quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A PEDRA DAS LÁGRIMAS - Parte I


Autor: Terry Goodkind

Título original: Stone of tears




Sinopse: Richard e Kahlan conseguiram finalmente vencer o poderoso Darken Rahl. Contra todas as probabilidades, encontram também uma forma de viver algo que julgavam impossível: o seu amor.
No entanto, o que parecia ser o início de um longo idílio é bruscamente interrompido: o véu para o mundo inferior foi rasgado. Darken Rahl, agora no reino dos mortos, é colocado ao serviço de um poder ainda mais sinistro, pior do que qualquer outro: o Guardião do mundo inferior pretende governar também os vivos, aprisionando-os num limbo eterno. O único capaz de o deter é Richard, o homem que nasceu para a verdade e que foi marcado pela morte.
Guerra, sofrimento, tortura e mentiras envolvem nas suas teias o seeker e a Madre Confessora. Um destino de morte violenta - ou uma existência condenada ao calvário perpétuo - parece certo, a menos que a sua coragem e fé, e um pouco de sorte, os conduzam à chave que pode circunscrever o poder do Guardião: a Pedra das Lágrimas.



Este é o terceiro livro da saga que leio (primeira metade do 2º livro original) e nota-se que o autor continua a melhorar. Nos primeiros dois livros senti que o autor prendia-se a alguns clichés da fantasia e que faltaria ainda alguma maturidade na história. Goodkind ainda não explorara as suas personagens de uma forma mais profunda mesmo tendo em conta que o enredo se tornava adulto aos poucos.

Todavia, acreditava que o autor iria tornar a sua saga mais adulta aos poucos. Tal começa-se a notar nesta primeira metade. Goodkind continua com a sua escrita simples, com um bom equilíbrio entre ação, diálogos e descrições, enquanto nos tenta agarrar a uma saga que terá mesmo muitos livros.

Um dos aspetos que melhora neste livro é a relação entre as personagens, que agora está mais realista ou, pelo menos, explorada de forma mais suave, sem forçar nada. Tal acabou também por me ajudar a ligar-me mais aos personagens principais, e também a algumas secundárias que agora começam a ter algum peso. Pelo meio o enredo torna-se também mais pessoal, e percebe-se que o autor quer agora começar a aprofundar o seu personagem principal, dando-lhe coerência, maturidade e realismo. Com isso aparecem os medos, as dúvidas, os objetivos de cada um e a história ganha com isso, pois deixei de sentir que seguia apenas um enredo dentro do normal dentro da fantasia.

Sendo um livro grande, e uma saga enorme, Goodkind tem de conseguir agarrar os leitores nesta fase. Os dois primeiros livros deixaram-me esperançoso e este começa a confirmar que esta é uma saga a ser lida. Acredito que o próximo seja a confirmação de que esta fase inicial da saga vale mesmo a pena. É notório que o autor evoluiu e que não escreveu os seus livros à pressa.

De salientar ainda a evolução neste mundo de Goodkind. Obviamente que se tornou aqui mais vasto, mas também mais coerente. O autor vai levantando o véu aos poucos e a sua imaginação agradou-me pela forma como criou algumas culturas e as encaixou.

Destaque ainda para os vilões da história. Apesar de estarmos ainda numa fase muito inicial da saga, parece-me que Goodkind tem um talento especial para criar vilões e que tal se irá confirmar nos próximos livros, talvez até quando o enredo se tornar mais sombrio. Neste momento já estou a ler o próximo e a gostar. Quando o acabar dou-vos uma opinião mais aprofundada.

Luís Pinto

31 dias, 31 passatempos: O poço da ascensão - Vencedor!


31 DIAS, 31 PASSATEMPOS

 O poço da ascensão

Vencedor!




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A todos os que participaram, muito obrigado por terem arriscado a vossa sorte e por terem partilhado!

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O vencedor será contactado por mail para que nos dê a sua morada e receberá em casa o prémio sem qualquer custo. Se ainda não participaram em todos os passatempos, aproveitem os que ainda estão ativos!

E o vencedor de hoje é:

Maria José Freitas

Parabéns ao vencedor!

terça-feira, 10 de novembro de 2015

31 dias, 31 passatempos: Divergente - Vencedor!


31 DIAS, 31 PASSATEMPOS

 Divergente

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Gonçalo de Sousa Pires

Parabéns ao vencedor!

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Espaço Leitor - O último cabalista de Lisboa


Hoje regressamos ao Espaço Leitor para mais uma análise da Margarida Contreiras, que decidiu escrever sobre um livro que me parece bastante interessante. Fica aqui a sua opinião e acredito que um dia também irei ler este livro, e, se possível, falar aqui sobre ele.
Autor: Richard Zimler

Título original:The last Kabbalist of Lisbon



O título sentencia um genocídio, desafiando-nos ao mesmo tempo a pensar quem terá sido o último cabalista de Lisboa. Bastará a leitura de algumas páginas para nos apercebermos de que o sujeito é precisamente aquele que, na primeira pessoa, nos conta esta história: Berequias Zarco – nome próprio e coletivo que representa simultaneamente um homem e um povo. Este livro traz à superfície do tempo as lembranças de vida de um cabalista que intencionalmente nos quer demonstrar a desgraçada vivência das minorias na Lisboa manuelina.

O livro é uma memória.

Com este romance, Richard Zimler compartilha uma lembrança perdida no bairro judeu da antiga Constantinopla e com ela transporta-nos à Lisboa quinhentista, preconceituosa, impiedosa e ignorante. Leva-nos à era dourada dos Descobrimentos, uma epopeia grandiosa o suficiente para nela caber novidade, exotismo, riqueza e extravagância concomitantes e contrastantes com doença, sangue, seca e fumo. Percorremos mais um capítulo da fatídica história do povo judeu, desta vez, conduzidos por um seu congénere que nos convida a visitar o seu próprio trajeto de onde avistamos um holocausto tardo-medieval, capaz de provocar uma espécie de vergonha ancestral até mesmo na bem-aventurada identidade coletiva do povo de Camões.

O elenco enriquece a narração. As personagens conseguem representar simultaneamente valores e faltas, como se cada uma delas ali estivesse para assegurar a predominância do bem e do mal mas recordando-nos constantemente a nossa condição falível de humanos. O protagonista Berequias é a bravura e a força, embora a sua fé seja instável. A personagem que gera a intriga é também a que está mais ausente: mestre Abraão, que cultiva o exemplo da espiritualidade, fraternidade e do bom senso, mas que peca também pela ingenuidade. Por fim, Farid, o mouro que segue todos os passos do protagonista, encarna a lealdade, o amor e o altruísmo.

A obra cativa o leitor muito para além do choque do sadismo criativo, tão comum na abordagem deste argumento. O entusiasmo da própria história é constantemente avivado com laivos de suspense, perseguição e fuga de índole policial, tornando-a num romance multifacetado que faz correr página após página na expectativa do desfecho. É também a limpidez da narração e a entrega da informação ao leitor de forma íntegra, lúcida e verdadeira que nos permite tomar consciência de um realismo inquestionável. A linha do tempo segue a lógica cronológica, salvo pequenos apontamentos de flashback, pelo que o leitor acompanha a história a um ritmo compassado, tornando a leitura agradável e interessante. O rigor histórico projeta-nos violentamente cinco séculos para trás até uma realidade crua, onde também travamos conhecimento com pequenos e grandes recantos da nossa capital varridos pelo grande tremor de terra setecentista. As linhas frias da narração permitem-nos alcançar a assolação do poder opressivo, levando-nos às mais recônditas camadas psicológicas deste povo ferido que, com um novo nome, vestia uma mentira desestabilizadora da sua própria fé. Nesta história, que devemos considerar História, jazem os padecentes da Inquisição. Jazem as suas histórias silenciosas, as suas forças desgastadas e o seu fim ignoto.  

Afinal, quem foram os últimos cabalistas de Lisboa? Onde foi – onde está – a gente judia que dobrou as esquinas de Alfama? Que as abandonou? Que nelas pereceu? E acima de tudo, que nelas morou? A judiaria perdeu-se nas fogueiras da Inquisição e do terramoto. O povo desapareceu: mudou de nome, de residência ou de dimensão.

O último cabalista de Lisboa tem um nome – um nome próprio – e esta é a sua história. Consideremo-la também a história de todos os nomes sem nome, distantes o suficiente ou desfigurados o suficiente para nunca mais os alcançarmos.

Opinião feita pela leitora Margarida Contreiras

31 dias, 31 passatempos: Metal Gear Solid V - Vencedor!


31 DIAS, 31 PASSATEMPOS

 Metal Gear Solid V

Vencedor!




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E o vencedor de hoje é:

João Marcos S. Faria

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