqui a pouco temos novo passatempo!

  

sexta-feira, 16 de maio de 2014

O BRAÇO ESQUERDO DE DEUS


Autor: Paul Hoffman

Título original: The left hand of God



Sinopse: A sua chegada foi profetizada. Dizem que ele destruirá o mundo. Talvez o faça...
"Escutem. O Santuário dos Redentores, em Shotover Scarp, é uma mentira infame, pois lá ninguém encontra santuário e muito menos redenção."
O Santuário dos Redentores é um lugar vasto e isolado - um lugar sem alegria e esperança. A maior parte dos seus ocupantes foi levada para lá ainda em criança para servir a Única e Verdadeira Fé. Um jovem acólito ousa violar as regras e espreitar por uma janela. É um rapaz estranho e reservado, até ao dia em que abre a porta errada na altura errada e testemunha um acto tão terrível que a única solução possível é a fuga.
Mas os Redentores querem Cale a qualquer preço... não por causa do segredo que ele sabe mas por outro de que ele nem sequer desconfia.




Agora que o 3º livro desta trilogia foi editado, decidi ler os três de seguida. Já há bastante tempo que estava para começar a ler esta obra de Hoffman que se tornou numa grande êxito há uns anos.

Este é um livro muito interessante, principalmente agora que já li toda a trilogia. O autor demonstra algum planeamento no enredo, mas é também neste livro que existe uma maior confusão, pois fica a ideia que o autor ainda não tinha bem definido a forma como ia contar a história. Torna-se notório que o autor tenta misturar várias formas de escrita, e na grande maioria das situações até funciona bem, apesar de existirem outros momentos em que a mudança de ritmo é demasiado abrupta e estranha-se. Todavia, o autor consegue dar três características muito interessantes à narrativa: comédia, frieza e descrições detalhadas. 

Com esta mistura na narrativa, o autor consegue proporcionar momentos cómicos e que retiram ao livro o ambiente pesado em que o enredo se passa. No entanto, estes momentos de comédia, onde a própria escrita se torna mais simples, não consegue fazer sombra à escrita crua e fria com que o autor faz algumas descrições, não só de locais e ações, mas também na própria personagem principal, Cale, um protagonista com o qual não é fácil simpatizarmos mas sobre o qual rapidamente recai algum fascínio. 

No ritmo da narrativa o autor faz uma verdadeira montanha-russa entre momentos bastante lentos, onde são feitas algumas descrições, e outros bastante rápidos, de cortar a respiração, principalmente no final, verdadeiramente frenético. Ainda sobre as descrições, Hoffman parece exagerar em alguns momentos, pois dá muita importância ao detalhe, mas quando lemos toda a trilogia fica a sensação de que globalmente a saga ganha com esses pormenores que no início parecem exagerados.

Mas o grande trunfo é a personagem principal, Cale, um homem frio e com uma personalidade única, bem demonstrada, não só nas suas ações, mas principalmente nas forma como pensa e encara o mundo. Coerente e capaz de captar a atenção do leitor rapidamente, torna-se óbvio que o autor aposta bastante nesta personagem e quer que exista uma ligação forte entre nós e Cale. Olhando globalmente para este livro e depois para toda a trilogia, o autor descreve muito mais as restantes personagens nos livros seguintes, mas neste a nossa atenção está em Cale. Esta estratégia resulta num livro ao qual parece faltar algo, mas a ligação com Cale está criada, e resulta plenamente para os próximos livros onde o autor torna tudo mais coeso.

Outro aspeto interessante é o mundo criado pelo autor. No início estranha-se e choca-nos com a sua violência, mas rapidamente tudo começa a fazer sentido apesar de neste livro ainda ficar muito por explicar. O enredo é bom, é original em alguns momentos, tal como é um pouco óbvio noutros, mas o final consegue criar o impacto que nos obriga a ler o próximo livro o mais rápido possível.

Tendo já lido a trilogia posso dizer que esta acaba muito bem. Olhando apenas para este primeiro livro, está abaixo do 3º que acaba a saga, mas é uma obra que cria ligações e bases importantes. Focado num público que goste do género e não tenha problemas com algumas descrições mais violentas, este é um livro interessante, mas que não é fantástico por si só. No entanto, torna-se muito melhor quando lemos toda a trilogia.

Luís Pinto

terça-feira, 13 de maio de 2014

31 dias de passatempos! Escolhe o que vamos oferecer!


O blog Ler y Criticar faz 3 anos no próximo dia 18 de junho (o blog foi criado dia 17, mas apenas dia 18 se tornou público a todos) e para festejar este aniversário vamos criar um mês inteiro de passatempos. 

São 31 dias, 31 passatempos!

Não foi fácil e foi preciso muito tempo para conseguir alcançar e oferecer todos os tprémios que para nós eram essenciais e que estão presentes na história deste blog. Vamos ter vários livros, dos mais diferentes géneros, desde fantasia, FC, policiais, gastronomia, terror, romances, BD, etc... mas não só! Também vamos ter blu-rays de livros que foram adaptados para filmes ou séries, e também teremos videojogos! Pelo meio, mais uma ou outra surpresa!

Mas os 31 passatempos ainda não estão todos definidos, e por isso damos aos nossos leitores a hipótese de escolherem os 5 livros que faltam para oferecer. Basta indicarem que livro gostariam de ver num passatempo, e em troca pela vossa ajuda, multiplicamos por 5 as vossas hipóteses de ganharam nos passatempos que participarem (se indicarem um livro neste post, sempre que participarem num dos 31 passatempos, ficam automaticamente com cinco participações, em vez de uma, em todos os passatempos que participarem). 
Para que não existam confusões de nomes, vamos pedir a cada participante que coloque o seu nome de seguidor ou fã do blog, e que utilize sempre esse nome.

Os 5 livros mais votados estarão presentes entre os 31 passatempos.

Se, por acaso, um dos 5 livros mais votados já estiver nos passatempos atualmente definidos, teremos dois passatempos com o mesmo livro, em dias diferentes, e ofereceremos dois exemplares do mesmo livro. 

Podem votar no livro que quiserem, sem restrições.

Esta votação estará aberta até ao dia 18 de maio, e no dia 19 começa o nosso "mês de passatempos"!

Agradecemos a todos a ajuda na escolha dos livros!

A IMPROVÁVEL VIAGEM DE HAROLD FRY


Autor: Rachel Joyce

Título original: The unlikely pilgrimage of Harold Fry



Sinopse: Para Harold Fry os dias são todos iguais. Nada acontece na pequena aldeia onde vive com a mulher Maureen, que se irrita com quase tudo o que ele faz. Até que uma carta vem mudar tudo: Queenie Hennessy, uma amiga de longa data que não vê há vinte anos, e que está agora doente numa casa de saúde, decide dar notícias. Harold responde-lhe rapidamente e sai para colocar a carta no marco do correio. No entanto, está longe de imaginar que este curto percurso terminará mil quilómetros e 87 dias depois.
E assim começa esta viagem improvável de Harold Fry. Uma viagem que vai alterar a sua vida, que o leva ao encontro de si mesmo, a descobrir os seus verdadeiros anseios há tanto adormecidos e sobretudo vai ajudá-lo a exorcizar os seus fantasmas. Com este primeiro romance sobre o amor, a amizade e o arrependimento, A improvável viagem de Harold Fry, que recebeu o National Book Ward, para primeira obra, Rachel Joyce revela-se uma irresistível contadora de histórias.



Há livros que nos chamam a atenção por alguma coisa, e este foi pela capa. Existiu qualquer coisa no primeiro olhar que deitei a este livro. Talvez a imensidão do que está à frente de um homem, aos altos e baixos, talvez algo que não consiga explicar. O resultado final é um grande livro.

Imaginem-se a viver uma vida sempre igual. Acordamos, trabalhamos, voltamos a casa. Sempre a fazer o mesmo, sempre com as mesmas pessoas. A vida familiar não é mais do que algumas palavras por dia e já não se tira felicidade de nada. Não é assim tão difícil de imaginar, pois a sociedade em que vivemos leva-nos, muitas vezes, a esta vida, onde cada vez dizemos menos, deixamos de mostrar o que sentimos, ficamos resignados com as escolhas do passado, desistimos do que queremos, e no fim... percebemos que passamos mais tempo a trabalhar para dinheiro do que para felicidade.

Esta é a vida do personagem principal, Harold, um homem que há muito deixou de viver numa casa sempre igual com uma mulher com a qual já nada partilha. E esta é a história em que Harold se levanta do "sofá" onde desperdiça a sua vida, e volta a viver, enfrentando o passado, dizendo o que já devia ter dito.

Não precisamos de muito tempo para perceber que este é um livro inteligente e com uma mensagem poderosa. A forma inteligente como a autora nos diz que não devemos desperdiçar a nossa vida, é, quase sempre, marcante e original, proporcionando momentos dos quais não nos esquecemos tão cedo. A isso juntam-se diálogos que fazem a diferença, pois existe um conjunto de situações em que a escritora demonstra a sua inteligência e sensibilidade para alguns temas, com diálogos que conseguem ser, ao mesmo tempo, óbvios e surpreendentes... algo que à primeira vista pode parecer um paradoxo.

Passando por momentos inesquecíveis, conhecendo personagens muito bem construídas, e recordando o passado,  esta leitura vai lentamente aumentando a sua qualidade com algumas respostas às perguntas que criamos no início, e surpreendeu-me em alguns momentos. A escrita da autora oscila entre o suave e o forte, dependendo do momento, e apreciei bastante a forma como tentou passar algumas mensagens. É verdade que em alguns momentos senti que a escritora repetiu alguns temas e mensagens, mas percebo que exista uma tentativa de motivar não só a leitura do livro, mas também que as pessoas façam o que Harold faz e, consequentemente, apesar de sentir que existe alguma repetição, aceito-a porque pode fazer a diferença para os leitores que se vejam na pele deste homem.

Os prémios e as críticas positivas que recebeu demonstram a qualidade deste livro. Sentimental e com uma força muito peculiar, esta é uma leitura que aconselho a todos os que queiram ver uma viagem diferente sobre alguém que, por vários motivos, decide que ainda tem algo a fazer antes de morrer. É um livro que motiva facilmente e cada leitor receberá a sua mensagem à sua maneira, dependendo da perspectiva, mas no global, este é um enredo que nos diz para nos levantarmos daquele sítio onde ficamos no nosso silêncio. Levantem-se e vivam, arrisquem tal como o Harold fez e, provavelmente, sentir-se-ão mais vivos e mais realizados.

Luís Pinto