quinta-feira, 4 de setembro de 2014

SE EU FICAR


Autor: Gayle Forman

Título original: If i stay



Sinopse: Naquela manhã de fevereiro, quando Mia, uma jovem de dezassete anos, acorda, as suas preocupações giram à volta de decisões normais para uma rapariga da sua idade: permanecer junto da família, do namorado e dos amigos ou deixar tudo e ir para Nova Iorque para se dedicar à sua verdadeira paixão, a música. É então que ela e a família resolvem ir dar um passeio de carro e, numa questão de segundos, um grave acidente rouba-lhe todas as escolhas. Nas vinte e quatro horas que se seguem e que talvez sejam as suas últimas, Mia relembra a sua vida, pesa o que é verdadeiramente importante e, confrontada com o que faz com que valha mesmo a pena viver, tem de tomar a decisão mais difícil de todas.



Pequeno e rápido, este é um livro cheio de emoções. À partida este é um enredo adolescente, com personagens adolescentes e todas as suas preocupações, naturais naquela idade. Entre estas personagens o destaque vai para Mia, que aos poucos se revela uma personagem com mais coerência e maturidade do que era inicialmente esperado, apesar de nunca perder, felizmente para o enredo, os traços naturais da sua idade.

No entanto este livro rapidamente muda o seu foco, devido a um acontecimento inesperado. Aliás, este momento demonstra o que é a própria vida... a qualquer momento algo pode acontecer, que nos altera a vida para sempre. É esta imprevisibilidade que confere beleza mas também tragédia à vida, e aqui está bem exposta no acidente que deixará Mia no estado de coma em que ficará na grande maioria do livro, recordando a sua vida, percebendo o que mudou naquele acidente, escolhendo o que fazer.

De uma foram geral, podemos dizer que este livro tem como base uma possível capacidade de escolhermos se queremos viver ou morrer quando estamos no estado de Mia, e nesse estado perceber o que iremos enfrentar com cada escolha. No caso de Mia será morrer, ou viver mas enfrentar a dor que o acidente lhe irá causar. Então, perante esta indecisão, a primeira pergunta é: qual é a escolha mais fácil? Sinceramente, não sei qual é a resposta, mas o livro não a procura, tal como não procura uma resposta certa, nem nos tenta "vender" a decisão final de Mia. Este é um livro sobre a vida e o que realmente é importante.

E afinal o que é importante? Cada leitor terá a sua resposta, tal como Mia tem a sua. Pessoas, momentos, sentimentos... será que a nossa vida é definida pelos bons ou maus momentos? O que nos marca para sempre? O que acontece quando aquela vontade de viver, intrínseca a cada ser vivo, desaparece?

E assim, aos poucos, o livro de adolescentes torna-se num livro adulto onde a escrita simples da autora nos leva a ler sem parar, na tentativa de percebermos as decisões de Mia enquanto o livro explora os vários tipos de dor que cada personagem irá sentir durante estas horas. Todavia, o livro surpreende por não se fixar na dor e tristeza que um acontecimento deste nos causa. Este é um livro que nos leva, a partir dessa dor, a ver com outros olhos os momentos de felicidade que já tivemos, proporcionando ao leitor momentos de lágrimas, mas também muitos sorrisos. E é esta a mais forte mensagem do livro: os momentos de dor são momentos em que devemos recordar o bom e tentar sorrir.

Este é um livro rápido e que agradará a muitos leitores, mas também afastará outros, principalmente porque uma decisão que define um final será sempre alvo de aceitação ou rejeição por parte de um leitor. No meu caso, o que quis foi perceber o porquê da decisão final, e aceitá-la. Surpreendeu-me em alguns momentos, fez-me rir e fez-me pensar. A forma como, indiretamente, a autora explora as várias formas que diferentes pessoas têm para enfrentar a dor é um dos momentos altos de um livro que nos tenta alertar para a importância de viver e ser feliz, e é nesse sentido que devem tender as nossas decisões.

Totalmente recomendado ao público adolescente, mas perfeitamente capaz de agradar a qualquer adulto, este é um livro muito interessante que terá reações mistas devido ao seu final, mas que marcará qualquer leitor. Se gostam do género, olhem para este livro.

Luís Pinto

Para saberem mais sobre este livro, cliquem aqui.

Notícia: Saga "A espada da verdade" já chegou às livrarias


O nascimento de uma lenda

Primeiro livro da saga bestseller

A Espada da Verdade nas livrarias a 1 de setembro

No dia 1 de setembro a Porto Editora iniciou a publicação da saga "A Espada da Verdade", de Terry Goodkind, uma série épica do género fantástico que começa com "A Primeira Regra dos Feiticeiros – Parte I". Esta é uma aventura repleta de suspense e de misticismo, que nos transporta para reinos envoltos num imaginário único e surpreendente.

Após escrever este primeiro livro, Terry Goodkind mostrou-o a um agente que impulsionou, em 1994, um valioso leilão entre editoras americanas. Dessa forma, A Primeira Regra dos Feiticeiros entrou na história do mundo editorial como o livro de estreia do género fantástico mais caro de sempre. A partir desse momento, tornou-se também um sucesso internacional e foi traduzido para 20 línguas, somando já mais de 26 milhões de exemplares vendidos.

SINOPSE
Richard Cypher é um jovem guia em Hartland, à procura de respostas para o assassinato brutal do pai. Na floresta onde se refugia, encontra uma mulher misteriosa, Kahlan Amnell, que precisa da sua ajuda para fugir aos sequazes do temível Darken Rahl, governante de D'Hara, praticante da mais temível magia negra e um homem ávido por vingança. Num golpe de verdadeira magia, Richard passa a deter nas suas mãos o destino de três nações e, sobretudo, da própria humanidade. O seu mundo, as suas crenças e a sua própria essência serão abalados e testados, à medida que Richard lida com amigos e inimigos, com a crueldade extrema e a compaixão dedicada, experimentando a paixão, o amor e a raiva, e o seu impacto na missão que lhe é imposta: ser aquele que procura a verdade.


PRIMEIRAS PÁGINAS
Disponíveis aqui.


O AUTOR
Terry Goodkind nasceu em 1948 em Omaha, no Nebrasca. Em 1994 publicou o primeiro livro da série de fantasia épica A Espada da Verdade, que viria a ter um sucesso retumbante, com mais de 26 milhões de exemplares vendidos e traduções em mais de 20 línguas.

IMPRENSA

Este primeiro romance de Goodkind proporciona uma variante interessante às sagas de fantasia.
Library Journal

Uma estreia maravilhosamente criativa, coerente, e vibrante.
Kirkus Reviews

Terry Goodkind concebeu uma história precisa e inteligente que é incrível desde o primeiro momento.
Fantasy Book Review

Este livro arrebata-nos desde a primeira página.
Examiner.com

A Primeira Regra dos Feiticeiros, tal como os restantes livros da saga A Espada da Verdade, é um romance de qualidade excecional, com personagens bem construídas e um enredo ritmado, ao qual não falta temáticas mais "adultas".
SFBook Reviews

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Passatempo: Se eu ficar - vencedor!



PASSATEMPO

Se eu ficar


Vencedor!


Hoje temos mais um vencedor de um passatempo feito em parceria com a Editorial Presença. Agradecemos a todos os que participaram, e se não ganharam, desejamos melhor sorte para a próxima!





Sinopse: Naquela manhã de fevereiro, quando Mia, uma jovem de dezassete anos, acorda, as suas preocupações giram à volta de decisões normais para uma rapariga da sua idade: permanecer junto da família, do namorado e dos amigos ou deixar tudo e ir para Nova Iorque para se dedicar à sua verdadeira paixão, a música. É então que ela e a família resolvem ir dar um passeio de carro e, numa questão de segundos, um grave acidente rouba-lhe todas as escolhas. Nas vinte e quatro horas que se seguem e que talvez sejam as suas últimas, Mia relembra a sua vida, pesa o que é verdadeiramente importante e, confrontada com o que faz com que valha mesmo a pena viver, tem de tomar a decisão mais difícil de todas. 

  • «Um livro extremamente emocionante que nos obriga a reflectir sobre a nossa vida e sobre as pessoas e as coisas pelas quais vale a pena vivermos.» | Publishers Weekly
  • «Um livro inquietante e comovente. Impossível de parar de ler.» | The Bookseller
  • «Um romance que levará até o leitor mais céptico a acreditar na importância da amizade, da família e do amor.» | Waterstone’s Books Quarterly
  • «Uma leitura arrebatadora e plena de significado.» | Booklist


E o vencedor é:

Ana Rita Fernandes Domingos 

Parabéns e continuem a participar nos nossos passatempos!

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Notícia: Romain Puértolas estará em Lisboa a 10 e 11 de setembro para apresentar o seu novo livro



Hilariante, mordaz, um sucesso mundial traduzido para 36 países
Estreia de Romain Puértolas é o maior fenómeno da literatura francesa atual

A crítica foi unânime, também o foram os milhares de leitores: A incrível viagem do faquir que ficou fechado num armário Ikea, romance de Romain Puértolas, foi a grande surpresa da literatura francesa atual e chega finalmente às livrarias nacionais no dia 1 de setembro, numa edição Porto Editora. Uma «pérola de humor»
(Livres Hebdo), este é «o livro mais divertido do momento e, como se isso não bastasse, uma reflexão profunda sobre o destino dos imigrantes ilegais» (Radio RTL). Trata-se de uma aventura rocambolesca e hilariante passada nos quatro cantos da Europa e na Líbia pós-Kadhafi, uma história de amor efervescente, mas também o reflexo de uma terrível realidade: o combate travado por todos os clandestinos, últimos aventureiros do nosso século.

Romain Puértolas estará em Lisboa nos dias 10 e 11 de setembro


SINOPSE
Ajatashatru Larash Patel, faquir de profissão, que vive de expedientes e truques de vão de escada, acorda certa manhã decidido a comprar uma nova cama de pregos. Abre o jornal e vê uma promoção aliciante: uma cama de pregos a 99,99€ na loja Ikea mais próxima, em Paris. Veste-se para a ocasião – fato de seda brilhante, gravata e o seu melhor turbante – e parte da Índia com destino ao aeroporto Charles de Gaulle. Uma vez chegado ao enorme edifício azul e maravilhado com a sapiência expositiva da megastore sueca, decide passar aí a noite a explorar o espaço. No entanto, um batalhão de funcionários da loja, a trabalhar fora de horas, obriga-o a esconder-se dentro de um armário, prestes a ser despachado para Inglaterra. Para o faquir, é o começo de uma aventura feita de encontros surreais, perseguições, fugas e aventuras inimagináveis, que o levam numa viagem por toda a Europa e Norte de África.


O AUTOR
Romain Puértolas nasceu em Montpellier, em 1975. Quando era novo, queria ser cabeleireiro-trompetista, mas o destino trocou-lhe as voltas. Oscilando entre a França, a Espanha e a Inglaterra, foi sucessivamente DJ, compositor-intérprete, professor de línguas, tradutor-intérprete, comissário de bordo, mágico, antes de tentar a sua sorte como cortador de mulheres num circo austríaco.
Rapidamente despedido por ter mãos escorregadias, resolve dedicar-se à escrita compulsiva. Autor de 450 
romances num ano, ou seja, 1,2328767123 romances por dia, consegue finalmente arrumar os seus próprios livros numa estante Ikea. Infelizmente, despojado de 442,65 dos seus romances por extraterrestres dotados de uma inteligência e um gosto bem acentuados, Romain Puértolas vê-se reduzido a uma estante estilo caixote de pêssegos periclitante e desesperadamente vazia. Segue atualmente uma carreira de agente da polícia em França e só tem uma coisa em mente: encontrar aqueles que perpetraram o golpe…

A incrível viagem do faquir que ficou fechado num armário Ikea será brevemente adaptado ao cinema.




IMPRENSA

Mágico e hilariante.
Paris Match

Um conto, uma farsa, mas também uma sátira do mundo moderno, que se lê entre gargalhadas.
Le Figaro Magazine

Este romance é uma pérola de humor, um convite à tolerância, um autêntico conto de fadas.
Livres Hebdo

Uma história genial, para rir do princípio ao fim. Inigualável!
Radio France Culture

A TÚLIPA NEGRA


Autor: Alexandre Dumas

Título original: La tulipe noire



A Túlipa Negra era já um romance de época à época do seu autor - Alexandre Dumas – que nos conta esta história numa ação passada dois séculos antes da sua existência. Passa-se a narrativa na Holanda, simbólico país das tulipas, por finais do século XVII, e começa docemente, com a figura de van Baerle, um inofensivo botânico de bom coração que ama esta espécie de flora acima de tudo na vida, já que nada mais tem para além dos seus fiéis servos. 

Toda esta doçura é quebrada com a entrada em cena da inveja figurada na personagem do seu vizinho Boxtel que lançará o fio do enredo central, ao mandar prender van Baerle injustamente, impedindo-o a poucos passos de realizar a sua grande ambição: criar uma túlipa negra como azeviche. Porém, é em pleno cárcere que o botânico encontra a figura do amor personificada numa flor de outra espécie: Rosa, a filha do carcereiro, a quem quer juntar as tulipas do seu coração e com quem dá as mãos para mergulhar na aventura que nos conta esta obra.

A trama desta aventura propõe-nos sensações de suspense, ação, revolta e deleite, ao longo de uma leitura simples mas nem de longe inanimada. Antes pelo contrário: o leitor que percorre estas linhas vai sentir-se sentado com as pernas à chinês e queixo seguro nas mãos, admirando um Dumas sentado numa cadeira, de óculos na ponta do nariz e o livro numa mão, deixando a outra liberta para movimentos de expressão. É que este autor, mais do que escritor, é um verdadeiro contador de histórias. Fala ao leitor, recorda-lhe momentos da história para que não perca o fio à meada e, por vezes, sentado na sua cadeira, parece que afasta para longe a mão que segura o livro, olha-nos nos olhos por cima das lentes e partilha a sua opinião. Mas nem por isso somos obrigados a considerar esta obra como literatura juvenil, já que a sua expressividade agradará com grande facilidade a um leitor mais maduro.

As personagens são também simples e cada uma serve claramente de marco a uma virtude ou a uma falta. Se van Baerle, o botânico, é a ambição, Rosa é a inocência, Boxtel será a inveja e por aí adiante. Quer isto dizer que as ações isoladas de cada um dos intervenientes são guiadas continuamente pelo mesmo princípio com o derradeiro objetivo de se entrecruzarem numa colisão de sentimentos que desembocará nas derrotas de alguns deles e nas glórias de outros.

Alexandre Dumas, o grande criador do vingador Conde de Monte Cristo e do bravo D’Artagnan, encantou também os seus leitores com um delicioso arranjo floral: uma "túlipa-flor" e uma "rosa-mulher". Conta-nos a história de um ambicioso, de uma apaixonada inofensiva, de um invejoso, de vários injustiçosos e de uma túlipa que, sem sentimentos nem caráter, teceu involuntariamente todas as teias desta história, assassinando, castigando, recompensando e encantando todos os seus intervenientes até ao desfecho magnífico desta narrativa, que convido o leitor a conhecer, deixando-se levar pelo ambiente da época e da aventura: sentai-vos, cruzai as pernas e escutai com os olhos! Alexandre Dumas nunca falha.


Luís Pinto